Cientistas falam sobre bactérias resistentes

Congresso discute mobilização de pesquisadores para combater organismos, que vêm se multiplicando perigosamente
E.coli é um exemplo de bactéria resistente / Caroline Seidel/ AFPE.coli é um exemplo de bactéria resistenteCaroline Seidel/ AFP

Da Redação, com AFP noticias@band.com.br

O crescente aumento em todo o planeta de bactérias multirresistentes aos antibióticos e a mobilização dos pesquisadores para enfrentá-las estão no centro do principal congresso sobre doenças infecciosas (ICAAC), reunido neste fim de semana em Chicago.

“A resistência aos antibióticos no mundo é claramente o tema da atualidade, já que se pode observar em todas as partes a mesma coisa, infecções por bactérias cada vez mais resistentes” e mais frequentemente fora do meio hospitalar, explica à AFP o médico Laurent Poirel, infectologista francês do Hospital de Kremelin-Bicêtre, perto de Paris.

Vários trabalhos sobre estes problemas são apresentados no 51º Congresso da ICAAC que reúne 9.000 participantes, entre eles 6.000 pesquisadores, até a próxima terça-feira.

“Se algo rápido não for feito logo, se perderá a guerra contra a multirresistência microbiana, o que abriria a porta para a próxima pandemia”, adverte o médico Jean Cardet, consultor da Organização Mundial da Saúde, que lançou uma iniciativa em abril contra este fenômeno e propõe um uso moderado dos antibióticos.

E.coli e outros

Cardet faz referência à bactéria Eceh (E.coli), responsável pela morte de 51 pessoas neste ano na Europa, sobretudo na Alemanha, e que era ultrarresistente, assim como a superbactéria NDM-1 (New Delhi metalo-lactasa), uma ameaça persistente.

De fato, trata-se de um gene na bactéria que produz este tipo de enzima capaz de destruir os antibióticos, um mecanismo observado em outros micróbios.

Este médico destaca que é preciso distinguir entre as bactérias chamadas gram-positivas, como o estafilococo dourado, e as gram-negativas, tais como o E.coli, a salmonela e a pseudomona. Estas últimas representam 60% de todas as infecções e são estas em particular que o atual arsenal de antibióticos tem dificuldades de combater.

Fonte: http://www.band.com.br/

Bactéria E. coli consegue sobreviver por vários meses em sedimentos subaquáticos

Estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos podem ajudar a identificar fontes potenciais de contaminação da água

Pesquisa foi desenvolvida no U.S. Department of Agriculture (USDA) dos Estados Unidos

Cientistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) descobriram que a presen?a de pat?genos de Escherichia coli em ?guas da superf?cie pode resultar da capacidade do microrganismo de sobreviver por meses em sedimentos subaqu?ticos. A maioria das estirpes de E. coli n?o causa doen?a, mas s?o organismos indicadores utilizados para avaliar a qualidade de ?gua e estimar a contamina??o fecal. A descoberta pode ajudar a identificar fontes potenciais de contamina??o da ?gua.

Estudos de laborat?rio realizados pelo pesquisador Yakov Pachepsky e seus colegas sugerem que cepas n?o-patog?nicas de E. coli podem sobreviver muito mais tempo em sedimentos debaixo d’?gua do que na coluna de ?gua em si, e fornecem a primeira evid?ncia de que E. coli pode sobreviver a v?rias esta??es nesse sedimento.

Os resultados tamb?m indicaram que os pat?genos viveram mais tempo quando os n?veis de carbono org?nico e part?culas de sedimento fino foram maiores. Al?m disso, quando os n?veis de carbono org?nico foram maiores, a temperatura da ?gua era menos propensa a afetar as taxas de sobreviv?ncia das bact?rias.

Os pesquisadores tamb?m coletaram tr?s anos de dados sobre vaz?o, tempo e n?veis de E. coli na ?gua e nos sedimentos de um c?rrego, na Pensilv?nia, alimentado por diversos afluentes menores. Ent?o, eles usaram as informa??es para calibrar o Soil and Water Assessment Tool (SWAT), um modelo desenvolvido por cientistas que prev? como pr?ticas agr?colas afetam a qualidade da ?gua em escala de bacias hidrogr?ficas.

Os dados resultantes indicaram que o escoamento de pastagem contribuiu para n?veis de E. coli em c?rregos pr?ximos apenas durante temporadas de cheias.

Echerichia Coli

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E. Coli na Europa: Evidências Genéticas Mostram que a Super-Bactéria Foi Criada em Laboratório

Enquanto jogam a culpa de um lado para o outro na europa, onde uma cepa super resistente da bactéria Escherichia Coli (e. coli) está deixando as pessoas doentes e enchendo os hospitais na Alemanha, quase ninguém está falando sobre como a E. coli poderia magicamente ter se tornado resistente a oito diferentes classes de antibióticos e de`repente começado a aparecer no fornecimento de alimentos.

Esta variação particular de E.coli é parte da cepa O104 e esta cepa quase nunca é resistente a antibióticos. Para que elas possam adquirir esta resistência, elas devem ser repetidamente expostas a antibióticos a fim de exercer  uma “pressão de mutação“, que as leva direção à imunidade completa contra os antibióticos.

Então, se você está curioso sobre as origens de tal cepa, você poderia basicamente fazer uma engenharia reversa do código genético da E. coli e determinar com bastante precisão a quais antibióticos ela foi exposta durante o seu desenvolvimento. Este trabalho já foi feito (leia mais abaixo), e quando você analisa a decodificação genética desta linhagem O104 que agora ameaça os consumidores de alimentos em toda a europa, um retrato fascinante emerge de como ela pode ter sido criada.

O Código Genético Revela a História

Quando os cientistas no Instituto Robert Koch da Alemanha decodificaram a composição genética da linhagem O104, eles descobriram que ela é resistente a todas
as seguintes classes e combinações de antibióticos:

• Penicilinas
• Tetraciclina
• Ácido nalidíxico
• Cotrimoxazol
• Cefalosporina
• Amoxicilina / ácido clavulânico
• Piperacilina-Sulbactam sódico
• Piperacilina-tazobactam

Além disso, esta linhagem O104 possui uma capacidade de produzir enzimas especiais que lhe dão o que poderia ser chamado de “superpoderes bacterianos“, conhecida tecnicamente como ESBLs:

Beta-lactamases de Espectro Estendido (ESBLs) são enzimas que podem ser produzidas por bactérias tornando-as resistentes às cefalosporinas, como por exemplo: cefuroxima , cefotaxima e ceftazidima – que são os antibióticos mais utilizados em muitos hospitais“, explica a Agência de Proteção à Saúde do Reino Unido.

Além disso, esta linhagem O104 possui dois genes, o –TEM-1 e o CTX-M-15–, que “têm feito os médicos tremerem desde a década de 1990“,  reportou o jornal londrino The Guardian. E por que é que elas fazem os médicos estremecerem? É porque elas são tão mortais que muitas das pessoas infectadas com estas bactérias são vítimas de falha dos órgãos críticos e simplesmente morrem.

Criando uma Super-bactéria Mortal

Então como exatamente que uma bactéria aparece do nada, que é resistente a mais de uma dúzia de antibióticos em oito diferentes classes de medicamentos e ainda apresenta duas mutações de genes letais, além de capacidades da enzima ESBL?

Há realmente apenas uma maneira de isso acontecer : você precisa expor essa cepa de E. coli a todas as oito classes de antibióticos. Normalmente, isso não é feito ao mesmo tempo, é claro: você primeiro precisa expô-la à penicilina e encontrar as colônias de sobreviventes que são resistentes à penicilina. Você então pega essas colônias sobreviventes e as expôe à tetraciclina. As colônias sobreviventes são resistentes à penicilina e tetraciclina. Em seguida, as expôe a um medicamento à base de sulfa e recolhe as colônias sobreviventes, e assim por diante. É um processo de seleção genética feita em laboratório, com um resultado desejado bem específico. Trata-se essencialmente como algumas armas biológicas são projetadas pelo Exército dos EUA em seu laboratório em Ft. Detrick, Maryland.

Embora o processo seja mais complicado do que isto, a conclusão é que a criação de uma cepa de E. coli que seja resistente a oito tipos de antibióticos requer repetidas e consistentes exposições a esses antibióticos. É praticamente impossível imaginar como isso poderia acontecer de forma espontânea no mundo natural. Por exemplo, se esta bactéria teve origem nos alimentos (como nos disseram), então onde é que ela adquiriu toda esta resistência aos antibióticos dado o fato que os antibióticos não são utilizados em vegetais?

Ao considerar a evidência genética que agora nos confronta, é difícil imaginar como isso poderia acontecer naturalmente. Embora a resistência a um antibiótico seja comum, a criação de uma cepa da E. coli que seja resistente a oito diferentes classes de antibióticos em conjunto simplesmente desafia as leis de permutação e combinação genética na natureza. Simplificando, esta cepa de super-bactéria E. coli não poderia ter sido criada na natureza. O que nos deixa com apenas uma explicação de onde ela realmente veio: um laboratório.

Tríade Hegeliana: Problema, Reação, Solução

As evidências apontam agora que esta cepa mortal da E.coli foi projetada em laboratório, e em seguida, foi liberada no abastecimento de alimentos ou de alguma forma escapou de um laboratório e entrou na cadeia alimentar inadvertidamente. Se você não concordar com essa conclusão, então você é forçado a concluir que esta super-bactéria octobióticas (imune a oito classes de antibióticos) se desenvolveu de forma aleatória por si só… e esta conclusão é muito mais assustadora do que a explicação da “bioengenharia” porque significa que super-bactérias octobióticas podem simplesmente aparecer em qualquer lugar a qualquer momento, sem justa causa. E esta seria com certeza uma teoria mirabolante.

Minha conclusão realmente faz mais sentido: Esta cepa de E. coli foi quase certamente criada em laboratório, e em seguida liberada no fornecimento de alimentos com uma finalidade específica. E qual seria o seu propósito?

É a velha tríade novamente sendo utilizada aqui: problema, reação e solução, conhecida também como dialética hegeliana. Primeiro causam um problema (a cepa mortal da bactéria E. coli no fornecimento de alimentos). Então, aguardam a reação do público (enorme clamor pois a população está aterrorizada pela E.coli). Em resposta a isso, decretam a sua solução desejada (o controle total sobre o abastecimento global de alimentos e interdição de brotos crus, leite cru e vegetais crus).

É disso que se trata, é claro. A FDA baseou-se no mesmo fenômeno nos EUA, ao empurrar para o seu recente “Ato de Modernização da Segurança Alimentar“, que basicamente criminaliza as pequenas fazendas orgânicas familiares ao menos que elas lambam as botas dos reguladores da FDA. A FDA foi capaz de esmagar a liberdade de agricultura nos EUA, pegando carona no medo generalizado que seguiu os surtos de E.coli no abastecimento de alimentos dos EUA. Quando as pessoas têm medo, lembre-se, não é difícil fazê-las concordar com quase qualquer tipo de tirania regulamentar. E fazer as pessoas ficarem com medo de sua comida é uma questão simples… basta o governo enviar algumas notas pela sua acessoria de imprensa por e-mail à mídia corporativa afiliada.

Primeiro Proibem a Medicina Natural e Depois Atacam o Abastecimento de Alimentos

Agora, lembre-se: tudo isso está acontecendo na esteira da proibição de ervas medicinais e suplementos nutricionais na União Européia - a proibição que descaradamente criminaliza terapias nutricionais que ajudam a manter as pessoas saudáveis e livres de doenças. Agora que todas estas ervas e suplementos estão proibidos, o próximo passo é fazer com que as pessoas fiquem também com medo de vegetais frescos. Isso porque os vegetais frescos são medicinais, e enquanto o público tiver direito a comprar vegetais frescos, poderão sempre evitar doenças.

Mas se você pode fazer as pessoas terem medo de vegetais frescos, ou até mesmo proibi-los totalmente, então você pode forçar a população inteira a uma dieta de alimentos mortos e  processados, que promovem doenças degenerativas e impulsionam os lucros das poderosa companhias farmacêuticas.

É tudo parte da mesma agenda, você verá: manter as pessoas doentes, negar-lhes acesso às ervas medicinais e suplementos, e em seguida, lucrar em cima do seu sofrimento nas mãos dos cartéis de drogas globais.

É claro que os transgênicos também desempenham um papel semelhante nesta história inteira: Eles são projetados para contaminar o abastecimento de alimentos com o código genético que causa infertilidade generalizada entre os seres humanos. E aqueles que são de alguma forma capazes de se reproduzir após a exposição aos transgênicos continuam a sofrer de doenças degenerativas que enriquece as empresas farmacêuticas durante os “tratamentos”.

Você se lembra qual país foi alvo da E.coli recentemente? A Espanha. Por que a Espanha? Você deve se lembrar que os cabos que vazaram do Wikileaks revelaram que a Espanha resistiu à introdução de transgênicos no seu sistema agrícola, mesmo quando o governo dos EUA veladamente ameaçou com retaliação política por sua resistência. Esta falsa culpa da Espanha pelas mortes causadas pelo E. coli é provavelmente a retaliação pela falta de vontade da Espanha de saltar no “trem” dos transgênicos.

Essa é a verdadeira história por trás da devastação econômica dos agricultores de vegetais da Espanha. É um dos sub-roteiros que estão sendo seguidos paralelamente a este esquema da super-bactéria escherichia coli.

Alimentos como Armas de Guerra – Criados pela Indústria Farmacêutica?

Aliás, os culpados mais prováveis de terem criado esta cepa de E. coli são os grandes laboratórios farmacêuticos. Quem mais tem acesso a todos os antibióticos e os equipamentos necessários para gerenciar as mutações provocadas potencialmente a milhares de colônias de E.coli? As companhias farmacêuticas estão numa posição única para tanto executar esta tarefa quanto também lucrar com isso. Em outras palavras, eles têm os meios e as motivações para executar tais ações.

Além das empresas de remédios, talvez apenas os reguladores de doenças infecciosas têm este tipo de capacidade laboratorial. O CDC, por exemplo, provavelmente conseguiria fazer isto se eles realmente quisessem.

A prova de que alguém criou esta cepa de E. coli através de bioengenharia está escrita no DNA da bactéria. Isto é evidência forense, e o que isto revela não pode ser negado. Esta cepa foi submetida a repetida e prolongada exposição a oito diferentes classes de antibióticos, e depois de alguma forma conseguiram fazer com que ela aparecesse no abastecimento de alimentos. Como você consegue fazer isto se não for através de um planejamento bem feito realizado por cientistas desonestos? Não existe tal coisa como “mutação espontânea” para uma cepa que é resistente às 8 mais potentes classes de antibióticos que são vendidos pela indústria farmacêutica nos dias de hoje. Tais mutações têm que ser deliberadas.

Mais uma vez, se você não concordar com essa conclusão, então o que você está dizendo é que não, que isto não foi feito deliberadamente… aconteceu acidentalmente! E novamente, eu estou dizendo que é ainda mais assustador! Porque isso significa que a contaminação por antibióticos do nosso mundo agora está em um nível tão extremo de exagero que uma cepa de E. coli na natureza pode ser saturada com oito diferentes classes de antibióticos ao ponto em que se transforma naturalmente em uma super-bactéria mortal. Se as pessoas acreditam nisto, então isso é uma teoria mais assustadora do que a explicação da bio-engenharia!

Uma Nova Era Começou: Armas Biológicas na sua Comida

Mas em ambos os casos, não importa o que você acredita, a verdade simples é que o mundo está enfrentando uma nova era global de novas estirpes de bactérias que não podem ser tratadas com qualquer farmacêutico conhecido. Elas podem , é claro, ser facilmente mortas com prata coloidal, que é exatamente a razão da FDA e os reguladores de saúde terem atacado violentamente as empresas de prata coloidal por todos estes anos: eles não podem deixar o público ter em suas mãos antibióticos naturais que realmente funcionam. Isso colocaria por terra todo o propósito de fazer todo mundo doente em primeiro lugar.

Na verdade, essas cepas de super-bactérias E. coli podem ser muito facilmente tratadas com uma combinação de antibióticos naturais de plantas como o alho, gengibre, cebola e ervas medicinais. Além disto, pro-bióticos podem ajudar a equilibrar a flora do trato digestivo e “expulsar” qualquer bactéria mortal que aparecer. Um sistema imunitário saudável e o bom funcionamento do trato digestivo podem combater uma infecção pela super-bactéria E. coli, mas isso é outro fato que a comunidade médica não quer que você saiba. Não podemos esquecer também da importância da Vitamina D em manter o sistema imunitário funcional. Eles preferem muito mais que você continue a ser uma vítima indefesa deitada no hospital, esperando para morrer, sem opções disponíveis além dos perigosos “remédios” da indústria farmacêutica. Isto que é “medicina moderna”. Eles causam os problemas que eles pretendem tratar, e então eles não vão nem tratá-lo com qualquer coisa que poderia realmente curá-lo.

Quase todas as mortes agora atribuídas a este surto de E.coli poderiam ter sido evitadas rápida e facilmente. Estas são as mortes da ignorância. Mas também são as mortes de uma nova era de armas biológicas baseadas em alimentos desencadeadas por um grupo de cientistas malucos, ou por alguma uma instituição seguindo uma agenda específica que declarou guerra contra a população humana.

Atualizações Sobre este Surto de E.Coli

• 25 mortes até agora já foram relatadas, sendo que  2.153 pessoas já adoeceram e possivelmente estão enfrentando falência renal.

• O Ministério da Agricultura da Alemanha anunciou que mesmo sabendo que a origem do surto é uma fazenda alemã de alimentos orgânicos, eles ainda não retiraram as advertências para que as pessoas evitem comer tomate e alface. Em outras palavras, mantêr o povo com medo! Isto sem falar que agora ficou claro que o alvo desta armação são as fazendas de alimentos orgânicos. Será que veremos muito em breve a Monsanto anunciar que criou sementes de vegetais imunes à esta bactéria? ;)

• “A variante alemã da E coli, conhecida como O104, é uma híbrida das cepas que podem causar diarréia sanguinolenta e danos nos rins chamada síndrome hemolítico-urêmica“, relatou o Jornal The Independent.

• Um total de 13 nações européias registraram surtos da cepa de E. coli, principalmente por pessoas que haviam visitado o norte da Alemanha.

Esta história é de um jornal alemão, e que sugere que o surto de E. coli pode ter sido um ataque terrorista. Sim, um ataque terrorista pelas companhias farmacêuticas em cima de pessoas inocentes, como de costume…

Fontes:
Natural News: Forensic evidence emerges that European e.coli superbug was bioengineered to produce human fatalities
Agência de Proteção de Saúde do Reino Unido: Extended-Spectrum Beta-Lactamases (ESBLs)
The Guardian: The reason why this deadly E coli makes doctors shudder
G1: Superbactéria pode ter saído de fazenda de alimentos na Alemanha
The Independent: German beansprouts to blame as E coli death toll reaches 22
Aerzte Zeitung: EHEC und das RKI – Behörde in der Kritik
Wikileaks Brasil: EUA força França e Espanha a aceitar transgênicos

Informe ENSP – Artigo esclarece sobre o surto de E. coli na Europa

Informe ENSP – Artigo esclarece sobre o surto de E. coli na Europa.

SBI alerta para uso racional de antibiótico na comemoração do Dia do Infectologista de 2011

A campanha que comemora o Dia do Infectologista de 2011, na data de 11 de abril, tem como tema “Receita de antibiótico: agir hoje para garantir o amanhã”. O objetivo da SBI é ampliar a consciência da classe médica e população quanto à importância do uso racional de antimicrobianos como parte da estratégia para reduzir a crescente resistência bacteriana aos medicamentos. Preocupada com essa situação, a Sociedade já havia trabalhado esse tema na comemoração da data em 2008, com o slogan “Antibiótico necessita de prescrição médica”.

A campanha deste ano visa reforçar a estratégia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de obrigatoriedade da retenção e escrituração da receita médica para a venda de antibióticos em farmácias e drogarias de todo país, em vigor desde o final de novembro do ano passado. A medida é fruto da resolução RDC nº 44 (26/10/2010) que estabeleceu maior rigor ao comércio de cerca de 90 antibióticos, sendo que a prescrição deve ser feita em duas vias e a validade da receita é de dez dias.

Segundo a mesma resolução, até o final de abril de 2011 as embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a seguinte frase: “venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção da receita”. Esse é o prazo final para que farmácias e drogarias concluam a adesão ao processo de escrituração das receitas, registrando a venda no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

A automedicação com antibióticos sempre foi uma prática disseminada entre a população brasileira, sendo comum o uso inadequado do medicamento, com várias consequências tanto para o paciente quanto para a comunidade. “O uso de antibióticos com doses e indicações inadequadas a diferentes situações clínicas favorece a seleção de cepas resistentes que podem disseminar de maneira incontrolável”, pondera a infectologista Flávia Rossi, do Hospital das Clínicas da FMUSP, e integrante do Comitê Científico de Bacteriologia Clínica da SBI.

Segundo ela, esse comportamento contribui para o aumento da resistência bacteriana e sua ampla disseminação na comunidade, afetando sobremaneira o trabalho de controle de infecções nos serviços de saúde, especialmente em hospitais. Na opinião da especialista, “a prescrição controlada é, sem dúvida, um passo importante, mas apenas o primeiro entre outras medidas necessárias para o controle da infecção hospitalar”.

Na opinião da infectologista Ana Gales, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a medida da Anvisa é o primeiro passo para que se possa discutir qual o impacto do uso de antimicrobianos no desenvolvimento da resistência bacteriana. “A capacitação dos profissionais de saúde, principalmente médicos, e o aprimoramento das condições de atendimento também são necessárias”, indica a médica, que coordena o Comitê Científico de Bacteriologia Clínica da SBI.

Embora acreditem que a medida seja favorável à população, as especialistas avaliam que a sociedade não foi devidamente esclarecida sobre os riscos do uso inadequado dos antibióticos. Elas recomendam ações educativas permanentes sobre o tema para diferentes segmentos – da população em geral aos profissionais de saúde – sobre quando e como usar esse tipo de medicamento.

Soluções

Para preservar o arsenal antimicrobiano disponível no momento, Ana Gales recomenda a redução do consumo de antimicrobianos, sem aumentar a mortalidade dos pacientes que apresentam infecções por bactérias resistentes. “Não podemos deixar de prescrever antimicrobianos de amplo espectro. Porém, devemos trabalhar duro para aprimorar o diagnóstico das infecções respiratórias e urinárias, evitando o uso em situações desnecessárias”.

Segundo ela, diminuir o tempo da terapia visando menor pressão seletiva e implementar medidas de prevenção que evitem a transmissão de bactérias entre os pacientes e a disseminação entre os hospitais são medidas de fundamental importância.

Na avaliação da infectologista Flávia Rossi, o uso racional de antibióticos deve ser considerado um problema de todas as especialidades médicas que lidam com processos infecciosos. “A divulgação de informações locais da epidemiologia bacteriana, aliada a um serviço laboratorial com microbiologistas capacitados, são sem dúvida pontos críticos para um projeto conjunto que vise minimizar a resistência e preservar as drogas que ainda estão disponíveis no mercado”, recomenda.

Ana Gales acredita que os desafios extrapolam a área médica e envolvem outros setores da sociedade. “Estudos que avaliem o impacto para saúde pública da presença de antimicrobianos no meio-ambiente são necessários para avaliar a necessidade ou não de controle ambiental”, aponta. Segundo ela, medidas complementares envolvem o controle do uso de antimicrobianos na agricultura e veterinária e até mesmo maior controle da circulação de pessoas doentes em viagens internacionais e de alimentos importados.

A realidade brasileira atual é bastante crítica e com uma epidemiologia de bactérias multirresistentes preocupante em diferentes serviços de saúde, esclarece Flávia Rossi. Segundo a especialista, o país deveria compor “com urgência” um comitê multidisciplinar para discutir a questão, envolvendo representantes de especialidades como microbiologia, infectologia e patologia clínica, além de profissionais de análises clínicas, farmácia e da indústria. “É preciso definir políticas que abordem de maneira conjunta as indicações, posologias e padronização dos testes de sensibilidade in vitro para os medicamentos antimicrobianos”.

Fonte: SBI


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Chega a 9 número de mortes por superbactéria em AL

Mais um bebê que estava internado na UTI Neonatal do Hospital Universitário de Alagoas morreu nesta sexta (15). Ele estava infectado pela bactéria multirresistente Acinetobacter baumannii, que já havia causado a morte de cinco adultos e outros três recém-nascidos.

A assessoria de imprensa do hospital informou que o bebê nasceu prematuramente, após seis meses de gestação, e pesava 1,4 kg. Ele estava internado há um mês na UTI Neonatal e apresentava má formação hepática.

Pela manhã desta sexta (15), técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária Municipal foram ao hospital para elaboração de protocolo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, seus técnicos também realizou uma visita à unidade durante a tarde.

O hospital afirmou que está cumprindo o protocolo para esse tipo de situação. A maternidade permanece fechada e a UTI Neonatal ainda tem três bebês internados, mas está em isolamento.

Fonte: uol


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UTI é fechada por superbactéria!

A scanning electron micrograph (SEM) of a high...

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Acinetobacter baumanii tem alta capacidade de sobrevivência e é transmitida por contato!

São Paulo.
A direção do Hospital Universitário de Maceió (AL) anunciou ontem uma nova interdição por tempo indeterminado da maternidade e da UTI neonatal devido à presença de uma bactéria que é muito resistente a antibióticos.

Em fevereiro, a UTI neonatal ficou fechada por cerca de duas semanas devido à presença da bactéria Acinetobacter baumannii em dois bebês. Segundo a assessoria do hospital, agora são quatro bebês com a bactéria, três deles já morreram.

“A maternidade e a UTI passarão por um processo de limpeza de objetos, parede, chão, de tudo, e isso deve levar tempo indeterminado. A situação está sob controle”, afirma ao G1 o diretor técnico do hospital, Alberto Jorge Fontan.

A direção do hospital, que é ligado à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), disse que um dos bebês mortos tinha má-formação congênita e os outros dois eram prematuros e tinham complicações. Não é possível afirmar, segundo a direção do hospital, que as mortes tenham sido causadas pela infecção.

A maternidade do HU tem 60 leitos e é especializada no atendimento a pacientes com gestação de risco. Segundo a assessoria, os bebês que estão internados na UTI neonatal poderão ser transferidos.

O hospital disse ter detectado também a presença da bactéria resistente em outros dois pacientes internados na UTI geral. Um deles, era um homem de 70 anos com doença pulmonar e acidente vascular cerebral (AVC) que morreu. A outra paciente é uma adolescente de 16 anos, vítima de acidente de trânsito, que chegou ao hospital transferida do Hospital Geral do Estado (HGE).

Segundo a assessoria do HU, exame preventivo feito no catéter utilizado pela adolescente detectou a presença da bactéria. A garota, de acordo com o hospital, está sendo medicada com antibióticos apesar de não ter desenvolvido nenhuma infecção até ontem.

Técnicos da vigilância sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (SESAL), responsável pelo HGE, estão colhendo material para tentar descobrir qual o tipo e a origem da bactéria está contaminando os pacientes.

Orientação:
Segundo a SESAL, equipes da Vigilância Sanitária Estadual fecharam a maternidade e a UTI neonatal do hospital ontem a pedido da direção do hospital. Os inspetores vão orientar os profissionais da unidade sobre quais protocolos seguir para evitar futuros casos. As alas do hospital serão abertas somente após as exigências serem cumpridas. Inspetores da Vigilância sanitária vistoriaram na manhã de ontem as instalações do Hospital Geral do Estado (HGE), onde estava internado o homem que faleceu.

No dia 2 de fevereiro, a UTI neonatal do HU já havia sido interditada parcialmente por causa da infecção da Acinetobacter. A bactéria é caracterizada pela alta capacidade de sobrevivência por longo tempo no local infectado. A principal forma de transmissão desta bactéria é por contato.
A orientação da Secretaria é para que os profissionais da área higienizem as mãos antes e após os cuidados com os pacientes, antes e após irem ao banheiro, manipular materiais e equipamentos e fazerem uso de luvas.

<strong>Além da higienização das mãos é fundamental também que a roupa utilizada em um serviço de saúde não seja utilizada em outro.

FONTE:

O Diário do Nordeste em :http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=957381


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Onze recém-nascidos morrem em dois meses no Hospital Regional da Asa Sul (Hras) por infecção de super bactérias em 2010

Klebsiella pneumoniae

Image via Wikipedia

Entre outubro e novembro deste ano, 11 bebês recém-nascidos morreram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional da Asa Sul (Hras) em 40 dias. Cinco óbitos ocorreram no primeiro mês, e as outras seis em novembro. Os bebês moreram após contaminação por duas bactérias: Klebsiella e Serratia. Por mais que a primeira seja a mesma da conhecida KPC, o diretor-geral de Saúde da Regional Sul, Alberto Henrique Barbosa garantiu que não há contaminação por KPC dentro da Neonatal do Hras. determinou o isolamento de seis bebês e 24 são mantidos sob observação. Em todo o Distrito Federal há 81 leitos na rede pública à disposição da população – todos lotados.

Segudo o diretor-geral, a contaminação pelas duas bactérias é grave. “Mas elas não podem ser comparadas à KPC. Além disso, existe tratamento para combatê-las, embora seja difícil e longo”, afirma Alberto. Ele espera ainda que os insumos necessários e que estão em falta chegem à unidade de saúde até a próxima terça-feira (16/11).

De acordo com o diretor-geral, Os bebês que vão às UTIs Neonatais já estão em situação de baixa resistência, muitos deles são pré-maturos e isso os torna mais sucetíveis a infecções. Além disso, a Neonatal do Hras tem um problema de superlotação. “Hoje, a UTI tem uma capacidade de 30 leitos, mas trabalha com o atendimento de 36 a 38″, disse Alberto.

Segundo Aberto Henrique, para piorar a situação, não há profissionais de saúde suficiente. “Teria que haver um médico e um enfermeiro a cada cinco leitos. No caso do Hras seriam necessários mais 30 médicos para operar na capacidade prevista do hospital, que é de 45 leitos. Mas isso não acontece por falta de profissionais”, contou o diretor-geral.

A Unidade Neonatal do hospital continuará com acesso restrito aos casos mais graves. O atendimento só será normalizado assim que o controle de infecção hospitalar do Hras constatar que houve diminuição nos níveis de contágio. De acordo com a Regional de Saúde, já foram tomadas medidas para conter a contaminação.

Ariadne Sakkis

Publicação: 12/11/2010 17:07 Atualização: 12/11/2010 17:13

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2010/11/12/interna_cidadesdf,222938/onze-recem-nascidos-morrem-em-dois-meses-no-hras-por-infeccao-de-bacterias.shtml


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Como as infecções se transmitem?

Escherichia coli produtora de β LACTAMASE de ESPECTRO ESTENDIDO (ESBL) encontrada em uma unidade de atendimento neonatal.

Relato de caso sobre um surto causado pela transmissão de E. coliESBL de uma mãe para seus filhos gêmeos recém-nascidos seguida pela disseminação para outros neonatos e para um trabalhador do serviço de Saúde.     

 

Molecular typing of extended-spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli isolates by pulsed-field gel electrophoresis. Dendrogram shows a cluster of 6 isolates with identical banding pattern and 2 isolates with 2 distinct patterns.

 

Provavelmente a mãe estava colonizada antes da internação hospitalar e uma infecção urinária se instalou no periparto. Houve transmissão por contato durante o parto vaginal dos gêmeos seguido por transmissão por contato de um dos trabalhadores do serviço de Saúde a outros recém-nascidos na mesma unidade além de a outro profissional do serviço e o modo mais provável de transmissão foi o contato.

A infecção por E. coli ESBL em um dos neonatos e no outro profissional possuiam uma coincidência pois ambos apresentavam um genótipo único da enzima β lactamase TEM-12 e padrão único da E.coli à eletroforese de campo pulsante.  

Devido a análise ser restrita ao espectro expandido (ESBL) da E. coli , a verdadeira extensão do surto foi subestimada. Contudo, o gene que codifica o espectro estendido está em um plasmídeo e pode ser transferido a outros organismos, em especial, outra Enterobacteriaceae e se perdido. Os fatores de risco para colonização em recém-nascidos incluem baixo peso ao nascer, duração da hospitalização, nutrição parenteral, uso prévio de antimicrobianos e necessidade de ventilação mecânica em unidade de atendimento intensivo. Em atendimento semi-intensivo, o aleitamento materno esteve associado a um menor risco de portar Enterobacteriaceaeprodutora de ESBL. Segundo a descrição do trabalho, os recém-nascidos amamentados por suas genitoras tinham maior contato com suas mães e eram possivelmente menos manipulados pelos trabalhadores do serviço de saúde.     

 

Spread of extended-spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli outbreak. NICU, neonatal intensive care unit.

Os pacientes do caso acima possuíam somente um fator de risco identificado: Os gêmeos recém-nascidos da mãe colonizada tiveram baixo peso ao nascimento; os outros neonatos não possuíam outros fatores de risco.

Melhorar as estratégias de controle de infecção podem ser necessárias para conseguirmos limitar a disseminação da E. coli produtora de ESBL em maternidades posto que a transmissão aos neonatos durante o parto vaginal é possível. Uma tentativa possível seria rastrear as mães cujos neonatos necessitaram de cuidados intensivos; um surto neste contexto seria particularmente prejudicial.

Dra Tschudin-Sutter é médica especializada em clínica médica e está completando um fellowship no Hospital de Epidemiologia e Doenças Infecciosas dentro do Hospital Universitário em Basel, Suíça. Sua pesquisa possui ênfase em patógenos multirresistente às drogas.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC192219/pdf/aac00043-0213.pdf

Tschudin-Sutter S, Frei R, Battegay M, Hoesli I, Widmer AF. Extended spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli in neonatal care unit. Emerg Infect Dis [serial on the Internet]. 2010

Nov [27/10/2010]. http://www.cdc.gov/EID/contant/16/11/1758.htm




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Infecção Aqui Não!

Prevenindo Infecções associadas aos cuidados da saúde (IACS)

Uma lista de medidas preventivas que você, seus filhos, seus pais e familiares podem tomar antes, durante e depois da sua estadia no hospital para minimizar a exposição às Infecções associadas aos cuidados da saúde (IACS) e bactérias relacionadas, como SARM.

Limpeza e higiene pessoal: :

Quando alguém desenvolve uma infecção em hospital ou clínica médica – que o paciente não tinha antes da internação – é considerada uma infecção associada aos cuidados da saúde (IACS).

IACS são problemas globais, afetando tanto pacientes quanto profissionais da saúde. A semana internacional de prevenção de infecções acontece entre os dias 17 e 23 de outubro.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em breve, 1,4 milhão de pessoas em todo o mundo estarão sofrendo de infecções adquiridas em hospitais.

Um estudo do Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), publicado em março de 2007, estimou em 98.987 o número de mortes infecções associadas aos cuidados da saúde nos Estados Unidos em 2002.  O risco de adquirir Infecções Associadas aos Cudados da Saúde (IACS)  em países em desenvolvimento é de 2 a 20 vezes maior do que em países desenvolvidos.

Atingindo milhares de pacientes por ano, as IACS prolongam as internações, aumentam as chances de retorno ao hospital e encarecem os custos de tratamento por paciente.  Do ponto de vista financeiro, as IACS representam um impacto anual estimado em US$ 6,7 bilhões para instituições de saúde, mas o custo em capital humano é ainda mais alto. Até recentemente, a não-obrigatoriedade de as instituições de saúde comprovarem a adoção de procedimentos para impedir as IACS tem impedido o controle ideal das fontes de transmissão de infecções desse tipo. No entanto, a pressão da opinião pública tem resultado em legislações em nível estadual e municipal exigindo a adoção de procedimentos para controlar as IACS.

Para saber mais sobre o impacto de infecções hospitalares tanto para profissionais da saúde quanto para pacientes, por favor continue navegando no www.jalecovida.wordpress.com ou consulte www.prevencaodeinfeccoes.com ou  www.pt.haiwatch.com.


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Anvisa reunirá especialistas no próximo dia 22/10 para tentar frear bactéria KPC que matou 14 no DF mas a Secretaria de Saúde disse ontem que a Bactéria KPC já estava sob controle

The symbol of Brasília
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NOTÍCIA SOBRE A BACTÉRIA KPC

 Mariana Sacramento

Publicação: 14/10/2010 08:00 no Correio Braziliense http://bit.ly/9UCkLb

 Publicação: 13/10/2010 12:08 no Portal de Notícia do DF http://bit.ly/aiAjIB

O surto da bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) no Distrito Federal começa a preocupar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um grupo seleto de infectologistas e bacteriologistas, de todo o Brasil, irá se reunir no próximo dia 22 para discutir o poder de resistência do micro-organismo e padronizar informações. Desde janeiro, 14 pacientes internados em hospitais privados e públicos da capital morreram infectados pelo KPC. Outros quatro casos estão sendo investigados.O micro-organismo já foi detectado em oito hospitais particulares e em nove (60%) das 15 unidades da rede pública do DF. Dos hospitais públicos, os com maior ocorrência de contaminação pela superbactéria são o Hospital Regional de Santa Maria e o Hospital de Base, todos de responsabilidade do Governo do Distrito Federal. Mantido pela União, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) registrou cinco casos suspeitos. Desses, três fatais. A KPC ataca pacientes em estado grave, geralmente internados em Unidades de Terapia Intensiva — UTIs.

A dificuldade em combater a superbactéria preocupa especialistas. Apenas três antibióticos — tigerciclina, polimixina B e amicacina — de eficácia ainda não comprovada, estão sendo usados no tratamento da infecção. “A oportunidade de cura dele (paciente) fica muito limitada. Nós não temos, no momento, a informação se as indústrias estão lançando um antibiótico novo”, afirma Isabela Rodrigues, enfermeira e coordenadora do serviço de controle de infecção do HUB.

“Quando o paciente está mais debilitado ele se torna mais suscetível a qualquer infecção. Nesse sentido, ele não consegue defesa. São três antibióticos usados para combatê-la, mesmo assim não garantem que ele (o doente) vai se curar. O que está chamando a atenção é a dificuldade de tratamento”, complementa Isabela. A KPC é multirresitente ao efeito de remédios. Ela produz uma enzima que inibe a ação dos antibióticos carbapenemênicos, muito usados contra infecções bacterianas.

Documento

Justamente essa dificuldade levou a Anvisa a convocar a reunião do dia 22 próximo. Dela, a agência do governo federal pretende editar um documento para orientar profissionais de saúde de todo o país. “Desse encontro deverá sair um documento de alerta aos profissionais de saúde com orientações para o controle da bactéria”, adianta o gerente-geral do serviço de saúde da Anvisa, Heder Murari.

Além de ser difícil de ser combatida, a KPC requer exames laboratoriais minuciosos para ser diagnosticada — apenas um estudo com material genético colhido do paciente é que pode confirmar sua presença. Ela se manifesta com sintomas de uma infecção normal, febre, dores na bexiga (se for o caso de uma infecção urinária), tosse (se for uma infecção respiratória).

“Recém-nascidos, pessoas com doenças de base (como diabete, problemas no coração, HIV, câncer) são mais suscetíveis à infecção da superbactéria”, alerta o médico Marcos Antonio Cyrillo, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “Em pessoas saudáveis o risco de ter qualquer infecção é muito pequeno”, esclarece a enfermeira Isabela Rodrigues.

Isolamento

Unidade de Terapia Intensiva

Com poucas armas para a cura, a Secretaria de Saúde do DF tem focado na prevenção.

Jaleco Vida

 A pasta criou um Comitê Gestor Central para monitorar e acompanhar a evolução do surto nos hospitais públicos e privados. Pacientes infectados e colonizados — que têm a bactéria, mas não a infecção — estão sendo mantidos em áreas isoladas. Como a contaminação se dá por meio do contato direto, os materiais hospitalares usados no trato dos pacientes infectados, como luvas, aventais e máscaras, são descartáveis.

Medidas simples de higiene também são fundamentais para evitar a propagação do micro-organismo, “como instalar higienizadores de álcool em gel no leito dos pacientes. Assim como os profissionais de saúde, os visitantes precisam lavar a mão com água e sabão e usar álcool em gel sempre que entrar em contato com uma pessoa infectada”, ressalta Heder Murari, da Anvisa. Por enquanto, a bactéria está limitada ao ambiente hospitalar, garantem os técnicos da Secretaria de Saúde do DF e da Anvisa.

Um boletim com números atualizados sobre o surto de KPC no Distrito Federal deverá ser publicado amanhã. Apesar da gravidade das infecções, ninguém do órgão tem dado entrevista. A assessoria de comunicação limitou-se a informar ontem que, antes da divulgação da nova estatística, ninguém da secretaria falará sobre o assunto.

Faltam registros

Registro Epidemiológico

O Distrito Federal é a Unidade da Federação com maior registros de ocorrências de pessoas infectadas pela bactéria KPC. Além das capital, há relatos de casos em outras grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. “Mas não são dados oficiais. Isso tem a ver com a dificuldade de diagnosticar a bactéria”, afirma o gerente-geral do serviço de saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Heder Murari.

Apesar do surto na capital da República, com 14 mortes confirmadas relacionadas à infecção do micro-organismo, Murari acredita que não há motivos para alarme. “As orientações da Secretaria de Saúde estão dentro do preconizado pela Anvisa. Além disso, estamos fazendo um trabalho conjunto de retroalimentação de dados. O que não está sendo feito pelas coordenações de controle de infecções dos estados”, explica Murari. Ele, no entanto, reconhece a gravidade do problema. “Em geral, a bactéria agravou o quadro principal de todos os pacientes infectados no DF.”

A bactéria vem de uma mutação genética e está presente em outros países como Estados Unidos e Itália. “Não é um micro-organismo novo. Ele existe desde a década de 1990. Descrito pela primeira vez em 1996 na Carolina do Norte, nos EEUU. De uns anos para cá, se fortaleceu e apareceu com mais frequência”, explica o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Marcos Antonio Cyrillo. “Aqui no Brasil, por enquanto, o surto está restrito a Brasília”, alerta Murari.

De acordo com a secretária de Saúde do DF, Fabíola Nunes, os episódios de infecção hospitalar causados pela bactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase, mais conhecidas como bactéria KPC, estão sob controle. “A população não deve deixar de procurar os hospitais em razão do medo de contaminação”, diz Fabíola.

A bactéria KPC é resistente aos efeitos de alguns antibióticos, o que dificulta o combate da doença. “Vamos tentar eliminá-la (a bactéria), mas se isso não for possível, pelo menos tratar a doença e evitar novos contágios”, afirma. Conforme Fabíola, a preocupação maior é quanto aos novos casos de contágio, uma vez  que a bactéria está no ambiente hospitalar, onde, em tese, as pessoas já estão com a imunidade baixa. “Queremos evitar que a bactéria saia dos hospitais para a comunidade”, revela.

Ao todo, são 135 casos de KPC confirmados e suspeitos em hospitais públicos e particulares no DF. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) registrou 58 ocorrências. Para intensificar o combate à bactéria, a Secretaria de Saúde instituiu o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar. Um grupo está frequentando cada hospital da região para reforçar medidas de limpeza e higienização. Pacientes contaminados também estão sendo isolados para evitar a proliferação.

Lavar bem as mãos, segundo a secretária de saúde, deve ser a principal forma de controle e prevenção. Uma higienização completa entre os dedos das mãos, além do uso do álcool para desinfecção, também é altamente recomendado. A Secretaria de Saúde ainda alerta para o uso indiscriminado de antibióticos, que pode fazer efeito contrário e desenvolver resistência orgânica aos medicamentos.

Sem risco para a comunidade

O primeiro caso da infecção no Brasil ocorreu em Recife, no ano de 2006. No Distrito Federal, a primeira ocorrência registrada foi em janeiro deste ano.

 A Klebsiella pneumoniae carbapenemase é um tipo de bactéria com perfil de resistência que dificulta seu tratamento e pode causar com mais frequência pneumonia e  infecções  do trato urinário, em pacientes em estado grave, pode também causar infecção de corrente sanguinea e como aqueles que necessitam de UTI. Fora do ambiente hospitalar, a bactéria não representa perigo. A forma de transmissão é basicamente por contato com secreção ou excreção de pacientes infectados ou colonizados. As medidas de higiene do ambiente e o uso do álcool a 70% são fundamentais para a contenção do surto.

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Bactéria KPC já matou 15 pessoas no Distrito Federal, três óbitos foram descartados.

Dez hospitais públicos e particulares têm 135 casos de pacientes infectados pela bactéria hospitalar, conhecida como bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae CARBAPENEMASE). Apenas três antibióticos têm ação contra a superbactéria.
Medidas simples de higiene podem evitar a transmissão da bactéria nos hospitais. 

  “Não lavar as mãos ou não utilizar as precauções padrão como luvas de procedimento e o jaleco médico gera a possibilidade de espalhar agentes produtores de KPC ou pior, somente seus mecanismos de resistência. Os mecanismos de resistência estão em fragmentos de DNA circular chamados plasmídeos e podem ser trocados com as bactérias ubíquas da sua pele. Carbapenemase é uma enzima descrita pela primeira vez em 2001 na Klebsiella pneumoniae, dai o nome KPC. No entanto, é produzida por outros organismos como Serratia spp., Enterobacter spp., Escherichia coli e Salmonella enterica

 A produção dessa enzima, Carbapenemase, confere resitência a todas as penicilinas, cefalosporinas (cefepime, ceftriaxona, … ), carbapenêmicos (meropenem, ertapenem, … ) e aztreonam. Essa informação pode ser cambiada entre diferentes organismos através de mecanismos de troca de material genético favorecidos pelo contato e o “pili” presente na Klebsiella contribui para isso. São geralmente susceptíveis a tigeciclina e colistina. O microorganismo foi diagnosticado pela primeira vez em 1996, na Carolina do Norte nos EEUU. O primeiro caso dessa infecção no Brasil ocorreu em Recife em 2006, no Distrito Federal, a primeira ocorrência foi registrada esse ano. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo já registrou cerca de 70 casos da cepa, resistente a quase todos os medicamentos disponíveis. 

O Hospital das Clínicas da FMUSP, em São Paulo no entanto, negou que exista um surto desta bactéria, apesar de confirmar que 70 pacientes foram diagnosticados com o microorganismo, desde 2009. O HC informou que a bactéria não causou morte de pacientes internados.

Em nota, o hospital informou que “o número de casos foi controlado da mesma maneira que para outros organismos multi-resistentes comuns em ambientes hospitalares“. O hospital ainda divulgou que os pacientes infectados ou colonizados foram isolados para o controle do agente.

Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, não há surto da KPC no Estado e a bactéria é comum em ambientes hospitalares. A secretaria ainda disse que é feito um trabalho de controle de qualidade e higienização nos hospitais e que a população não corre risco de contrair a KPC.

   

ANVISA

” A Resistência a Carbapenemicos entre as Enterobacteriaceae está espalhando no mundo todo, e assim como a infecção por MRSA, está cada vez mais comum fora do ambiente hospitalar. Resistência aos carbapenêmicos mais amplamente utilizados, ou seja, imipenem e meropenem, pode ser mediada por uma variedade de mecanismos, incluindo a presença da β-lactamases , as mudanças estruturais nas porinas, e alterações em proteínas de ligação à penicilina. A enzima KPC  é o mecanismo de resitência mais comum aos carbapenemicos entre cepas isoladas das Enterobacteriaceae. Enzimas KPC são do tipo A de β-lactamase, responsáveis pela resistência a um espectro extendido de cefalosporinas em adição aos carbapenêmicos; essas β-lactamasese  são geralmente codificadas por plasmídeos. Essa enzima é altamente transmissível entre as bactérias  devido a presença de pili, e pode conferir a outras a insensibilidade aos antibióticos”

Clique aqui e veja o estudo publicado no CDC sobre a diversidade de Klebsiella pneumoniae em todo mundo que produzem β-lactamase devido a presença do Gene1 BlaKPC-2. 

Texto em azul é de responsabilidade do autor: Benício Leão

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulgou nesta sexta-feira que o número total de pacientes suspeitos de serem portadores da bactéria super-resistente Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) é de 135. O crescimento é de 25% em relação à semana passada, quando o governo informou um total de 108 casos suspeitos, de janeiro a outubro deste ano. Apesar disso, a secretaria diminuiu o número de mortes ligadas à infecção. Na semana passada, eram 18 óbitos, mas três foram descartados como sendo relacionados à KPC. Até o momento, a bactéria foi identificada em 16 hospitais, nove públicos e sete privados.

Veja o site  do DFTV

Veja o Vídeo do R7

Para evitar a transmissão da bactérias, profissionais da secretaria visitam os hospitais para lembrar que a higiene é a forma mais eficaz de evitar a infeccção. A secretária de Saúde, Fabíola Aguiar, disse que os hospitais possuem materiais de higiene para conter a disseminação da bactéria.

Lavar as mãos sempre. Usar álcool em gel, com cuidado, observando todas as áreas da mão, que podem, eventualmente, ficar sujas. Usar equipamentos individuais que constituem barreiras como as luvas, máscara”, disse a secretária ao enumerar as condições para evitar o contágio.

No Distrito Federal, o maior número de pacientes com a “superbactéria” foi registrado no Hospital de Santa Maria (região administrativa a 45 km de Brasília). Segundo a Secretaria de Saúde, no ano foram registardos 58 casos e 4 mortes no hospital devido à infecção pelo micro-organismo.

Assita ao vídeo do DFTV

Assita o vídeo sobre o Hospital de Santa Maria que fechou a UTI por causa do surto

 

 

Fontes:

http://emedicine.medscape.com/article/219907-overview
http://www.medscape.com/viewarticle/587949_3
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/10/bacteria-super-resistente-ja-matou-18-pessoas-no-distrito-federal.html
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/10/bacteria_super_resistente_matou_18_pacientes_no_distrito_federal_115570.html
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1623179-10040,00-SUPERBACTERIA+JA+MATOU+PACIENTES+DA+REDE+HOSPITALAR.html
http://www.cdc.gov/NCIDOD/eid/vol12no08/06-0291.htm
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4737865-EI306,00-DF+em+semana+casos+suspeitos+de+superbacteria+sobem.html

 Crítica do Jaleco Vida: O Álcool é um agente bacteriostático, ou seja, inibe a proliferação bacteriana enquanto estiver sobre a superfície da pele, após evaporar, não há mais esse efeito. A limpeza das mãos deve ser recomendada unicamente através da lavagem completa das mãos, o álcool gel serve somente para emergências.

O Departamento de Microbiologia do Hospital Freeman – UK descreve um experimento para ver se o Enterococcus sobrevivia na roupa hospitalar, após o processo (industrial) de lavagem. As cepas de Enterococcus spp estudadas (retiradas de casos de infecção hospitalar) conseguiram sobreviver por até 30 minutos a oitenta e cinco graus centígrados. As bactérias vivem por quanto tempo em um tecido? As roupas lavadas em casa apenas eliminam a sujidade, mas não são esterilizadas.

O uso de um Equipamento de Proteção Individual do tipo jaleco para o profissional da saúde é negligenciado, sendo esse, classificado como “uniforme” pela maioria das instituições. Tal classificação transfere ao trabalhador a responsabilidade com a assepsia de seu “uniforme”, desonerando assim a instituição de suas obrigações legais. Essa negligência/imprudência coloca em risco não só o profissional e os pacientes, mas também a sua família, amigos, além da comunidade externa ao hospital. Pode gerar muitos prejuízos tanto para os pacientes quanto para a instituição e para o profissional de saúde que o atender.

Entre em contato para adquirir a primeira vestimenta de segurança para risco biológico baseada na ação de nanopartículas de prata.

  Se você quer saber mais sobre as bactérias chamadas KPC, qual o risco de adquirir, oque é carbapenemase, mecanismos de resistência, clique aqui e veja informações publicadas desde 2008 pelo Hospital de Epidemiologia e Controle de Infecções “The Johns Hopkins Hospital”. 

 

 

 


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Em relação aos outros Estados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que solicitou informações da situação às secretarias de Saúde, mas até a tarde desta sexta-feira dia 15 de outubro elas não haviam enviado.

Infecção por MRSA está cada vez mais comum fora dos hospitais

Staphylococcus aureus

Image by AJC1 via Flickr

De acordo com médicos a melhor forma de prevenir os abscessos causados pela bactéria são os cuidados diários com a higiene

Foto: Divulgação/Univ. de Cambrigde
Staphylococcus aureus está cada vez mais presente em ambientes cotidianos fora do ambiente hospitalar
 Staphylococcus aureus está cada vez mais presente em ambientes cotidianos fora do ambiente hospitalar

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati (UC), nos Estados Unidos, relataram que o Staphylococcus aureus resistente à meticilina, ou MRSA, pode estar mais prevalente nas lojas, academias de ginástica e até nas casas das pessoas do que nos corredores e paredes dos hospitais locais. Segundo médicos a melhor forma de prevenir a infecção pela bactéria são os cuidados diários com a higiene.

“O MRSA é uma condição que foi pensada como sendo adquirida predominantemente entre as populações hospitalares, onde pacientes com dispositivos invasivos e sistemas imunitários enfraquecidos têm maior risco de infecção do que o público em geral”, disse a pesquisadora Francine Kidd, médica responsável pelo controle de infecção no UC Health University Hospital. “Entretanto, a situação está invertida, e agora nós estamos vendo mais gente entrando no hospital com MRSA do que saindo.”

Kidd disse ainda que superfícies da pele comprometidas, o contato com pessoas infectadas e higiene pessoal inadequada são apenas algumas maneiras através das quais alguém pode desenvolver MRSA.

“O MRSA é um organismo da pele”, explica ela. “Ele não pode te ferir a menos que você desenvolva um machucado na pele. Então, ele pode entrar e iniciar uma infecção. Ele é muito visto em esportes de contato, como o futebol, porque as pessoas batem umas nas outras e podem facilmente causar lesões na pele, que é tudo o que o MRSA precisa para configurar uma infecção. As infecções hospitalares são mais vistas no sangue, no muco e outros órgãos mais profundos. Fora do hospital, o MRSA é visto principalmente como um abscesso na pele. “

Francine alerta que a prevenção é muito melhor e mais fácil do que uma cura. “Limpeza e precaução extra devem estar na mente de todos, seja em uma ida ao supermercado ou à academia.”

Ela explica que a primeira linha de defesa é a mais fácil. “Lavar as mãos. MRSA é transmitido geralmente pelo contato diário. Use água e sabão e fricção por pelo menos 20 segundos. O uso de um desinfetante para as mãos é protetor, especialmente quando você não está perto de uma pia. Na verdade, lenços umedecidos com álcool podem ser melhor do que lavar, porque matam os germes. Quando você lava, você solta os germes de sua pele e os enxágua para o ralo. “

Além disso, a pesquisadora disse que é importante cobrir arranhões ou bolhas se você está envolvido com esportes de contato físico e certificar-se de tomar banho e lavar o ferimento após a prática da atividade.

“MRSA não é uma condição nova, e nós temos ouvido muito sobre seus efeitos recentemente. Só porque nós não ouvimos sobre isso todos os dias não significa que a bactéria não está lá fora. Faça o seu melhor para se proteger sendo consciente com seus hábitos de saúde e os hábitos dos outros”, concluiu ela.

Fonte: Isaude.net

 


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Contaminação atinge 95% dos jalecos médicos

Confira na entrevista abaixo, feita pelo jornal da CBN a opinião de Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica no link abaixo.

http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2010%2Fnoticias%2Faclopes_100217&OAS_sitepage=cbn/programas/jornaldacbn

Medicina pesquisa a presença de microorganismos em jalecos

Bactéria que pode causar infecção hospitalar foi encontrada nas amostras colhidas por estudantes da PUC

A pesquisa “O potencial da vestimenta médica como possível fonte e veículo de transmissão de microorganismos”, desenvolvida pelas alunas de Medicina Fernanda Dias e Débora Jukemura, com a orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf, foi concluída. O estudo revela se o uso de jaleco é ou não um importante equipamento de proteção individual (EPI) para os profissionais da saúde.

Fernanda Dias e Débora Jukemura sob a orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf.

O objetivo da pesquisa foi comparar a microbiota  existente nos jalecos utilizados por  estudantes de medicina, sobretudo nas mangas (região do punho) e na própria pele dessas pessoas, com a encontrada na dos não usuários de jaleco.

As pesquisadoras correlacionaram o grau de contaminação e a patogenicidade dos microorganismos encontrados com as seguintes variáveis: dia em que foi realizada a coleta, frequência de lavagens semanais do jaleco, uso por homens e mulheres e o ano de graduação dos estudantes.

O estudo foi realizado em um hospital universitário do estado de São Paulo, onde foram avaliados 96 estudantes de medicina, distribuídos nos seis anos da graduação (após o contato com pacientes) que atuam na enfermaria de clinica médica. A metade usava jalecos (de mangas longas) e a outra não.

Os resultados da pesquisa indicam que a contaminação dos jalecos está presente em 95,83% das amostras. “Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato dos microorganismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos encontrados em hospitais, como algodão e poliéster”, explicam as alunas Fernanda e Débora.

O estudo ainda revela que os jalecos dos estudantes de medicina estão geralmente contaminados, principalmente nas áreas de frequente contato, como mangas e bolsos, e o principal microorganismo identificado foi o Staphlococcus aureus,uma bactéria hoje considerada, como uma das principais agentes de infecção hospitalar.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), entre outras instituições de referência em Biossegurança, recomendam a utilização de jalecos a fim de fornecer uma barreira de proteção contra acidentes e incidentes e reduzir a oportunidade de transmissão de microorganismos. Todavia, nesse estudo, a  pele da região do punho, tanto nos usuários quanto nos não usuários, estava contaminada em 97,91% e 93,75% respectivamente. “Evidencia-se assim, que a contaminação da pele dos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso, indicando que sua função como EPI pode ser novamente questionada”, ressalta a professora Maria Elisa.

Segundo as alunas o estudo também revela que a prática da lavagem das mãos, em ambos os grupos, não está adequada. “Essa prática deve ser estimulada antes e depois do contato com os pacientes, pois consiste numa conduta simples, de baixo custo e muito importante na prevenção de infecções hospitalares”, esclarece. “Além disso, a falta de higiene das mãos aumenta a contaminação dos jalecos, por ser frequentemente tocados pelos médicos no exercício da sua profissão”, completa. 

Os resultados mostraram ainda que o número de microorganismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas entre segunda e quinta-feira. “Em resumo, a função do jaleco como equipamento de proteção individual (EPI) é questionável e esse instrumento pode representar um possível veículo de transmissão de microorganismos associado à infecção hospitalar se seu uso não for aliado a cuidados adequados”, conta a professora orientadora da pesquisa.

fonte: http://www.pucsp.br/noticia/pesquisa-sobre-a-utilizacao-de-jalecos-e-concluida-na-puc-sp

Crítica do Jaleco Vida: Esse estudo não traz muitas novidades no entanto reitera a postura do Jaleco Vida perante o público interessado. Devido a presença do Risco Biológico intrinseco ao serviço de saúde, o uso do jaleco como equipamento de proteção individual NÃO é questionável. Pode sim representar risco na transmissão de patógenos no ambiente hospitalar e por isso desenvolvemos e patenteamos o Jaleco Vida.

As bactérias estão presentes nesse planeta há mais tempo que o homem e, em número, portamos cinco vezes mais microorganismos que células próprias. A transmissão desses patógenos através de fômites / vetores é tão importante quanto a transmissão dos mecanismos de resistência através de agentes ubíquos a nossa pele.

A região do antebraço, segundo um mapeamento da flora da pele humana, é o local aonde há a maior diversidade e quantidade de bactérias no corpo humano. Diferente do que nosso parvo conhecimento e nossa imaginação nos faz concluir.


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Contra antibiótico, bactéria resistente ajuda as indefesas

Fonte: Folha.com

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

Na natureza, há atos de simpatia entre vizinhos bem mais fortes do que segurar a porta do elevador: quando uma colônia de bactérias é atacada por um antibiótico, descobriram os cientistas, as mais fortes protegem as mais fracas que vivem do lado.

Fazem isso liberando uma substância chamada indol, que fortalece a defesa molecular das bactérias vizinhas que iriam morrer. Grosso modo, o indol age como um soro para as bactérias.
Trata-se de um ato “nobre” das bactérias fortes, porque a energia gasta com isso poderia estar sendo utilizada de maneira mais egoísta.

“Elas não crescem tão bem quanto poderiam, porque estão produzindo indol para todo mundo”, diz James Collins, engenheiro biomédico da Universidade de Boston (EUA), autor do estudo publicado na revista “Nature”.

“Todo mundo” não é exagero. Os cientistas perceberam que umas poucas bactérias resistentes, que chegam a representar menos de 1% da população, podem ser responsáveis pela sobrevivência de boa parte da colônia.

O método utilizado por Collins foi bem simples: dar antibióticos como norfloxacina e gentamicina a colônias de Escherichia coli, um tipo bem comum de bactéria, e ver o que acontece.

O altruísmo não se deve só ao bom coração das bactérias. Se as mais fortes não estivessem nem aí com a morte das vizinhas, a população poderia ser reduzida a um nível crítico, o que facilitaria um contra-ataque do organismo contra os micróbios.

E, mesmo que as sobreviventes conseguissem repovoar a colônia, a diversidade genética dela seria baixa -como se uma pequena família repovoasse uma cidade. Como a diversidade protege contra novas doenças, os riscos cresceriam.

Para os humanos ingerindo antibióticos, claro, essa amizade toda entre as bactérias é mal negócio. Os cientistas acreditam que seria possível tomar doses menores se a ação da indol fosse barrada.

“Devemos considerar a possibilidade de desenvolver pequenas moléculas que façam isso”, diz Collins.


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5 perguntas sobre a bactéria resistente a medicamentos

Cientistas têm alertado sobre novas espécies de bactérias que são resistentes mesmo aos mais fortes antibióticos. O crescente setor de ‘turismo médico’ está contribuindo para a disseminação de novos tipos de bactérias resistentes a medicamentos.

Em um artigo publicado nesta quarta-feira no jornal Lancet Infectious Diseases, pesquisadores afirmam que uma bactéria, que surgiu na Índia e no Paquistão, tem o potencial para se espalhar e se tornar uma ameaça mundial. A bactéria produz uma enzima, NDM-1, que a protege contra o efeito de antibióticos. No Reino Unido, a maioria dos pacientes com teste positivo de NDM-1 tinham viajado para a Índia ou Paquistão para procedimentos cirúrgicos.

Que tipo de bacteria é?
A bactéria produz uma enzima chamada NDM-1 ou Nova Déli metallo-beta-lacmatase 1, que torna a bactéria resistente à maioria dos antibióticos, incluindo antibióticos “reserva”, ou aqueles usados quando todos os outros falham.

O gene da NDM-1 é encontrado em plasmídeos; estas estruturas de DNA podem ser facilmente copiadas e passadas para outros tipos de bactérias, fazendo delas resistentes a medicamentos. Até agora, a NDM-1 tem sido visto em larga escala na bactéria E.coli. Plasmídeos bacterianos gram-negativos foram relatados pela primeira vez em meados da década de 90 na Índia e posteriormente se espalharam. A bactéria NDM-1 resistente a medicamentos foi relatada pela primeira vez na Índia em 2009.

Onde foi detectada até agora?
Pesquisadores descobriram 180 casos até agora, a maioria na Índia, Paquistão, e Bangladesh. O Reino Unido registrou 37 casos, na Holanda foram registrados três casos e alguns casos também foram relatados na Austrália, Canadá, nos Estados Unidos e na Suécia. É possível que a bactéria NDM-1 tenha se espalhado para outros países, mas ainda não foi identificada.

Por que é tão perigosa?
Ela tem o potencial para ser uma grande ameaça à saúde porque a NDM-1 é mais comum na bactéria E.coli, bactéria comum encontrada no trato digestivo. A E.coli não causa problemas de saúde em pessoas saudáveis, mas pode causar infecções do trato urinário e pneumonia naqueles que têm um sistema imunológico comprometido. A E.coli resistente a antibióticos pode causar pneumonia fatal. O gene para a NDM-1 pode ser facilmente copiado e inserido em outros tipos de bactérias.

O tratamento é possível?
Sim, mas é difícil. A bactéria NDM-1 parece ser altamente contagiosa. Há ainda um ou dois antibióticos disponíveis, mas ao menos um caso registrado era resistente a todos os antibióticos. Embora as bactérias multi-resistentes sejam difíceis de tratar, elas não são indestrutíveis e podem ser mortas com desinfetantes padrão. Pacientes devem ser mantidos em quarentena e médicos e enfermeiras devem usar roupas de proteção. Depois do paciente receber alta, o quarto do hospital deve ser desinfetado.

Deveríamos estar preocupados com isso?
Não, pessoas saudáveis não devem se preocupar desnecessariamente com a bactéria NDM-1. Pacientes hospitalares, lares de idosos ou aqueles que têm o sistema imunológico comprometido têm mais motivo para preocupação. No entanto, hospitais estão monitorando cuidadosamente pacientes que estiveram na índia, Paquistão ou Bangladesh e receberam tratamento médico nesses países. Qualquer pessoa que for ao hospital, deve comunicar qualquer tratamento médico que tenha tido, mesmo nos casos de ‘turismo médico’


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Superbactéria pode causar epidemia global, alertam cientistas

Gene das superbactérias

Um novo tipo de bactéria resistente aos antibióticos mais poderosos pode gerar uma epidemia mundial, segundo estudo divulgado esta semana na publicação científica Lancet.

Essas superbactérias contêm um gene chamado NDM-1, que as torna resistentes a antibióticos, entre eles os chamados de carbapenemas. Isso é preocupante porque os carbapenemas são geralmente usados para combater infecções graves, causadas por outras bactérias resistentes.

Os cientistas acreditam que esse gene, encontrado hoje principalmente na bactéria E.coli (que causa infecções urinárias), possa ser rapidamente reproduzido em outras bactérias.

Se isso acontecer, algumas infecções perigosas poderiam se espalhar, com poucas possibilidades de tratamento.

Superbactérias

Cientistas na Grã-Bretanha acreditam que essas “superbactérias”, que infectaram apenas 50 pessoas no país até agora, foram trazidas por pacientes que fizeram viagens à Índia e ao Paquistão.

Segundo o estudo publicado na Lancet, uma epidemia global de NDM-1 é “possível e assustadora”.

A pesquisa foi feita por cientistas da universidade de Cardiff, no País de Gales, e da Agência de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha (HPA, na sigla em inglês), em colaboração com pesquisadores internacionais.

Eles analisaram casos do NDM-1 até o ano de 2009 em diversos hospitais britânicos. Pelo menos 17 de 37 pacientes haviam viajado para Índia ou Paquistão no ano passado.

O Ministério da Saúde britânico já emitiu um alerta para que hospitais do país fiquem atentos a casos de infecção com essas bactérias.

Epidemia de superbactérias

Até agora, a maior parte das infecções com micróbios com o gene NDM-1 são passíveis de tratamento.

No entanto, pelo menos um tipo de infecção por NDM-1 estudado pelos cientistas até agora é resistente a todos os tipos de antibióticos disponíveis.

Infecções deste tipo já foram registradas nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e na Holanda.

Para impedir que a NDM-1 se espalhe, os cientistas recomendam que se identifique e isole rapidamente pacientes diagnosticados com infecções do tipo.

Medidas normais para tratamento de infecções – como desinfetar equipamentos de hospitais e boa higiene por parte de médicos e enfermeiras – podem ajudar a impedir que as bactérias se espalhem.


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Epidemik – A exposição que vai contagiar você

Epidemik foi originalmente concebida e realizada na França, pela Cité des Sciences et de l’Industrie/Universcience, de La Villette, Paris, em parceria com a sanofi-aventis, o Instituto Pasteur e a Escola de Altos Estudos em Saúde Pública (EHESP) e com o apoio da Fundação Villette-Empresas.

A exposição no Brasil é resultado de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, e a sanofi-aventis, com o apoio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

Epidemik é dividida em dois blocos: o primeiro faz uma retrospectiva histórica das grandes epidemias mundiais, sob o olhar e o testemunho de pessoas de várias partes do mundo, valendo-se de um rico acervo histórico e jornalístico.

No segundo bloco, a exposição revela toda sua originalidade e didática em um videogame coletivo, montado em um grande tabuleiro eletrônico de 165m², no qual cerca de 40 jogadores, simultaneamente, simulam e enfrentam situações de crise epidêmica de forma colaborativa.

Epidemik traz um panorama das principais epidemias mundiais e aborda o comportamento das populações em situações de crise, com destaque para os aspectos sociais e culturais, as descobertas científicas e os avanços nas políticas de saúde pública.

Epidemik revela os desafios que uma epidemia pode impor a uma sociedade e chama a atenção para o papel que cada um, cidadão ou autoridade pública, pode e deve assumir para prevenir situações de calamidade.

Data e horário
02 de julho a 26 de setembro de 2010
de terça a sexta-feira, das 8h às 18hSábados, domingos e feriados, das 9h às 18h
Obs. Fechamento do portão para ingressos: 17h30; a Estação Ciência fecha nos feriados que caem às segundas-feiras.

Ingressos
R$ 4,00
Meia entrada:
Estudantes (com comprovação)
Portadores de necessidades especiais
Isentos:
Professores (com comprovação)
Monitor, agente ou guia de turismo (com registro EMBRATUR)
Comunidade USP (com carteirinha válida na catraca)
Menores de 6 anos
Maiores de 60 anos
Dias com entrada gratuita para todos: primeiro sábado e terceiro domingo de cada mês
Solicitação de isenção para grupos: escolas públicas, entidades assistenciais e projetos sem fins lucrativos podem enviar solicitação de isenção se ingresso para: secretaria@eciencia.usp.br


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França prepara exames para detectar superbactéria

A França começará a examinar pacientes para identificar a presença de bactérias com a mutação NDM-1, que dá a algumas bactérias resistência a quase todos os antibióticos e tem se espalhado pela rede de saúde, informou uma organização de avaliação médica nesta terça-feira (17).

Pacientes que foram tratados no exterior e transferidos para um hospital francês para tratamento complementar serão submetidos a exames para identificar a presença do germe, afirmou a organização.

“As autoridades médicas francesas vão anunciar, em breve, que todos os pacientes que foram hospitalizados no exterior, independentemente do país, e repatriados para um hospital francês, serão examinados para detecção de NDM-1″, disse Patrice Nordmann, professor do Inserm (Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica), especialista em resistência a antibióticos.

Nordmann, consultor do Ministério da Saúde francês, disse que sua equipe já tinha desenvolvido um teste para detectar a NDM-1.

Ele afirmou que a França tem uma prática amplamente estabelecida de testar pacientes em tratamento intensivo para cepas resistentes a antibióticos. Os pacientes com a bactéria são, então, isolados para evitar que infectem os demais.

A superbactéria contém um gene enzimático denominado metalo-lactase 1 de Nova Délhi (NDM-1) que a torna impossível de tratar com quase todos os antibióticos, inclusive medicamentos conhecidos como carbapenemas, frequentemente usados como último recurso.

O alerta foi emitido na semana passada pela revista britânica “The Lancet Infectious Diseases”. Segundo cientistas, eles já haviam identificado dezenas de casos entre britânicos que viajaram para o sul da Ásia para se submeter a tratamento médico.

Os chamados turistas sanitários correm o risco de contrair infecções e desta forma a superbactéria se espalharia, alertaram.

As entidades médicas indianas reagiram furiosamente ao estudo, acusando-o de tentar comprometer um negócio em rápida expansão.

Pacientes do mundo desenvolvido têm viajado para a Índia para realizar de cirurgias plásticas a tratamentos de fertilidade ou operações de peito aberto que, em alguns casos, custam quase a metade do que seria cobrado nos países ocidentais.

Na sexta-feira, autoridades de Bruxelas informaram que um homem belga se tornou a primeira vítima letal conhecida provocada pela bactéria portadora da mutação NDM-1.

O homem, que não teve sua identidade divulgada, tinha sido hospitalizado no Paquistão para tratar um ferimento na perna causado por um acidente de carro, e morreu após ser repatriado a um hospital na Bélgica.

A mutação NDM-1 foi detectada em bactérias Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae.

Fonte: Folha.com


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Estetoscópio pode disseminar infecções bacterianas

Estudo publicado na revista São Paulo Medical Journal, publicação da Associação Paulista de Medicina, constatou vestígios de contaminação em 87% de 300 estetoscópios. O trabalho, realizado por Maria Elisa Zuliani Maluf, professora do Departamento de Morfologia e Patologia do Centro de Ciências Médicas e Biológicas da Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (PUC), e por quatro de seus alunos em um hospital de nível terciário, teve o objetivo de encontrar presença de bactérias, fungos e leveduras no diafragma dos instrumentos. Os 300 estetoscópios utilizados como amostra foram colhidos ao acaso e procederam de médicos, residentes, estudantes de medicina, enfermeiros, estudantes de enfermagem e de outros setores do hospital. O trabalho encontrou cocos Gram-positivos, leveduras, fungos, bacilos Gram-positivos e Gram-negativos. Em relação à presença de mais de um microorganismo no diafragma dos estetoscópios, Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase negativos e Bacillus foram significantemente mais freqüentes. O estudo indica a necessidade de melhor higienização dos estetoscópios para dificultar a disseminação de infecções.

Estetoscópios de ambulância podem causar doenças, diz estudo

Estetoscópios carregados pelas equipes de ambulância podem não estar sendo higienizados com a freqüência que deveriam, acabando por expor alguns pacientes a bactérias resistentes a medicamentos, relata novo estudo.

Pesquisadores que analisaram estetoscópios usados por profissionais de serviços médicos de emergência em Nova Jersey descobriram que um número significante deles carregava a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês), uma bactéria resistente a drogas convencionais.

Alguns dos profissionais de ambulância não conseguiram lembrar a última vez que os instrumentos haviam sido limpos, disseram os pesquisadores, cujo relato aparece na edição atual da publicação Prehospital Emergency Care.

O autor principal do estudo, doutor Mark A. Merlin, da Escola Médica Robert Wood Johnson, afirmou que é incerto o tamanho da ameaça que a MRSA em um estetoscópio representa para um paciente. Mas, segundo ele, a redução de sua disseminação é importante num momento em que incidentes de infecção pela bactéria se tornam mais comuns, e também devido à possibilidade de que ela se torne mais resistente a antibióticos.

Em um período de 24 horas, pesquisadores pediram às equipes de ambulância que chegavam à emergência para que deixassem testar seus estetoscópios. Eles também perguntaram quando fora a última vez que os instrumentos haviam sido limpos.

Dos 50 estetoscópios testados, 16 tinham a bactéria, que normalmente é eliminada com uma simples limpeza com álcool, disseram os pesquisadores. “O conceito de limpar uma ambulância inteira após cada paciente não é prático”, escreveram. “Limpar um estetoscópio, no entanto, não exige muito esforço, tempo ou equipamento especial além dos itens normalmente no estoque.”

Limpeza e desinfecção de estetoscópio

Sempre com uso de EPI

Estetoscópio:

São considerados não críticos, pois não entram em contato com a mucosa, geralmente só com pele íntegra, necessitando apenas de desinfecção de baixo nível.

Quando entrar em contato com matéria orgânica, lavar (água e sabão) e desinfectar com álcool 70% (fricção 3x consecutiva), sabendo que o álcool é bacteriostático, a ação mecânica é responsável pela limpeza.

Fricção com álcool 70% (fricção 3x consecutiva).

Desifecção com solução alcoólica de Clorexidine.


Após cada paciente


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