Onze recém-nascidos morrem em dois meses no Hospital Regional da Asa Sul (Hras) por infecção de super bactérias em 2010

Klebsiella pneumoniae

Image via Wikipedia

Entre outubro e novembro deste ano, 11 bebês recém-nascidos morreram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional da Asa Sul (Hras) em 40 dias. Cinco óbitos ocorreram no primeiro mês, e as outras seis em novembro. Os bebês moreram após contaminação por duas bactérias: Klebsiella e Serratia. Por mais que a primeira seja a mesma da conhecida KPC, o diretor-geral de Saúde da Regional Sul, Alberto Henrique Barbosa garantiu que não há contaminação por KPC dentro da Neonatal do Hras. determinou o isolamento de seis bebês e 24 são mantidos sob observação. Em todo o Distrito Federal há 81 leitos na rede pública à disposição da população – todos lotados.

Segudo o diretor-geral, a contaminação pelas duas bactérias é grave. “Mas elas não podem ser comparadas à KPC. Além disso, existe tratamento para combatê-las, embora seja difícil e longo”, afirma Alberto. Ele espera ainda que os insumos necessários e que estão em falta chegem à unidade de saúde até a próxima terça-feira (16/11).

De acordo com o diretor-geral, Os bebês que vão às UTIs Neonatais já estão em situação de baixa resistência, muitos deles são pré-maturos e isso os torna mais sucetíveis a infecções. Além disso, a Neonatal do Hras tem um problema de superlotação. “Hoje, a UTI tem uma capacidade de 30 leitos, mas trabalha com o atendimento de 36 a 38″, disse Alberto.

Segundo Aberto Henrique, para piorar a situação, não há profissionais de saúde suficiente. “Teria que haver um médico e um enfermeiro a cada cinco leitos. No caso do Hras seriam necessários mais 30 médicos para operar na capacidade prevista do hospital, que é de 45 leitos. Mas isso não acontece por falta de profissionais”, contou o diretor-geral.

A Unidade Neonatal do hospital continuará com acesso restrito aos casos mais graves. O atendimento só será normalizado assim que o controle de infecção hospitalar do Hras constatar que houve diminuição nos níveis de contágio. De acordo com a Regional de Saúde, já foram tomadas medidas para conter a contaminação.

Ariadne Sakkis

Publicação: 12/11/2010 17:07 Atualização: 12/11/2010 17:13

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2010/11/12/interna_cidadesdf,222938/onze-recem-nascidos-morrem-em-dois-meses-no-hras-por-infeccao-de-bacterias.shtml


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Riscos ocupacionais em um setor de hemodiálise na perspectiva dos trabalhadores da equipe de enfermagem

Um trabalho muito interessante e completo,  com certeza mais uma leitura enriquecedora para o trabalhador da saúde . Aproveitem!

Para acessar o texto completo, segue o link

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452009000200007&lng=pt&nrm=iso

Escola Anna Nery

Michele Karla Damacena da Silva

Regina Célia Gollner Zeitoune

Esc. Anna Nery v.13 n.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2009

O presente estudo aborda os riscos ocupacionais existentes em uma unidade de hemodiálise (HD). Na realidade estudada, considerando a rotatividade na equipe de auxiliares e técnicos de enfermagem do referido setor, cabe chamar atenção à necessidade de acompanhamento e treinamento específicos destes profissionais, devido à complexidade do setor e peculiaridade dos clientes renais crônicos, que demandam procedimentos específicos e uso de medidas de proteção e segurança à saúde dos trabalhadores.

A partir desta vivência, as questões sobre a exposição aos riscos ocupacionais tornaram-se uma inquietação a ser avaliada. Neste contexto, surgiu o questionamento com relação à percepção dos trabalhadores da equipe de enfermagem sobre os riscos ocupacionais aos quais estão expostos regularmente em uma unidade de HD.

Os objetivos traçados buscaram descrever os riscos ocupacionais no contexto dos trabalhadores da equipe de enfermagem em uma unidade de HD; analisar o conhecimento do trabalhador da equipe de enfermagem acerca das medidas de proteção e segurança em uma unidade de HD; e discutir o conhecimento do trabalhador da equipe de enfermagem sobre os riscos ocupacionais e as implicações para a saúde do trabalhador.

Por definição, a saúde do trabalhador é entendida como o processo saúde e doença dos grupos humanos, em sua relação com o trabalho, representando um esforço de compreensão deste processo como e por que ocorre e do desenvolvimento de alternativas de intervenção que levem à transformação em direção à apropriação pelos trabalhadores da dimensão humana do trabalho, numa perspectiva teleológica.

Historicamente, os trabalhadores da área da saúde não eram considerados como categoria profissional de alto risco para acidentes de trabalho. A preocupação com os riscos biológicos surgiu somente a partir da epidemia de HIV/AIDS nos anos 80, quando foram estabelecidas normas para as questões de segurança no ambiente de trabalho.

Os agravos à saúde relacionados ao trabalho são classificados em dois grupos: no primeiro incluem-se aqueles que traduzem uma ruptura abrupta do equilíbrio entre as condições e o ambiente de trabalho e a saúde do trabalhador, como os acidentes de trabalho e as intoxicações agudas de origem profissional. O segundo grupo inclui agravos de caráter crônico: a doença profissional típica, definida como aquela inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade.

Um outro grupo é constituído pelas doenças relacionadas com o trabalho, definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como agravos outros que, em adição a doenças profissionais legalmente desconhecidas, ocorrem em trabalhadores quando o ambiente ou as condições contribuem significativamente para a ocorrência de doenças, porém em graus variados de magnitude.

De acordo com a Norma Regulamentadora nº 9 (NR-9) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho, que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.

Há ainda os riscos ergonômicos, gerados principalmente pela postura irregular dos profissionais de enfermagem em situações como movimentações de pacientes, flexões da coluna frequentes, entre outros.

Já os riscos de acidentes são aqueles inerentes a cada ambiente de trabalho, como, por exemplo, risco de queda decorrente de pisos ou iluminação inadequados.

O ambiente hospitalar apresenta uma diversidade de profissionais de saúde e trabalhadores treinados para realizar variadas atividades necessárias à manutenção da estrutura da instituição. Neste contexto, a equipe de enfermagem constitui a maior representatividade de pessoal dentro do hospital, e sua atividade primordial caracteriza-se na promoção, prevenção e recuperação da saúde de um número elevado de pessoas.

Para controle e diminuição da ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais, torna-se imprescindível a realização de educação em saúde para todos os trabalhadores envolvidos com o setor. A educação, no ambiente de trabalho, serve de suporte para que os trabalhadores possam desempenhar suas funções com mais segurança e qualidade, constituindo-se uma exigência de todos os serviços de assistência à saúde.

O processo de trabalho em HD envolve um contato íntimo com fluidos orgânicos, expondo os trabalhadores a diversos patógenos. Diante disso, a adoção de medidas de biossegurança é, de fato, muito importante para que haja uma prevenção efetiva de acidentes e doenças ocupacionais advindas dos riscos biológicos. Para isso, o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como máscara, gorro, óculos, capote, botas, entre outros, torna-se obrigatório a todos os trabalhadores.

O comprometimento da adequada realização destas medidas proporciona maior proteção contra agravos à saúde ocupacional.

Riscos ocupacionais e o contexto da hemodiálise

Nesta categoria, os sujeitos do estudo apontaram os riscos ocupacionais que eles percebiam existir no seu contexto de trabalho. É sabido que a complexidade de uma unidade de hemodiálise expõe os trabalhadores de enfermagem a múltiplos riscos ocupacionais, conforme descritos pelo MTE.

Dentre os riscos ocupacionais percebidos pelos profissionais de enfermagem, está o biológico, que, considerando ser o hospital o ambiente de trabalho, se tornou mais perceptível.

A enfermagem está exposta a várias patologias, como AIDS, hepatites B e C, BK; há também o risco de infecção por MARSA[...]Também lidamos com sangue, secreções,[...]e o risco sempre presente com os perfurocortantes.

A exposição aos riscos biológicos é preocupante, uma vez que são causadores de muitos problemas de saúde dos trabalhadores, pois, ao executarem atividades que envolvem o cuidado direto e indireto aos pacientes, estão frequentemente expostos às infecções transmitidas por micro-organismos presentes no sangue ou outros fluidos orgânicos.

A NR-9, do MTE, considera como agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.

Dentre os acidentes que podem ocorrer no ambiente hospitalar, os que envolvem os materiais perfurocortantes, em especial as agulhas, têm sido reconhecidos como um dos principais problemas de exposição para os trabalhadores na aquisição de infecções, expondo-os também aos riscos de acidentes.

Os acidentes ocasionados por picada de agulhas são responsáveis por 80% a 90% das transmissões de doenças infecciosas entre trabalhadores de saúde. O risco de transmissão de infecção através de uma agulha contaminada é de 1 em 3 para hepatite B, 1 em 30 para hepatite C e 1 em 300 para HIV.

Os trabalhadores de enfermagem do setor estudado lidam continuamente com uma clientela de características muito particulares, muitas vezes portadores do vírus HIV, da hepatite B e C e muitos outros com precauções respiratórias por BK e de contato. Inclusive há pacientes com precaução de contato por MARSA resistente a Mupirocin (MARSA Mupirocin-R), que estão em precaução de contato por tempo indeterminado.

As medidas de proteção e segurança são formas de prevenção a serem utilizadas na assistência a todos os pacientes na manipulação de sangue, secreções e excreções e no contato com mucosas e pele não íntegra.

Tais medidas incluem a utilização de EPIs, com a finalidade de reduzir a exposição ao sangue ou fluidos corpóreos, e os cuidados específicos recomendados para manipulação e descarte de materiais contaminados por material orgânico.

De acordo com a experiência no setor, é fato que ocorre falta de material em alguns momentos, como capotes, máscaras específicas para proteção contra gases tóxicos, etc. Porém, esta é uma realidade brasileira e não pontual deste estudo, o que merece reflexão acerca do comportamento destes profissionais, visto que há falha por parte de alguns em relação ao uso dos EPIs mesmo quando estes são devidamente fornecidos pelo hospital.

De fato, a aplicação das medidas de proteção não é suficiente para garantir as medidas de prevenção, devendo fazer parte das estratégias as reflexões a respeito das mudanças de comportamento e as causas de acidentes. A não-adesão ou a baixa adesão às recomendações da utilização de barreiras de proteção é uma realidade, o que leva à indagação sobre outros fatores que podem estar contribuindo para este tipo de comportamento.


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Legislação aplicada à saúde do trabalhador

Várias são as legislações relacionadas à saúde do trabalhador. Entre elas, destacam-se as Normas Regulamentadoras emanadas da Portaria n. 3.214 de 08 de junho de 1978 do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre essas normas, aquelas que geralmente são aplicadas à unidade de processamento de roupas são:
a) A nr-5, que dispõe sobre a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
De acordo com essa NR, a unidade de processamento de roupas que possuir acima de vinte trabalhadores deve constituir a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
b) A nr-9, que dispõe sobre o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), e tem como objetivo conhecer e identificar os riscos presentes no ambiente de trabalho, bem como recomendar e aplicar medidas de controle, minimização ou eliminação desses riscos.
A elaboração e a execução do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais visam a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle dos agentes de risco ambiental existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, levando em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais (BRASIL, 1978 – NR9).
c) A NR-7, que dispõe sobre o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Esse programa é planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR8.
Além dos exames médicos ocupacionais, o PCMSO tem a função de, por meio da análise dos indicadores de saúde dos trabalhadores, planejar, descrever e acompanhar ações de promoção, proteção e recuperação da saúde dos trabalhadores, inclusive os adoecimentos não diretamente relacionados ao trabalho. O PCMSO inclui, dentre outros, a realização obrigatória dos seguintes exames médicos: admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função e o demissional.
d) A nr-17, que visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.
Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, conforme NR 179.
e) A nr-32 dispõe sobre a Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde e tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral10. A NR 32 foi estabelecida por meio da Portaria MTE n. 485, de 11 de novembro de 2005. O item 32.7 dessa NR estabelece algumas determinações específicas para a unidade de processamento de roupas de serviços de saúde.


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Pela NR 32, trabalhadores da saúde não devem usar jalecos fora do ambiente de trabalho

Em reportagem veiculada no dia 22 de julho, no Jornal Regional da EPTV Campinas, foi divulgado que na cidade de Araraquara foi aprovada a lei que proíbe os trabalhadores da saúde de usarem jaleco e uniforme fora do ambiente de trabalho. Vários trabalhadores da saúde, inclusive médicos, foram entrevistados e disseram que sabiam que não deveriam sair do hospital com aquela vestimenta.

Na segunda parte da reportagem, o jornal focou o caso em Campinas, consultando três dos maiores hospitais da cidade, Celso Pierro, Mario Gatti e Unicamp sobre o assunto. A assessoria de imprensa destes hospitais informou para a reportagem que os estabelecimentos de saúde não têm conhecimento de nenhuma lei ou norma interna que oriente ou proíba o uso do jaleco fora do ambiente de trabalho.

O presidente do Sinsaúde Campinas e Região, Edison Laércio de Oliveira, destaca que há sim uma orientação para tal ato e ela se encontra na Norma Regulamentadora 32 (NR 32). Conforme estabelecido no artigo 32.2.4.6.2, os trabalhadores não devem deixar os locais de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais.

“O trabalhador da saúde não deve sair do hospital uniformizado, pois representa perigo tanto para eles quanto para a sociedade e os pacientes, uma vez que muitos deles são expostos a agentes biológicos diariamente, gerando risco de contaminação. É uma questão de saúde pública.”, destaca Edison.

A NR-32 é resultado de uma ação dos sindicatos da Saúde do Estado de São Paulo, por meio da Federação dos Trabalhadores da Saúde. Nela consta que todos os trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada e a mesma deve ser deixada no local de trabalho para a higienização e esterilização, o que é de responsabilidade do estabelecimento. “Os hospitais não estão cumprindo a norma e o sinsaúde mantém desde 2008 um programa, o Projeto 32, que visa a sua implementação em toda base sindical. Enquanto a norma não é implantada integralmente, nossa orientação é que os trabalhadores não saiam com uniformes para as ruas”, aconselha Edison.

Araraquara

Aprovada no Plenário da Câmara Municipal na Sessão Ordinária do dia 1º de junho deste ano, a Lei Municipal n° 7.272, de 24 de junho de 2010, que estabelece a restrição aos profissionais da área da saúde que atuam no âmbito do Município de Araraquara, de utilizarem equipamentos de proteção individual com os quais trabalham, tais como jalecos e aventais, fora de seu ambiente de atuação. A lei foi sancionada pelo Prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) e publicada nos atos oficiais do município. Portanto, a medida já está em vigor.

O autor da Lei, o vereador e segundo secretário, Serginho Gonçalves (PMDB), relata que antes de apresentar o projeto fez estudos sobre o assunto, conhecendo os tipos de contaminação que podem ocorrer quando o profissional, por meio de seus trajes, leva para o ambiente de trabalho as bactérias encontradas nas ruas, que acabam provocando graves doenças e infecções, ou para a residência, as bactérias do seu ambiente de atividade.

Para o parlamentar o objetivo principal desta lei é que ocorra uma diminuição nos riscos de transmissão e contaminação de microorganismos, que são proporcionados pelo mau uso de jalecos, aventais ou tocas. Esse mau hábito acaba um grande risco, tanto para os enfermos como para as demais pessoas.

A lei atinge todos os profissionais da saúde como médicos, auxiliares de enfermagem, dentistas, laboratoristas, entre outros, dos serviços públicos ou privados. Todos terão obrigação em seguir as regras estabelecidas.


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Análise dos fatores de riscos ocupacionais do trabalho

Resumo
Estudo com abordagem quantitativa e descritiva, com objetivo de identificar, na percepção dos enfermeiros chefes de unidades de internação de um hospital universitário, os riscos ocupacionais a que estão expostos. A população foi composta de 30 enfermeiros, chefes de unidade de internação. Na coleta de dados, utilizou-se um questionário estruturado proposto no Guia de Avaliação de Riscos nos Locais de Trabalho de Boix e Vogel (1997), adaptado para a aplicação em estabelecimentos de saúde por Mauro (2001). Os resultados evidenciaram que os fatores de riscos atuam sobre os trabalhadores, propiciando um ambiente desfavorável para a realização das atividades, podendo comprometer a saúde e a vida profissional destes. As variáveis predominantes foram o ambiente e a manutenção preventiva inadequados e os equipamentos de proteção individual e coletiva insuficientes e/ou inadequadamente utilizados pelos profissionais, constrangimentos ergonômicos pela manipulação de carga
e postura corporal inadequadas na realização das tarefas, e ritmo de trabalho acelerado pela falta de recursos material e humano. Ressalta-se que a pesquisa proporcionou um diagnóstico referente aos riscos presentes nos ambientes de trabalho da enfermagem, proporcionando um modo operatório eficaz com menor risco de acidentes no processo de trabalho, ambientes menos insalubres e maior satisfação para o profissional e os clientes.

Nei Santos Duarte
Maria Yvone C. Mauro

Confira o artigo

http://www.fundacentro.gov.br/rbso/BancoAnexos/RBSO%20121%20Análise%20dos%20fatores%20de%20riscos.pdf


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A vaidade acima da segurança?

Antes da NR 32 os riscos já existiam, apenas houve tempo suficiente para o MTE sintetizar os dados de acidentes e propor medidas.

32.2.4.5 – O empregador deve vedar:
b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho; a proibição do uso de adornos deve ser observada para todo trabalhador do serviço de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde expostos ao agente biológico, independente de sua função. O PPRA deve descrever as funções e os locais de trabalho onde haja exposição ao agente biológico, conforme previsto no item 32.2.2.1. Como já citado acima, são exemplos de adornos alianças e anéis, pulseiras, relógios de uso pessoal, colares, brincos, broches, piercings expostos. Esta proibição estende-se a crachás pendurados com cordão e gravatas.

Anéis, alianças, relógios, crachás pendurados, gravatas, etc, podem disseminar agentes biológicos entre os pacientes.  Acinetobacter baumanii , por exemplo.

Não há qualquer parâmetro para proibir a inclusão de qualquer outro fator de risco existente no ambiente e condições de trabalho, além daqueles previstos detalhadamente, nas NRs do MTE .

“Se eu tiver 1 quilo de chumbo solidificado dentro de uma lata, praticamente o risco de causar intoxicação é nulo. No entanto, se este mesmo chumbo estiver sendo aquecido a 1000 graus Celsius e no estado gasoso, certamente existe 100% de chance de intoxicação do trabalhador exposto aos fumos metálicos. Portanto, não basta apontar a natureza do fator de risco. É preciso estabelecer a magnitude do risco.”  (Arlindo Gomes- Médico do Trabalho- Mestre em Saúde Coletiva pelo IESC/UFRJ)


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“SEGURANÇA DO PACIENTE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE” – Iniciativas da Anvisa

Representantes das vigilâncias sanitárias estaduais, de conselhos de classe, associações profissionais e órgãos de governo reuniram-se, nesta quinta-feira (8), para conhecer as iniciativas da Anvisa e da Organização Pan Americana da Saúde (OPAS/OMS) para melhoria da segurança do paciente nos serviços de saúde.

As estratégias desenvolvidas pela Agência estão baseadas em dois desafios globais lançados pela OMS. O primeiro, com o tema “Uma Assistência Limpa é Uma Assistência Mais Segura”, está focado nas ações de melhoria da higienização das mãos em serviços de saúde. O segundo desafio, sob o lema “Cirurgias Seguras Salvam Vidas”, está relacionado às ações de melhoria dos procedimentos cirúrgicos.

O principal objetivo das ações é reduzir os casos de infecções hospitalares, as grandes vilãs da segurança do paciente.

Confira – http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home/servicosdesaude


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Uso consciente do Jaleco

http://www.youtube.com/watch?v=pfxASA2nISI

http://www.vendrame.com.br/artigos/artigos_ant03.htm
Trabalho apresentado no XV Congresso Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho e artigo de capa da Revista CIPA edição n. 241

A INSALUBRIDADE POR AGENTES BIOLÓGICOS
THE INSALUBRITY BY BIOLOGICAL AGENTS
Antonio Carlos Vendrame

Carente de uma legislação afinada com os novos tempos, o Brasil ainda convive com a figura dos adicionais insalubridade e periculosidade. A legislação que prescreve tais adicionais encontra-se sem atualização há exatos 20 anos. O adicional por riscos biológicos prevê algumas caracterizações de forma bem restritiva; além disso, sua analise é feita sem qualquer mensuração.

A prevenção e controle dos agentes biológicos ainda são negligenciadas pela maioria dos trabalhadores, por desconhecerem os riscos inerentes a tais agentes.

palavras-chaves agentes biológicos, prevenção e controle.

Lacking regulations fitting to recent development, Brazil still adopts the figures of insalubrity and periculosity additionals. Regulation prescribing these figures hasn’t been updated for exactly 20 years now. Additionals for biological risks are recommended only in very specific cases; besides case analyses are not based on proper mensuration.

Prevention and control of biological agents are still neglected by most workers, for they usually ignore the risks inherent to such agents.

Keywords biological agents, prevention and control.

Introdução
Seguindo o exemplo de pouquíssimos países, o Brasil está no rol dos que prescrevem em sua legislação compensação financeira aos riscos provenientes do trabalho sujeito a condições insalubres, e mesmo por situações de periculosidade.

O fenômeno – conhecido por “monetização do risco” – além de se constituir em ínfima parcela monetária, que acaba se tornando complemento de renda do trabalhador, induz o empregador a não empreender quaisquer medidas de proteção, limitando-se somente a remuneração do adicional.

Pouco se tem falado e muito menos publicado sobre o assunto, que apesar de não ser risco característico de indústrias, é inerente à atividade hospitalar e correlatas, em que diuturnamente seus colaboradores estão expostos a toda sorte de agentes biológicos, seres microscópicos, e que por isso fazem com que o trabalhador seja tão cético com relação à sua existência e à ameaça que representam.

Confira o artigo!

http://www.vendrame.com.br/artigos/artigos_ant03.htm


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O jaleco como fonte de contaminação

Estudo realizado demonstrou que uniformes e jalecos brancos tornaram-se progressivamente contaminados durante atendimentos clínicos e que a contaminação alcança um nível de saturação até se estabilizar em um platô.

O tempo que é gasto para se atingir este nível de saturação não está claro e é provável que dependa da quantidade de colonização microbiana do paciente, freqüência e tipo de atividade clínica e outros fatores, tais como: o nível de contaminação microbiana ambiental e a extensão e o uso efetivo de roupa protetora. Assim, os autores concluíram que os uniformes tornavam-se contaminados durante atendimentos, sugerindo a hipótese que aqueles uniformes são um veículo potencial para transmissão de microrganismos, o que pode vir a causar infecções associadas a cuidados de saúde. Existe uma significante preocupação do público, na Inglaterra, a respeito dos profissionais que usam uniformes em locais públicos e estes, se contaminados, podem contribuir para a disseminação de infecções associadas aos cuidados de saúde.

Evidências de uma conexão entre uniformes contaminados e que infecções podem contribuir para a disseminação de patógenos em ambientes não foi medido sistematicamente. Estudos em pequena escala, mostram que uniformes e jalecos brancos tornam-se, progressivamente, contaminados durante os atendimentos clínicos, e a maioria da contaminação microbiana se origina do usuário para o uniforme.
Nesta perspectiva, o uso diário do jaleco pelo profissional de saúde no contato com pacientes faz com que os jalecos se tornem colonizados com bactérias patogênicas? Esta hipótese foi confirmada em pesquisa na qual foi demonstrado que os jalecos brancos de estudantes de medicina são mais susceptíveis de estarem bacteriologicamente contaminados em pontos de contato freqüente, como mangas e bolsos.

Os principais microrganismos identificados foram comensais de pele incluindo o Staphylococcus aureus. Para os autores, a limpeza dos jalecos realizada pelos estudantes, foi correlacionada com a contaminação bacteriológica, e apesar disso, uma proporção significativa dos estudantes lavava os seus jalecos somente ocasionalmente. Estudantes de medicina em treinamento hospitalar deveriam considerar a hipótese de assumirem o compromisso de terem seus jalecos sempre lavados recentemente. Este estudo apóia a opinião de que os jalecos brancos dos estudantes constituem uma fonte potencial de infecção cruzada em enfermarias e que seu modelo deveria ser modificado, de modo a facilitar a lavagem das mãos. O papel dos trabalhadores da saúde na prevenção da transmissão de infecção nosocomial e a importância da lavagem das mãos, uma das  práticas mais importantes para os profissionais da área de saúde, pois é uma conduta simples, de  baixo custo e muito importante na prevenção da infecção.

Também em relação à contaminação microbiológica, alguns estudos concluíram que os Staphylococcus aureus resistentes à Meticilina (MRSA) prevaleciam em duas alas em suas escolas médicas de um hospital universitário, durante o período de julho a setembro de 1997.16-17 Para determinar se estes Staphylococcus aureus isolados foram associados a fatores ambientais, realizaram-se dois inquéritos seqüenciais MRSA com o pessoal hospitalar e arredores, em enfermarias com surtos (alas 1 e 2) e em uma enfermaria sem um foco (enfermaria 3), em abril de 1998 (enfermaria apenas 1) e em março de 1999 (enfermarias 1, 2, e 3). Nos dois inquéritos seqüenciais, cepas MRSA foram detectadas principalmente a partir de casacos brancos. Pesquisadores relataram que os uniformes dos profissionais de saúde, incluindo os jalecos,  quando em uso, tornam-se progressivamente contaminados com bactérias de baixa patogenicidade provenientes do usuário e de patogenicidade mista provenientes do ambiente clínico e de pacientes.


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NR 32 – A “PROTEÇÃO” de quem cuida da nossa saúde

Nosso país é vanguarda na proteção do profissional da saúde.

As normas da ANVISA, do Ministério do Trabalho, do Ministério do Meio Ambiente para os trabalhadores da área da saúde representam um grande salto na prevenção e controle e proteção destes valorosos colaboradores.

A  Nr 32 é a primeira norma  regulamentadora do mundo específica para a área de saúde.

NR 32 – Publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ,  em 16 de novembro de 2005 com prazos de adequação diferentes para cada ítem. Todos já em vigor. Aprovada por unanimidade pela Comissão Tripartite Permanente, a NR 32 é fruto da conjugação do pensamento e reivindicações das três esferas mais interessadas no assunto – governo, empregadores e empregados.
A Comunidade Européia e norte-americana, por exemplo, possuem Leis especificas para riscos biológicos, químicos entre outros, porém, nada especifico para os serviços de saúde.  De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho) as doenças e os acidentes relacionados ao trabalho matam anualmente 1,1 milhão de pessoas em todo o mundo. Neste número estão incluídos cerca de 300 mil óbitos decorrentes de 250 milhões de acidentes de trabalho, além de mortes por doenças ocupacionais diversas. Ainda segundo a mesma fonte, o custo das doenças e dos acidentes de trabalho chegam a cerca de quatro por cento da produção mundial.
No nosso país, grande parte do empresariado ainda peca na tentativa de baixar os custos justamente naquilo que deveria se investir mais, como na prevenção, programas de diminuição de doenças ocupacionais, uso de EPI´s eficientes e postos de trabalho ergonômicos, a fim de aumentar  os seus lucros!
Nos Estados Unidos “segurança ocupacional” é tratado como um investimento qualquer e como tal devem ser calculados o retorno do mesmo!. Os acionistas estão conscientes de que a segurança no trabalho deve ser tratada como um assunto tão importante quanto a alimentação de seus colaboradores, por exemplo.
Como todas as NRs, a NR32 pode ser resumida numa palavra – prevenção.  O investimento compensa e evita prejuízos  futuros, permitindo o surgimento de uma geração de trabalhadores mais saudáveis. O principal objetivo é eliminar o risco de acidentes do trabalho. E se o risco não puder ser eliminado, deve ser controlado, avaliado e administrado.
A observância às regras da NR32 não dispensa, contudo, o cumprimento de outras normas sobre o assunto. O descumprimento de normas de segurança e medicina do trabalho poderá ensejar a aplicação e o pagamento de multa imposta por fiscais do trabalho.
A norma   assegura até aqueles que não, necessariamente, sejam do ramo da saúde, como pessoal de manutenção normalmente entregues a terceiros, até os trabalhadores também normalmente terceirizados para limpeza e afins.
A  NR32   fixa  o alvo: É NECESSÁRIO QUE QUALQUER TRABALHADOR LIGADO ÁREA MÉDICO HOSPITALAR ( clínicas de forma geral, ambulatórios ,  consultórios  de forma geral ,  laboratório de  análise clínicas,  pesquisa  e obviamente os hospitais)  RECEBA  TREINAMENTO ESPECÍFICO –  OBRIGATÓRIO PARA SABER E CONHECER OS RISCOS A QUE ESTÃO SUBMETIDOS.
Estes treinamentos obrigatórios devem ser prestados por profissional habilitado e sua tramitação e conformidade são também asseguradas.
O ambiente de trabalho dos profissionais da saúde engloba todos os riscos biológicos possíveis e existentes, e muitas vezes esses riscos aparecem com diferente roupagem de acordo com a tarefa a que ele está vinculado.
Mais ainda,  trabalhador da saúde é um Ser Humano, daí estar exposto a todos os riscos ambientais existentes, além da evidente insalubridade biologica.


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Adornos NR 32

A norma prevê a proibição do uso de adornos pelos trabalhadores, principalmente aqueles que mantêm contato com agentes biológicos. Para a Comissão Tripartite Permanente Nacional, normatizadora da NR 32, são considerados adornos, para fins do item 32.2.4.5, letra “b”, alianças, anéis, pulseiras, relógios de uso pessoal, colares, brincos, broches, piercings expostos, gravatas e crachás pendurados com cordão. Confira:

32.2.4.5 – O empregador deve vedar:
b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho; a proibição do uso de adornos deve ser observada para todo trabalhador do serviço de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde expostos ao agente biológico, independente de sua função. O PPRA deve descrever as funções e os locais de trabalho onde haja exposição ao agente biológico, conforme previsto no item 32.2.2.1. Como já citado acima, são exemplos de adornos alianças e anéis, pulseiras, relógios de uso pessoal, colares, brincos, broches, piercings expostos. Esta proibição estende-se a crachás pendurados com cordão e gravatas.

Confira outras informações sobre a Norma Regulamentadora número 32.

www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_32.pdf  


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