Trabalho escravo em oficina de costura no Bom Retiro

Vamos acabar com essa vergonha!!!

A mão de obra deve ser valorizada!

Desconfie de roupas com preço muito baixo…

Uma blitz conduzida hoje pelo Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal e Polícia Federal em um prédio na rua José Paulino, no Bom Retiro, em São Paulo, constatou que nesse local dezenas de cidadãos bolivianos e paraguaios trabalhavam em diferentes oficinas de costura em condições análogas à de escravo.

Confira no site do Ministério Público Federal

http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/noticias_prsp/noticia-419

Trabalho escravo é uma realidade também na cidade de São Paulo

Imigrantes latino-americanos em situação ilegal no Brasil são vítimas de trabalho escravo na maior cidade do país. Bolivianos, paraguaios, peruanos e chilenos compõem um “exército” de mão-de-obra barata e abundante na capital paulista

Por Camila Rossi e Leonardo Sakamoto

A novela “América”, veiculada pela Rede Globo, colocou em pauta o martírio dos brasileiros que tentam entrar ilegalmente nos Estados Unidos para trabalhar. Sem entrar no mérito da qualidade técnica ou do enredo da produção, é fato que mais atenção passou a ser dada aos relatos de dezenas de brasileiros barrados e presos na região da fronteira mexicana – a começar pelo principal telejornal da emissora. De repente, o Brasil ficou horrorizado por ver seus filhos sendo mal tratados nas terras além do Rio Grande. Contudo, apesar de não ser tema de novela, a situação dos imigrantes ilegais latino-americanos na cidade de São Paulo é uma realidade mais dolorosa, pois muitas vezes acabam como escravos em oficinas de costuras na região central da capital, como Brás, Bom Retiro e Pari.

http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=349


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Tecidos de alta tecnologia

Das peles de animais, utilizadas pelos antigos homens das cavernas, às atuais grifes renomadas, o vestuário já teve as mais diferentes finalidades. Hoje, muito além do status social, entram na escolha sobre o que usar, aspectos como a funcionalidade. A prata possui qualidades antibacterianas naturais e estas propriedades são reforçadas quando o metal forma partículas muito pequenas, as nanopartículas. A nanotecnologia é a ciência que possibilita amplos avanços na área de tecidos funcionais.
 
A escolha por esse tipo de roupa pode atender a consumidores mais exigentes, além de evitar danos mais graves, como, por exemplo, uma infecção hospitalar. A tecnologia já é aplicada, com sucesso, nos mais variados produtos têxteis, como lençóis, uniformes hospitalares, aventais, luvas, meias, roupas íntimas e roupas esportivas.
 
No exterior, as pesquisas têxteis estão bem adiantadas, mas a comunidade científica brasileira também busca soluções. Enquanto em outros países as nanopartículas são obtidas por caminhos químicos, no Brasil o processo é feito de forma biológica. Cientistas brasileiros da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) deram mais um passo nesse sentido, criando uma receita para combater bactérias e, conseqüentemente, doenças. Os ingredientes utilizados são: uma cultura de fungo, um sal de prata e um tecido de algodão. O processo de obtenção de patente da invenção brasileira já está tramitando.
 
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Cornell (EUA) foi mais além, criando, por meio da nanotecnologia, uma roupa que evita que a pessoa pegue resfriados ou gripe, protege da poluição e é capaz de destruir gases nocivos à saúde. De quebra, nunca precisa ser lavada. Os pesquisadores utilizaram prata e paládio, sendo o último um dos melhores catalisadores que existem, capaz de oxidar os gases presentes na poluição. Essa propriedade pode ser muito útil para pessoas alérgicas.
O engenheiro têxtil da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Sylvio Napole (foto), explica que o tecido antibacteriano recebe um banho da mistura química na fase final da produção, junto com a estamparia, ou ainda na própria fibra, o que é mais difícil. Sylvio acredita que a maior utilização atualmente é na linha hospitalar. Qualquer tipo de tecido, como fibra, algodão, poliéster ou misturas, podem receber o tratamento.

Roupa com prazo de validade.
 
Como os tecidos recebem um banho de bactericidas, é comum que a capa protetora dos fios se desfaça com o passar do tempo e, principalmente, com as sucessivas lavagens da peça. Outro ponto desfavorável  foi a publicação de um estudo norte-americano que diz que os tecidos antibacterianos tornam-se ineficazes depois de sujos, como, por exemplo, quando se derrama um suco ou café na peça.
 
No Brasil, a multinacional Hanesbrands trouxe a tecnologia Sanitized, da Suíça, utilizada nas meias Kendall. De acordo com a empresa, se seguidas as dicas de como lavar a meia, seu efeito permanece intacto entre 30 e 50 lavagens. A gerente de relações públicas da Hanesbrands Brasil, Marcia Castelo Branco, diz que é importante esclarecer a diferença entre tecidos bactericidas e os bacteriostáticos, conhecidos como antibacterianos. “Produtos bacteriostáticos impedem o desenvolvimento de bactérias no tecido. Já os bactericidas matam as bactérias presentes na superfície. A Hanesbrands só utiliza produtos com funções antibacterianas”, esclarece.
Fibra de bambu
Marcia explica que materiais feitos de fibra de bambu possuem propriedades antibacterianas naturais. Aliás, não é à toa que a planta tornou-se a queridinha nos últimos tempos na indústria têxtil. “Ela absorve a umidade, dificulta a proliferação de bactérias e facilita a transpiração. No caso da tecnologia Sanitized, utilizada nas meias de compressão graduada Kendall, pela ação da prata as meias ficam livres, além das bactérias, dos indesejáveis odores”, garante.
 
Sylvio Napole, por sua vez, considera que ainda há um futuro impressionante para a utilização de tecnologias nos tecidos. “Tem muita coisa sendo feita fora do Brasil e uma gama de aplicações enorme. O tecido daqui a pouco vai ser só o instrumento dos benefícios, um mero condutor”, sentencia. Ele cita a utilização da nanotecnologia em tecidos que interagem com o corpo, eliminando dores e controlando a pressão arterial. Sobre o alto valor desses produtos, o engenheiro têxtil tem a resposta na ponta da língua: “Custa mais caro, mas o preço de venda é totalmente recuperado. A pessoa não está somente comprando uma roupa, mas tecnologia”, finaliza.
 
Fonte: Jornal da Comunidade


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