UTI é fechada por superbactéria!

A scanning electron micrograph (SEM) of a high...

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Acinetobacter baumanii tem alta capacidade de sobrevivência e é transmitida por contato!

São Paulo.
A direção do Hospital Universitário de Maceió (AL) anunciou ontem uma nova interdição por tempo indeterminado da maternidade e da UTI neonatal devido à presença de uma bactéria que é muito resistente a antibióticos.

Em fevereiro, a UTI neonatal ficou fechada por cerca de duas semanas devido à presença da bactéria Acinetobacter baumannii em dois bebês. Segundo a assessoria do hospital, agora são quatro bebês com a bactéria, três deles já morreram.

“A maternidade e a UTI passarão por um processo de limpeza de objetos, parede, chão, de tudo, e isso deve levar tempo indeterminado. A situação está sob controle”, afirma ao G1 o diretor técnico do hospital, Alberto Jorge Fontan.

A direção do hospital, que é ligado à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), disse que um dos bebês mortos tinha má-formação congênita e os outros dois eram prematuros e tinham complicações. Não é possível afirmar, segundo a direção do hospital, que as mortes tenham sido causadas pela infecção.

A maternidade do HU tem 60 leitos e é especializada no atendimento a pacientes com gestação de risco. Segundo a assessoria, os bebês que estão internados na UTI neonatal poderão ser transferidos.

O hospital disse ter detectado também a presença da bactéria resistente em outros dois pacientes internados na UTI geral. Um deles, era um homem de 70 anos com doença pulmonar e acidente vascular cerebral (AVC) que morreu. A outra paciente é uma adolescente de 16 anos, vítima de acidente de trânsito, que chegou ao hospital transferida do Hospital Geral do Estado (HGE).

Segundo a assessoria do HU, exame preventivo feito no catéter utilizado pela adolescente detectou a presença da bactéria. A garota, de acordo com o hospital, está sendo medicada com antibióticos apesar de não ter desenvolvido nenhuma infecção até ontem.

Técnicos da vigilância sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (SESAL), responsável pelo HGE, estão colhendo material para tentar descobrir qual o tipo e a origem da bactéria está contaminando os pacientes.

Orientação:
Segundo a SESAL, equipes da Vigilância Sanitária Estadual fecharam a maternidade e a UTI neonatal do hospital ontem a pedido da direção do hospital. Os inspetores vão orientar os profissionais da unidade sobre quais protocolos seguir para evitar futuros casos. As alas do hospital serão abertas somente após as exigências serem cumpridas. Inspetores da Vigilância sanitária vistoriaram na manhã de ontem as instalações do Hospital Geral do Estado (HGE), onde estava internado o homem que faleceu.

No dia 2 de fevereiro, a UTI neonatal do HU já havia sido interditada parcialmente por causa da infecção da Acinetobacter. A bactéria é caracterizada pela alta capacidade de sobrevivência por longo tempo no local infectado. A principal forma de transmissão desta bactéria é por contato.
A orientação da Secretaria é para que os profissionais da área higienizem as mãos antes e após os cuidados com os pacientes, antes e após irem ao banheiro, manipular materiais e equipamentos e fazerem uso de luvas.

<strong>Além da higienização das mãos é fundamental também que a roupa utilizada em um serviço de saúde não seja utilizada em outro.

FONTE:

O Diário do Nordeste em :http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=957381


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Como as infecções se transmitem?

Escherichia coli produtora de β LACTAMASE de ESPECTRO ESTENDIDO (ESBL) encontrada em uma unidade de atendimento neonatal.

Relato de caso sobre um surto causado pela transmissão de E. coliESBL de uma mãe para seus filhos gêmeos recém-nascidos seguida pela disseminação para outros neonatos e para um trabalhador do serviço de Saúde.     

 

Molecular typing of extended-spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli isolates by pulsed-field gel electrophoresis. Dendrogram shows a cluster of 6 isolates with identical banding pattern and 2 isolates with 2 distinct patterns.

 

Provavelmente a mãe estava colonizada antes da internação hospitalar e uma infecção urinária se instalou no periparto. Houve transmissão por contato durante o parto vaginal dos gêmeos seguido por transmissão por contato de um dos trabalhadores do serviço de Saúde a outros recém-nascidos na mesma unidade além de a outro profissional do serviço e o modo mais provável de transmissão foi o contato.

A infecção por E. coli ESBL em um dos neonatos e no outro profissional possuiam uma coincidência pois ambos apresentavam um genótipo único da enzima β lactamase TEM-12 e padrão único da E.coli à eletroforese de campo pulsante.  

Devido a análise ser restrita ao espectro expandido (ESBL) da E. coli , a verdadeira extensão do surto foi subestimada. Contudo, o gene que codifica o espectro estendido está em um plasmídeo e pode ser transferido a outros organismos, em especial, outra Enterobacteriaceae e se perdido. Os fatores de risco para colonização em recém-nascidos incluem baixo peso ao nascer, duração da hospitalização, nutrição parenteral, uso prévio de antimicrobianos e necessidade de ventilação mecânica em unidade de atendimento intensivo. Em atendimento semi-intensivo, o aleitamento materno esteve associado a um menor risco de portar Enterobacteriaceaeprodutora de ESBL. Segundo a descrição do trabalho, os recém-nascidos amamentados por suas genitoras tinham maior contato com suas mães e eram possivelmente menos manipulados pelos trabalhadores do serviço de saúde.     

 

Spread of extended-spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli outbreak. NICU, neonatal intensive care unit.

Os pacientes do caso acima possuíam somente um fator de risco identificado: Os gêmeos recém-nascidos da mãe colonizada tiveram baixo peso ao nascimento; os outros neonatos não possuíam outros fatores de risco.

Melhorar as estratégias de controle de infecção podem ser necessárias para conseguirmos limitar a disseminação da E. coli produtora de ESBL em maternidades posto que a transmissão aos neonatos durante o parto vaginal é possível. Uma tentativa possível seria rastrear as mães cujos neonatos necessitaram de cuidados intensivos; um surto neste contexto seria particularmente prejudicial.

Dra Tschudin-Sutter é médica especializada em clínica médica e está completando um fellowship no Hospital de Epidemiologia e Doenças Infecciosas dentro do Hospital Universitário em Basel, Suíça. Sua pesquisa possui ênfase em patógenos multirresistente às drogas.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC192219/pdf/aac00043-0213.pdf

Tschudin-Sutter S, Frei R, Battegay M, Hoesli I, Widmer AF. Extended spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli in neonatal care unit. Emerg Infect Dis [serial on the Internet]. 2010

Nov [27/10/2010]. http://www.cdc.gov/EID/contant/16/11/1758.htm




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Infecção Aqui Não!

Prevenindo Infecções associadas aos cuidados da saúde (IACS)

Uma lista de medidas preventivas que você, seus filhos, seus pais e familiares podem tomar antes, durante e depois da sua estadia no hospital para minimizar a exposição às Infecções associadas aos cuidados da saúde (IACS) e bactérias relacionadas, como SARM.

Limpeza e higiene pessoal: :

Quando alguém desenvolve uma infecção em hospital ou clínica médica – que o paciente não tinha antes da internação – é considerada uma infecção associada aos cuidados da saúde (IACS).

IACS são problemas globais, afetando tanto pacientes quanto profissionais da saúde. A semana internacional de prevenção de infecções acontece entre os dias 17 e 23 de outubro.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em breve, 1,4 milhão de pessoas em todo o mundo estarão sofrendo de infecções adquiridas em hospitais.

Um estudo do Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), publicado em março de 2007, estimou em 98.987 o número de mortes infecções associadas aos cuidados da saúde nos Estados Unidos em 2002.  O risco de adquirir Infecções Associadas aos Cudados da Saúde (IACS)  em países em desenvolvimento é de 2 a 20 vezes maior do que em países desenvolvidos.

Atingindo milhares de pacientes por ano, as IACS prolongam as internações, aumentam as chances de retorno ao hospital e encarecem os custos de tratamento por paciente.  Do ponto de vista financeiro, as IACS representam um impacto anual estimado em US$ 6,7 bilhões para instituições de saúde, mas o custo em capital humano é ainda mais alto. Até recentemente, a não-obrigatoriedade de as instituições de saúde comprovarem a adoção de procedimentos para impedir as IACS tem impedido o controle ideal das fontes de transmissão de infecções desse tipo. No entanto, a pressão da opinião pública tem resultado em legislações em nível estadual e municipal exigindo a adoção de procedimentos para controlar as IACS.

Para saber mais sobre o impacto de infecções hospitalares tanto para profissionais da saúde quanto para pacientes, por favor continue navegando no www.jalecovida.wordpress.com ou consulte www.prevencaodeinfeccoes.com ou  www.pt.haiwatch.com.


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Anvisa: superbactéria KPC já matou 24 no Estado de São Paulo

RAFAEL MORAES MOURA – Agência Estado

BENÍCIO LEÃO – Jaleco Vida

FIOCRUZ

No Estado de São Paulo, chegou a 70 o número de casos notificados de infecção pela superbactéria KPC, informou hoje a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao todo, 24 pessoas morreram no Estado após a infecção, entre julho de 2009 e outubro deste ano.

 A Anvisa vai publicar na próxima semana uma norma técnica enfatizando recomendações para os profissionais da área de saúde, como a higienização das mãos, e reforçando a necessidade de que as notificações dos casos sejam feitas por Estados e municípios. Mesmo assim, para a agência não há excepcionalidade em torno da KPC.

 “Não há nada de muito novo em relação à preocupação agora, em relação àquela que sempre devemos ter em relação a organismos multirresistentes”, disse o diretor da agência, Dirceu Barbano. A diretoria da Anvisa também decidiu hoje que as salas de atendimento médico, de hospitais públicos e privados, terão obrigatoriamente de ter frasco com álcool-gel, em um prazo a partir de 60 dias após a publicação da norma. O texto deve sair no Diário Oficial da União na próxima semana. A colocação de câmeras nos locais de atendimento e  sobre as pias dos serviços de saúde para verificar primeiramentes se o profissional de saúde lava e, em segundo lugar, se as lava corretamente  seria mais simples, econômico e eficaz.

Apesar do número de notificações, Dirceu minimizou os efeitos da superbactéria. “Os casos de infecções hospitalares com KPC não representam episódio excepcional em relação ao histórico”, comentou. O diretor disse que as medidas adotadas nos casos de KPC são aquelas típicas de prevenção e controle, consideradas padrões. “Existem outros micro-organismos que são tão ou até mais prevalentes.”

Os casos da KPC, observou, ocorrem em ambiente hospitalar, com pacientes de quadro de saúde debilitado. “As infecções são resultado de uma série de fatores, como as condições do paciente e o ambiente no qual ele se encontra. Quanto mais precárias as estruturas, as condições em que as equipes de saúde trabalham, mais precárias serão as condições em que os pacientes serão atendidos.”

Segundo a Anvisa, foram notificados casos de KPC em Minas Gerais (12), Goiás (4) e Espírito Santo (3), entre agosto de 2009 a julho de 2010. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde identificou 183 casos da KPC, dos quais 46 tiveram quadro de infecção e 18 foram a óbito. Para abastecer a rede pública até o fim desta semana, foram comprados R$ 10 milhões em itens hospitalares, em caráter emergencial. Caráter emergencial significa sem licitação. Quem será que ganha dinheiro com essas tais compras sem licitação? Assim como há a “indústria da seca”, pergunto a você: Há uma indústria da “epidemia” ou da infecção?

Barbano ressaltou a importância dos casos serem notificados, para que se tenha uma dimensão mais exata da questão. “É um dever notificar, qual é a consequência para quem não notifica? É fazer parte de um sistema com base de dados frágil”, comentou. “Há o dever estabelecido, mas ao longo do tempo não fomos capazes de estabelecer uma dinâmica de obrigatoriedade.” Por que não conseguem estabelecer uma dinâmica de obrigatoriedade da lavagem das mãos antes e após qualquer procedimento\exame? A utilização inadequada de antibióticos contribui para o quadro de bactérias multirresistentes, observou o diretor. Publicamos nesse website um texto em 19 de junho de 2010 sobre uma proposta que pretendia implantar medidas mais restritivas para a prescrição e comércio de antibióticos isolados ou em associação de uso sob prescrição médica. Parece que a indústria farmacêutica está vencendo até o momento.

Um estudo que investigou a incidência de duas importantes bactérias multirresistentes a antibióticos as enterobactérias produtoras de â-lactamases de espectro estendido (ESBL) e as carbapenemases do tipo KPC (KPC-2) em hospitais do Rio de Janeiro obteve o prêmio de segundo melhor trabalho acadêmico no 2º Simpósio Internacional de Microbiologia Clínica, realizado pela Sociedade Brasileira de Microbiologia, em Florianópolis. O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

 

Cinco hospitais foram avaliados no estudo. ” O interesse sobre o assunto surgiu a partir da crescente incidência dessas bactérias nos hospitais estudados e a carência de dados sobre o tema” , relata a estudante Polyana Silva Pereira, que iniciou o trabalho como projeto de iniciação científica e que, devido à importância, continuou nessa linha de pesquisa no projeto de mestrado, conduzido no programa de pós-graduação stricto sensu em biologia celular e molecular do IOC.

O trabalho teve como objetivo determinar a prevalência dos genes codificadores de â-lactamases em 293 amostras de enterobactérias isoladas de hemocultura coletadas em cinco hospitais do Rio de Janeiro no período de 2007 a 2008. Os resultados demonstraram que 41% das amostras foram produtoras de ESBL, encontradas em bactérias como Klebsiella pneumoniae, Enterobacter cloacae, Escherichia coli, Proteus mirabilis, Serratia marcescens, M. morgannii, E. aerogenes, P. stuartii, C. freundii, S. rubidae e K. oxytoca. Todas as cepas foram resistentes às cefalosporinas de terceira geração e algumas apresentaram resistência a outros grupos de medicamentos antibióticos, como aminoglicosídeos, quinolonas e sulfamidas. Já 19% das cepas de K. pneumoniae apresentaram resistência aos carbapenemas e foram produtoras de KPC-2.

A presença destes mecanismos de resistência tem uma interferência direta no tratamento do paciente, reduzindo as alternativas terapêuticas disponíveis. No caso, surge a necessidade de recorrer a antimicrobianos de última geração, o que aumenta a pressão seletiva e pode ocasionar o aparecimento de novos tipos de resistência, restringindo cada vez mais as possíveis opções de tratamento.

De acordo com Polyana, o reconhecimento do trabalho num simpósio internacional de microbiologia clínica, em que foram apresentados trabalhos de grande relevância na área e discutidos temas relacionados a resistência bacteriana foi gratificante. ” O prêmio é um incentivo para darmos prosseguimento à linha de pesquisa” , conclui.

A pesquisa também é assinada pela pesquisadora Liliane Miyuki Seki e Carlos Machado Felipe de Araújo (aluno de iniciação científica) e contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

 




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Anvisa reunirá especialistas no próximo dia 22/10 para tentar frear bactéria KPC que matou 14 no DF mas a Secretaria de Saúde disse ontem que a Bactéria KPC já estava sob controle

The symbol of Brasília
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NOTÍCIA SOBRE A BACTÉRIA KPC

 Mariana Sacramento

Publicação: 14/10/2010 08:00 no Correio Braziliense http://bit.ly/9UCkLb

 Publicação: 13/10/2010 12:08 no Portal de Notícia do DF http://bit.ly/aiAjIB

O surto da bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) no Distrito Federal começa a preocupar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um grupo seleto de infectologistas e bacteriologistas, de todo o Brasil, irá se reunir no próximo dia 22 para discutir o poder de resistência do micro-organismo e padronizar informações. Desde janeiro, 14 pacientes internados em hospitais privados e públicos da capital morreram infectados pelo KPC. Outros quatro casos estão sendo investigados.O micro-organismo já foi detectado em oito hospitais particulares e em nove (60%) das 15 unidades da rede pública do DF. Dos hospitais públicos, os com maior ocorrência de contaminação pela superbactéria são o Hospital Regional de Santa Maria e o Hospital de Base, todos de responsabilidade do Governo do Distrito Federal. Mantido pela União, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) registrou cinco casos suspeitos. Desses, três fatais. A KPC ataca pacientes em estado grave, geralmente internados em Unidades de Terapia Intensiva — UTIs.

A dificuldade em combater a superbactéria preocupa especialistas. Apenas três antibióticos — tigerciclina, polimixina B e amicacina — de eficácia ainda não comprovada, estão sendo usados no tratamento da infecção. “A oportunidade de cura dele (paciente) fica muito limitada. Nós não temos, no momento, a informação se as indústrias estão lançando um antibiótico novo”, afirma Isabela Rodrigues, enfermeira e coordenadora do serviço de controle de infecção do HUB.

“Quando o paciente está mais debilitado ele se torna mais suscetível a qualquer infecção. Nesse sentido, ele não consegue defesa. São três antibióticos usados para combatê-la, mesmo assim não garantem que ele (o doente) vai se curar. O que está chamando a atenção é a dificuldade de tratamento”, complementa Isabela. A KPC é multirresitente ao efeito de remédios. Ela produz uma enzima que inibe a ação dos antibióticos carbapenemênicos, muito usados contra infecções bacterianas.

Documento

Justamente essa dificuldade levou a Anvisa a convocar a reunião do dia 22 próximo. Dela, a agência do governo federal pretende editar um documento para orientar profissionais de saúde de todo o país. “Desse encontro deverá sair um documento de alerta aos profissionais de saúde com orientações para o controle da bactéria”, adianta o gerente-geral do serviço de saúde da Anvisa, Heder Murari.

Além de ser difícil de ser combatida, a KPC requer exames laboratoriais minuciosos para ser diagnosticada — apenas um estudo com material genético colhido do paciente é que pode confirmar sua presença. Ela se manifesta com sintomas de uma infecção normal, febre, dores na bexiga (se for o caso de uma infecção urinária), tosse (se for uma infecção respiratória).

“Recém-nascidos, pessoas com doenças de base (como diabete, problemas no coração, HIV, câncer) são mais suscetíveis à infecção da superbactéria”, alerta o médico Marcos Antonio Cyrillo, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “Em pessoas saudáveis o risco de ter qualquer infecção é muito pequeno”, esclarece a enfermeira Isabela Rodrigues.

Isolamento

Unidade de Terapia Intensiva

Com poucas armas para a cura, a Secretaria de Saúde do DF tem focado na prevenção.

Jaleco Vida

 A pasta criou um Comitê Gestor Central para monitorar e acompanhar a evolução do surto nos hospitais públicos e privados. Pacientes infectados e colonizados — que têm a bactéria, mas não a infecção — estão sendo mantidos em áreas isoladas. Como a contaminação se dá por meio do contato direto, os materiais hospitalares usados no trato dos pacientes infectados, como luvas, aventais e máscaras, são descartáveis.

Medidas simples de higiene também são fundamentais para evitar a propagação do micro-organismo, “como instalar higienizadores de álcool em gel no leito dos pacientes. Assim como os profissionais de saúde, os visitantes precisam lavar a mão com água e sabão e usar álcool em gel sempre que entrar em contato com uma pessoa infectada”, ressalta Heder Murari, da Anvisa. Por enquanto, a bactéria está limitada ao ambiente hospitalar, garantem os técnicos da Secretaria de Saúde do DF e da Anvisa.

Um boletim com números atualizados sobre o surto de KPC no Distrito Federal deverá ser publicado amanhã. Apesar da gravidade das infecções, ninguém do órgão tem dado entrevista. A assessoria de comunicação limitou-se a informar ontem que, antes da divulgação da nova estatística, ninguém da secretaria falará sobre o assunto.

Faltam registros

Registro Epidemiológico

O Distrito Federal é a Unidade da Federação com maior registros de ocorrências de pessoas infectadas pela bactéria KPC. Além das capital, há relatos de casos em outras grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. “Mas não são dados oficiais. Isso tem a ver com a dificuldade de diagnosticar a bactéria”, afirma o gerente-geral do serviço de saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Heder Murari.

Apesar do surto na capital da República, com 14 mortes confirmadas relacionadas à infecção do micro-organismo, Murari acredita que não há motivos para alarme. “As orientações da Secretaria de Saúde estão dentro do preconizado pela Anvisa. Além disso, estamos fazendo um trabalho conjunto de retroalimentação de dados. O que não está sendo feito pelas coordenações de controle de infecções dos estados”, explica Murari. Ele, no entanto, reconhece a gravidade do problema. “Em geral, a bactéria agravou o quadro principal de todos os pacientes infectados no DF.”

A bactéria vem de uma mutação genética e está presente em outros países como Estados Unidos e Itália. “Não é um micro-organismo novo. Ele existe desde a década de 1990. Descrito pela primeira vez em 1996 na Carolina do Norte, nos EEUU. De uns anos para cá, se fortaleceu e apareceu com mais frequência”, explica o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Marcos Antonio Cyrillo. “Aqui no Brasil, por enquanto, o surto está restrito a Brasília”, alerta Murari.

De acordo com a secretária de Saúde do DF, Fabíola Nunes, os episódios de infecção hospitalar causados pela bactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase, mais conhecidas como bactéria KPC, estão sob controle. “A população não deve deixar de procurar os hospitais em razão do medo de contaminação”, diz Fabíola.

A bactéria KPC é resistente aos efeitos de alguns antibióticos, o que dificulta o combate da doença. “Vamos tentar eliminá-la (a bactéria), mas se isso não for possível, pelo menos tratar a doença e evitar novos contágios”, afirma. Conforme Fabíola, a preocupação maior é quanto aos novos casos de contágio, uma vez  que a bactéria está no ambiente hospitalar, onde, em tese, as pessoas já estão com a imunidade baixa. “Queremos evitar que a bactéria saia dos hospitais para a comunidade”, revela.

Ao todo, são 135 casos de KPC confirmados e suspeitos em hospitais públicos e particulares no DF. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) registrou 58 ocorrências. Para intensificar o combate à bactéria, a Secretaria de Saúde instituiu o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar. Um grupo está frequentando cada hospital da região para reforçar medidas de limpeza e higienização. Pacientes contaminados também estão sendo isolados para evitar a proliferação.

Lavar bem as mãos, segundo a secretária de saúde, deve ser a principal forma de controle e prevenção. Uma higienização completa entre os dedos das mãos, além do uso do álcool para desinfecção, também é altamente recomendado. A Secretaria de Saúde ainda alerta para o uso indiscriminado de antibióticos, que pode fazer efeito contrário e desenvolver resistência orgânica aos medicamentos.

Sem risco para a comunidade

O primeiro caso da infecção no Brasil ocorreu em Recife, no ano de 2006. No Distrito Federal, a primeira ocorrência registrada foi em janeiro deste ano.

 A Klebsiella pneumoniae carbapenemase é um tipo de bactéria com perfil de resistência que dificulta seu tratamento e pode causar com mais frequência pneumonia e  infecções  do trato urinário, em pacientes em estado grave, pode também causar infecção de corrente sanguinea e como aqueles que necessitam de UTI. Fora do ambiente hospitalar, a bactéria não representa perigo. A forma de transmissão é basicamente por contato com secreção ou excreção de pacientes infectados ou colonizados. As medidas de higiene do ambiente e o uso do álcool a 70% são fundamentais para a contenção do surto.

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Bactéria KPC já matou 15 pessoas no Distrito Federal, três óbitos foram descartados.

Dez hospitais públicos e particulares têm 135 casos de pacientes infectados pela bactéria hospitalar, conhecida como bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae CARBAPENEMASE). Apenas três antibióticos têm ação contra a superbactéria.
Medidas simples de higiene podem evitar a transmissão da bactéria nos hospitais. 

  “Não lavar as mãos ou não utilizar as precauções padrão como luvas de procedimento e o jaleco médico gera a possibilidade de espalhar agentes produtores de KPC ou pior, somente seus mecanismos de resistência. Os mecanismos de resistência estão em fragmentos de DNA circular chamados plasmídeos e podem ser trocados com as bactérias ubíquas da sua pele. Carbapenemase é uma enzima descrita pela primeira vez em 2001 na Klebsiella pneumoniae, dai o nome KPC. No entanto, é produzida por outros organismos como Serratia spp., Enterobacter spp., Escherichia coli e Salmonella enterica

 A produção dessa enzima, Carbapenemase, confere resitência a todas as penicilinas, cefalosporinas (cefepime, ceftriaxona, … ), carbapenêmicos (meropenem, ertapenem, … ) e aztreonam. Essa informação pode ser cambiada entre diferentes organismos através de mecanismos de troca de material genético favorecidos pelo contato e o “pili” presente na Klebsiella contribui para isso. São geralmente susceptíveis a tigeciclina e colistina. O microorganismo foi diagnosticado pela primeira vez em 1996, na Carolina do Norte nos EEUU. O primeiro caso dessa infecção no Brasil ocorreu em Recife em 2006, no Distrito Federal, a primeira ocorrência foi registrada esse ano. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo já registrou cerca de 70 casos da cepa, resistente a quase todos os medicamentos disponíveis. 

O Hospital das Clínicas da FMUSP, em São Paulo no entanto, negou que exista um surto desta bactéria, apesar de confirmar que 70 pacientes foram diagnosticados com o microorganismo, desde 2009. O HC informou que a bactéria não causou morte de pacientes internados.

Em nota, o hospital informou que “o número de casos foi controlado da mesma maneira que para outros organismos multi-resistentes comuns em ambientes hospitalares“. O hospital ainda divulgou que os pacientes infectados ou colonizados foram isolados para o controle do agente.

Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, não há surto da KPC no Estado e a bactéria é comum em ambientes hospitalares. A secretaria ainda disse que é feito um trabalho de controle de qualidade e higienização nos hospitais e que a população não corre risco de contrair a KPC.

   

ANVISA

” A Resistência a Carbapenemicos entre as Enterobacteriaceae está espalhando no mundo todo, e assim como a infecção por MRSA, está cada vez mais comum fora do ambiente hospitalar. Resistência aos carbapenêmicos mais amplamente utilizados, ou seja, imipenem e meropenem, pode ser mediada por uma variedade de mecanismos, incluindo a presença da β-lactamases , as mudanças estruturais nas porinas, e alterações em proteínas de ligação à penicilina. A enzima KPC  é o mecanismo de resitência mais comum aos carbapenemicos entre cepas isoladas das Enterobacteriaceae. Enzimas KPC são do tipo A de β-lactamase, responsáveis pela resistência a um espectro extendido de cefalosporinas em adição aos carbapenêmicos; essas β-lactamasese  são geralmente codificadas por plasmídeos. Essa enzima é altamente transmissível entre as bactérias  devido a presença de pili, e pode conferir a outras a insensibilidade aos antibióticos”

Clique aqui e veja o estudo publicado no CDC sobre a diversidade de Klebsiella pneumoniae em todo mundo que produzem β-lactamase devido a presença do Gene1 BlaKPC-2. 

Texto em azul é de responsabilidade do autor: Benício Leão

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulgou nesta sexta-feira que o número total de pacientes suspeitos de serem portadores da bactéria super-resistente Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) é de 135. O crescimento é de 25% em relação à semana passada, quando o governo informou um total de 108 casos suspeitos, de janeiro a outubro deste ano. Apesar disso, a secretaria diminuiu o número de mortes ligadas à infecção. Na semana passada, eram 18 óbitos, mas três foram descartados como sendo relacionados à KPC. Até o momento, a bactéria foi identificada em 16 hospitais, nove públicos e sete privados.

Veja o site  do DFTV

Veja o Vídeo do R7

Para evitar a transmissão da bactérias, profissionais da secretaria visitam os hospitais para lembrar que a higiene é a forma mais eficaz de evitar a infeccção. A secretária de Saúde, Fabíola Aguiar, disse que os hospitais possuem materiais de higiene para conter a disseminação da bactéria.

Lavar as mãos sempre. Usar álcool em gel, com cuidado, observando todas as áreas da mão, que podem, eventualmente, ficar sujas. Usar equipamentos individuais que constituem barreiras como as luvas, máscara”, disse a secretária ao enumerar as condições para evitar o contágio.

No Distrito Federal, o maior número de pacientes com a “superbactéria” foi registrado no Hospital de Santa Maria (região administrativa a 45 km de Brasília). Segundo a Secretaria de Saúde, no ano foram registardos 58 casos e 4 mortes no hospital devido à infecção pelo micro-organismo.

Assita ao vídeo do DFTV

Assita o vídeo sobre o Hospital de Santa Maria que fechou a UTI por causa do surto

 

 

Fontes:

http://emedicine.medscape.com/article/219907-overview
http://www.medscape.com/viewarticle/587949_3
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/10/bacteria-super-resistente-ja-matou-18-pessoas-no-distrito-federal.html
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/10/bacteria_super_resistente_matou_18_pacientes_no_distrito_federal_115570.html
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1623179-10040,00-SUPERBACTERIA+JA+MATOU+PACIENTES+DA+REDE+HOSPITALAR.html
http://www.cdc.gov/NCIDOD/eid/vol12no08/06-0291.htm
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4737865-EI306,00-DF+em+semana+casos+suspeitos+de+superbacteria+sobem.html

 Crítica do Jaleco Vida: O Álcool é um agente bacteriostático, ou seja, inibe a proliferação bacteriana enquanto estiver sobre a superfície da pele, após evaporar, não há mais esse efeito. A limpeza das mãos deve ser recomendada unicamente através da lavagem completa das mãos, o álcool gel serve somente para emergências.

O Departamento de Microbiologia do Hospital Freeman – UK descreve um experimento para ver se o Enterococcus sobrevivia na roupa hospitalar, após o processo (industrial) de lavagem. As cepas de Enterococcus spp estudadas (retiradas de casos de infecção hospitalar) conseguiram sobreviver por até 30 minutos a oitenta e cinco graus centígrados. As bactérias vivem por quanto tempo em um tecido? As roupas lavadas em casa apenas eliminam a sujidade, mas não são esterilizadas.

O uso de um Equipamento de Proteção Individual do tipo jaleco para o profissional da saúde é negligenciado, sendo esse, classificado como “uniforme” pela maioria das instituições. Tal classificação transfere ao trabalhador a responsabilidade com a assepsia de seu “uniforme”, desonerando assim a instituição de suas obrigações legais. Essa negligência/imprudência coloca em risco não só o profissional e os pacientes, mas também a sua família, amigos, além da comunidade externa ao hospital. Pode gerar muitos prejuízos tanto para os pacientes quanto para a instituição e para o profissional de saúde que o atender.

Entre em contato para adquirir a primeira vestimenta de segurança para risco biológico baseada na ação de nanopartículas de prata.

  Se você quer saber mais sobre as bactérias chamadas KPC, qual o risco de adquirir, oque é carbapenemase, mecanismos de resistência, clique aqui e veja informações publicadas desde 2008 pelo Hospital de Epidemiologia e Controle de Infecções “The Johns Hopkins Hospital”. 

 

 

 


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Em relação aos outros Estados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que solicitou informações da situação às secretarias de Saúde, mas até a tarde desta sexta-feira dia 15 de outubro elas não haviam enviado.

Infecção por MRSA está cada vez mais comum fora dos hospitais

Staphylococcus aureus

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De acordo com médicos a melhor forma de prevenir os abscessos causados pela bactéria são os cuidados diários com a higiene

Foto: Divulgação/Univ. de Cambrigde
Staphylococcus aureus está cada vez mais presente em ambientes cotidianos fora do ambiente hospitalar
 Staphylococcus aureus está cada vez mais presente em ambientes cotidianos fora do ambiente hospitalar

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati (UC), nos Estados Unidos, relataram que o Staphylococcus aureus resistente à meticilina, ou MRSA, pode estar mais prevalente nas lojas, academias de ginástica e até nas casas das pessoas do que nos corredores e paredes dos hospitais locais. Segundo médicos a melhor forma de prevenir a infecção pela bactéria são os cuidados diários com a higiene.

“O MRSA é uma condição que foi pensada como sendo adquirida predominantemente entre as populações hospitalares, onde pacientes com dispositivos invasivos e sistemas imunitários enfraquecidos têm maior risco de infecção do que o público em geral”, disse a pesquisadora Francine Kidd, médica responsável pelo controle de infecção no UC Health University Hospital. “Entretanto, a situação está invertida, e agora nós estamos vendo mais gente entrando no hospital com MRSA do que saindo.”

Kidd disse ainda que superfícies da pele comprometidas, o contato com pessoas infectadas e higiene pessoal inadequada são apenas algumas maneiras através das quais alguém pode desenvolver MRSA.

“O MRSA é um organismo da pele”, explica ela. “Ele não pode te ferir a menos que você desenvolva um machucado na pele. Então, ele pode entrar e iniciar uma infecção. Ele é muito visto em esportes de contato, como o futebol, porque as pessoas batem umas nas outras e podem facilmente causar lesões na pele, que é tudo o que o MRSA precisa para configurar uma infecção. As infecções hospitalares são mais vistas no sangue, no muco e outros órgãos mais profundos. Fora do hospital, o MRSA é visto principalmente como um abscesso na pele. “

Francine alerta que a prevenção é muito melhor e mais fácil do que uma cura. “Limpeza e precaução extra devem estar na mente de todos, seja em uma ida ao supermercado ou à academia.”

Ela explica que a primeira linha de defesa é a mais fácil. “Lavar as mãos. MRSA é transmitido geralmente pelo contato diário. Use água e sabão e fricção por pelo menos 20 segundos. O uso de um desinfetante para as mãos é protetor, especialmente quando você não está perto de uma pia. Na verdade, lenços umedecidos com álcool podem ser melhor do que lavar, porque matam os germes. Quando você lava, você solta os germes de sua pele e os enxágua para o ralo. “

Além disso, a pesquisadora disse que é importante cobrir arranhões ou bolhas se você está envolvido com esportes de contato físico e certificar-se de tomar banho e lavar o ferimento após a prática da atividade.

“MRSA não é uma condição nova, e nós temos ouvido muito sobre seus efeitos recentemente. Só porque nós não ouvimos sobre isso todos os dias não significa que a bactéria não está lá fora. Faça o seu melhor para se proteger sendo consciente com seus hábitos de saúde e os hábitos dos outros”, concluiu ela.

Fonte: Isaude.net

 


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Contaminação atinge 95% dos jalecos médicos

Confira na entrevista abaixo, feita pelo jornal da CBN a opinião de Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica no link abaixo.

http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2010%2Fnoticias%2Faclopes_100217&OAS_sitepage=cbn/programas/jornaldacbn

Medicina pesquisa a presença de microorganismos em jalecos

Bactéria que pode causar infecção hospitalar foi encontrada nas amostras colhidas por estudantes da PUC

A pesquisa “O potencial da vestimenta médica como possível fonte e veículo de transmissão de microorganismos”, desenvolvida pelas alunas de Medicina Fernanda Dias e Débora Jukemura, com a orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf, foi concluída. O estudo revela se o uso de jaleco é ou não um importante equipamento de proteção individual (EPI) para os profissionais da saúde.

Fernanda Dias e Débora Jukemura sob a orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf.

O objetivo da pesquisa foi comparar a microbiota  existente nos jalecos utilizados por  estudantes de medicina, sobretudo nas mangas (região do punho) e na própria pele dessas pessoas, com a encontrada na dos não usuários de jaleco.

As pesquisadoras correlacionaram o grau de contaminação e a patogenicidade dos microorganismos encontrados com as seguintes variáveis: dia em que foi realizada a coleta, frequência de lavagens semanais do jaleco, uso por homens e mulheres e o ano de graduação dos estudantes.

O estudo foi realizado em um hospital universitário do estado de São Paulo, onde foram avaliados 96 estudantes de medicina, distribuídos nos seis anos da graduação (após o contato com pacientes) que atuam na enfermaria de clinica médica. A metade usava jalecos (de mangas longas) e a outra não.

Os resultados da pesquisa indicam que a contaminação dos jalecos está presente em 95,83% das amostras. “Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato dos microorganismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos encontrados em hospitais, como algodão e poliéster”, explicam as alunas Fernanda e Débora.

O estudo ainda revela que os jalecos dos estudantes de medicina estão geralmente contaminados, principalmente nas áreas de frequente contato, como mangas e bolsos, e o principal microorganismo identificado foi o Staphlococcus aureus,uma bactéria hoje considerada, como uma das principais agentes de infecção hospitalar.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), entre outras instituições de referência em Biossegurança, recomendam a utilização de jalecos a fim de fornecer uma barreira de proteção contra acidentes e incidentes e reduzir a oportunidade de transmissão de microorganismos. Todavia, nesse estudo, a  pele da região do punho, tanto nos usuários quanto nos não usuários, estava contaminada em 97,91% e 93,75% respectivamente. “Evidencia-se assim, que a contaminação da pele dos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso, indicando que sua função como EPI pode ser novamente questionada”, ressalta a professora Maria Elisa.

Segundo as alunas o estudo também revela que a prática da lavagem das mãos, em ambos os grupos, não está adequada. “Essa prática deve ser estimulada antes e depois do contato com os pacientes, pois consiste numa conduta simples, de baixo custo e muito importante na prevenção de infecções hospitalares”, esclarece. “Além disso, a falta de higiene das mãos aumenta a contaminação dos jalecos, por ser frequentemente tocados pelos médicos no exercício da sua profissão”, completa. 

Os resultados mostraram ainda que o número de microorganismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas entre segunda e quinta-feira. “Em resumo, a função do jaleco como equipamento de proteção individual (EPI) é questionável e esse instrumento pode representar um possível veículo de transmissão de microorganismos associado à infecção hospitalar se seu uso não for aliado a cuidados adequados”, conta a professora orientadora da pesquisa.

fonte: http://www.pucsp.br/noticia/pesquisa-sobre-a-utilizacao-de-jalecos-e-concluida-na-puc-sp

Crítica do Jaleco Vida: Esse estudo não traz muitas novidades no entanto reitera a postura do Jaleco Vida perante o público interessado. Devido a presença do Risco Biológico intrinseco ao serviço de saúde, o uso do jaleco como equipamento de proteção individual NÃO é questionável. Pode sim representar risco na transmissão de patógenos no ambiente hospitalar e por isso desenvolvemos e patenteamos o Jaleco Vida.

As bactérias estão presentes nesse planeta há mais tempo que o homem e, em número, portamos cinco vezes mais microorganismos que células próprias. A transmissão desses patógenos através de fômites / vetores é tão importante quanto a transmissão dos mecanismos de resistência através de agentes ubíquos a nossa pele.

A região do antebraço, segundo um mapeamento da flora da pele humana, é o local aonde há a maior diversidade e quantidade de bactérias no corpo humano. Diferente do que nosso parvo conhecimento e nossa imaginação nos faz concluir.


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Contra antibiótico, bactéria resistente ajuda as indefesas

Fonte: Folha.com

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

Na natureza, há atos de simpatia entre vizinhos bem mais fortes do que segurar a porta do elevador: quando uma colônia de bactérias é atacada por um antibiótico, descobriram os cientistas, as mais fortes protegem as mais fracas que vivem do lado.

Fazem isso liberando uma substância chamada indol, que fortalece a defesa molecular das bactérias vizinhas que iriam morrer. Grosso modo, o indol age como um soro para as bactérias.
Trata-se de um ato “nobre” das bactérias fortes, porque a energia gasta com isso poderia estar sendo utilizada de maneira mais egoísta.

“Elas não crescem tão bem quanto poderiam, porque estão produzindo indol para todo mundo”, diz James Collins, engenheiro biomédico da Universidade de Boston (EUA), autor do estudo publicado na revista “Nature”.

“Todo mundo” não é exagero. Os cientistas perceberam que umas poucas bactérias resistentes, que chegam a representar menos de 1% da população, podem ser responsáveis pela sobrevivência de boa parte da colônia.

O método utilizado por Collins foi bem simples: dar antibióticos como norfloxacina e gentamicina a colônias de Escherichia coli, um tipo bem comum de bactéria, e ver o que acontece.

O altruísmo não se deve só ao bom coração das bactérias. Se as mais fortes não estivessem nem aí com a morte das vizinhas, a população poderia ser reduzida a um nível crítico, o que facilitaria um contra-ataque do organismo contra os micróbios.

E, mesmo que as sobreviventes conseguissem repovoar a colônia, a diversidade genética dela seria baixa -como se uma pequena família repovoasse uma cidade. Como a diversidade protege contra novas doenças, os riscos cresceriam.

Para os humanos ingerindo antibióticos, claro, essa amizade toda entre as bactérias é mal negócio. Os cientistas acreditam que seria possível tomar doses menores se a ação da indol fosse barrada.

“Devemos considerar a possibilidade de desenvolver pequenas moléculas que façam isso”, diz Collins.


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Riscos ocupacionais em um setor de hemodiálise na perspectiva dos trabalhadores da equipe de enfermagem

Um trabalho muito interessante e completo,  com certeza mais uma leitura enriquecedora para o trabalhador da saúde . Aproveitem!

Para acessar o texto completo, segue o link

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452009000200007&lng=pt&nrm=iso

Escola Anna Nery

Michele Karla Damacena da Silva

Regina Célia Gollner Zeitoune

Esc. Anna Nery v.13 n.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2009

O presente estudo aborda os riscos ocupacionais existentes em uma unidade de hemodiálise (HD). Na realidade estudada, considerando a rotatividade na equipe de auxiliares e técnicos de enfermagem do referido setor, cabe chamar atenção à necessidade de acompanhamento e treinamento específicos destes profissionais, devido à complexidade do setor e peculiaridade dos clientes renais crônicos, que demandam procedimentos específicos e uso de medidas de proteção e segurança à saúde dos trabalhadores.

A partir desta vivência, as questões sobre a exposição aos riscos ocupacionais tornaram-se uma inquietação a ser avaliada. Neste contexto, surgiu o questionamento com relação à percepção dos trabalhadores da equipe de enfermagem sobre os riscos ocupacionais aos quais estão expostos regularmente em uma unidade de HD.

Os objetivos traçados buscaram descrever os riscos ocupacionais no contexto dos trabalhadores da equipe de enfermagem em uma unidade de HD; analisar o conhecimento do trabalhador da equipe de enfermagem acerca das medidas de proteção e segurança em uma unidade de HD; e discutir o conhecimento do trabalhador da equipe de enfermagem sobre os riscos ocupacionais e as implicações para a saúde do trabalhador.

Por definição, a saúde do trabalhador é entendida como o processo saúde e doença dos grupos humanos, em sua relação com o trabalho, representando um esforço de compreensão deste processo como e por que ocorre e do desenvolvimento de alternativas de intervenção que levem à transformação em direção à apropriação pelos trabalhadores da dimensão humana do trabalho, numa perspectiva teleológica.

Historicamente, os trabalhadores da área da saúde não eram considerados como categoria profissional de alto risco para acidentes de trabalho. A preocupação com os riscos biológicos surgiu somente a partir da epidemia de HIV/AIDS nos anos 80, quando foram estabelecidas normas para as questões de segurança no ambiente de trabalho.

Os agravos à saúde relacionados ao trabalho são classificados em dois grupos: no primeiro incluem-se aqueles que traduzem uma ruptura abrupta do equilíbrio entre as condições e o ambiente de trabalho e a saúde do trabalhador, como os acidentes de trabalho e as intoxicações agudas de origem profissional. O segundo grupo inclui agravos de caráter crônico: a doença profissional típica, definida como aquela inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade.

Um outro grupo é constituído pelas doenças relacionadas com o trabalho, definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como agravos outros que, em adição a doenças profissionais legalmente desconhecidas, ocorrem em trabalhadores quando o ambiente ou as condições contribuem significativamente para a ocorrência de doenças, porém em graus variados de magnitude.

De acordo com a Norma Regulamentadora nº 9 (NR-9) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho, que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.

Há ainda os riscos ergonômicos, gerados principalmente pela postura irregular dos profissionais de enfermagem em situações como movimentações de pacientes, flexões da coluna frequentes, entre outros.

Já os riscos de acidentes são aqueles inerentes a cada ambiente de trabalho, como, por exemplo, risco de queda decorrente de pisos ou iluminação inadequados.

O ambiente hospitalar apresenta uma diversidade de profissionais de saúde e trabalhadores treinados para realizar variadas atividades necessárias à manutenção da estrutura da instituição. Neste contexto, a equipe de enfermagem constitui a maior representatividade de pessoal dentro do hospital, e sua atividade primordial caracteriza-se na promoção, prevenção e recuperação da saúde de um número elevado de pessoas.

Para controle e diminuição da ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais, torna-se imprescindível a realização de educação em saúde para todos os trabalhadores envolvidos com o setor. A educação, no ambiente de trabalho, serve de suporte para que os trabalhadores possam desempenhar suas funções com mais segurança e qualidade, constituindo-se uma exigência de todos os serviços de assistência à saúde.

O processo de trabalho em HD envolve um contato íntimo com fluidos orgânicos, expondo os trabalhadores a diversos patógenos. Diante disso, a adoção de medidas de biossegurança é, de fato, muito importante para que haja uma prevenção efetiva de acidentes e doenças ocupacionais advindas dos riscos biológicos. Para isso, o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como máscara, gorro, óculos, capote, botas, entre outros, torna-se obrigatório a todos os trabalhadores.

O comprometimento da adequada realização destas medidas proporciona maior proteção contra agravos à saúde ocupacional.

Riscos ocupacionais e o contexto da hemodiálise

Nesta categoria, os sujeitos do estudo apontaram os riscos ocupacionais que eles percebiam existir no seu contexto de trabalho. É sabido que a complexidade de uma unidade de hemodiálise expõe os trabalhadores de enfermagem a múltiplos riscos ocupacionais, conforme descritos pelo MTE.

Dentre os riscos ocupacionais percebidos pelos profissionais de enfermagem, está o biológico, que, considerando ser o hospital o ambiente de trabalho, se tornou mais perceptível.

A enfermagem está exposta a várias patologias, como AIDS, hepatites B e C, BK; há também o risco de infecção por MARSA[…]Também lidamos com sangue, secreções,[…]e o risco sempre presente com os perfurocortantes.

A exposição aos riscos biológicos é preocupante, uma vez que são causadores de muitos problemas de saúde dos trabalhadores, pois, ao executarem atividades que envolvem o cuidado direto e indireto aos pacientes, estão frequentemente expostos às infecções transmitidas por micro-organismos presentes no sangue ou outros fluidos orgânicos.

A NR-9, do MTE, considera como agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.

Dentre os acidentes que podem ocorrer no ambiente hospitalar, os que envolvem os materiais perfurocortantes, em especial as agulhas, têm sido reconhecidos como um dos principais problemas de exposição para os trabalhadores na aquisição de infecções, expondo-os também aos riscos de acidentes.

Os acidentes ocasionados por picada de agulhas são responsáveis por 80% a 90% das transmissões de doenças infecciosas entre trabalhadores de saúde. O risco de transmissão de infecção através de uma agulha contaminada é de 1 em 3 para hepatite B, 1 em 30 para hepatite C e 1 em 300 para HIV.

Os trabalhadores de enfermagem do setor estudado lidam continuamente com uma clientela de características muito particulares, muitas vezes portadores do vírus HIV, da hepatite B e C e muitos outros com precauções respiratórias por BK e de contato. Inclusive há pacientes com precaução de contato por MARSA resistente a Mupirocin (MARSA Mupirocin-R), que estão em precaução de contato por tempo indeterminado.

As medidas de proteção e segurança são formas de prevenção a serem utilizadas na assistência a todos os pacientes na manipulação de sangue, secreções e excreções e no contato com mucosas e pele não íntegra.

Tais medidas incluem a utilização de EPIs, com a finalidade de reduzir a exposição ao sangue ou fluidos corpóreos, e os cuidados específicos recomendados para manipulação e descarte de materiais contaminados por material orgânico.

De acordo com a experiência no setor, é fato que ocorre falta de material em alguns momentos, como capotes, máscaras específicas para proteção contra gases tóxicos, etc. Porém, esta é uma realidade brasileira e não pontual deste estudo, o que merece reflexão acerca do comportamento destes profissionais, visto que há falha por parte de alguns em relação ao uso dos EPIs mesmo quando estes são devidamente fornecidos pelo hospital.

De fato, a aplicação das medidas de proteção não é suficiente para garantir as medidas de prevenção, devendo fazer parte das estratégias as reflexões a respeito das mudanças de comportamento e as causas de acidentes. A não-adesão ou a baixa adesão às recomendações da utilização de barreiras de proteção é uma realidade, o que leva à indagação sobre outros fatores que podem estar contribuindo para este tipo de comportamento.


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5 perguntas sobre a bactéria resistente a medicamentos

Cientistas têm alertado sobre novas espécies de bactérias que são resistentes mesmo aos mais fortes antibióticos. O crescente setor de ‘turismo médico’ está contribuindo para a disseminação de novos tipos de bactérias resistentes a medicamentos.

Em um artigo publicado nesta quarta-feira no jornal Lancet Infectious Diseases, pesquisadores afirmam que uma bactéria, que surgiu na Índia e no Paquistão, tem o potencial para se espalhar e se tornar uma ameaça mundial. A bactéria produz uma enzima, NDM-1, que a protege contra o efeito de antibióticos. No Reino Unido, a maioria dos pacientes com teste positivo de NDM-1 tinham viajado para a Índia ou Paquistão para procedimentos cirúrgicos.

Que tipo de bacteria é?
A bactéria produz uma enzima chamada NDM-1 ou Nova Déli metallo-beta-lacmatase 1, que torna a bactéria resistente à maioria dos antibióticos, incluindo antibióticos “reserva”, ou aqueles usados quando todos os outros falham.

O gene da NDM-1 é encontrado em plasmídeos; estas estruturas de DNA podem ser facilmente copiadas e passadas para outros tipos de bactérias, fazendo delas resistentes a medicamentos. Até agora, a NDM-1 tem sido visto em larga escala na bactéria E.coli. Plasmídeos bacterianos gram-negativos foram relatados pela primeira vez em meados da década de 90 na Índia e posteriormente se espalharam. A bactéria NDM-1 resistente a medicamentos foi relatada pela primeira vez na Índia em 2009.

Onde foi detectada até agora?
Pesquisadores descobriram 180 casos até agora, a maioria na Índia, Paquistão, e Bangladesh. O Reino Unido registrou 37 casos, na Holanda foram registrados três casos e alguns casos também foram relatados na Austrália, Canadá, nos Estados Unidos e na Suécia. É possível que a bactéria NDM-1 tenha se espalhado para outros países, mas ainda não foi identificada.

Por que é tão perigosa?
Ela tem o potencial para ser uma grande ameaça à saúde porque a NDM-1 é mais comum na bactéria E.coli, bactéria comum encontrada no trato digestivo. A E.coli não causa problemas de saúde em pessoas saudáveis, mas pode causar infecções do trato urinário e pneumonia naqueles que têm um sistema imunológico comprometido. A E.coli resistente a antibióticos pode causar pneumonia fatal. O gene para a NDM-1 pode ser facilmente copiado e inserido em outros tipos de bactérias.

O tratamento é possível?
Sim, mas é difícil. A bactéria NDM-1 parece ser altamente contagiosa. Há ainda um ou dois antibióticos disponíveis, mas ao menos um caso registrado era resistente a todos os antibióticos. Embora as bactérias multi-resistentes sejam difíceis de tratar, elas não são indestrutíveis e podem ser mortas com desinfetantes padrão. Pacientes devem ser mantidos em quarentena e médicos e enfermeiras devem usar roupas de proteção. Depois do paciente receber alta, o quarto do hospital deve ser desinfetado.

Deveríamos estar preocupados com isso?
Não, pessoas saudáveis não devem se preocupar desnecessariamente com a bactéria NDM-1. Pacientes hospitalares, lares de idosos ou aqueles que têm o sistema imunológico comprometido têm mais motivo para preocupação. No entanto, hospitais estão monitorando cuidadosamente pacientes que estiveram na índia, Paquistão ou Bangladesh e receberam tratamento médico nesses países. Qualquer pessoa que for ao hospital, deve comunicar qualquer tratamento médico que tenha tido, mesmo nos casos de ‘turismo médico’


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Superbactéria pode causar epidemia global, alertam cientistas

Gene das superbactérias

Um novo tipo de bactéria resistente aos antibióticos mais poderosos pode gerar uma epidemia mundial, segundo estudo divulgado esta semana na publicação científica Lancet.

Essas superbactérias contêm um gene chamado NDM-1, que as torna resistentes a antibióticos, entre eles os chamados de carbapenemas. Isso é preocupante porque os carbapenemas são geralmente usados para combater infecções graves, causadas por outras bactérias resistentes.

Os cientistas acreditam que esse gene, encontrado hoje principalmente na bactéria E.coli (que causa infecções urinárias), possa ser rapidamente reproduzido em outras bactérias.

Se isso acontecer, algumas infecções perigosas poderiam se espalhar, com poucas possibilidades de tratamento.

Superbactérias

Cientistas na Grã-Bretanha acreditam que essas “superbactérias”, que infectaram apenas 50 pessoas no país até agora, foram trazidas por pacientes que fizeram viagens à Índia e ao Paquistão.

Segundo o estudo publicado na Lancet, uma epidemia global de NDM-1 é “possível e assustadora”.

A pesquisa foi feita por cientistas da universidade de Cardiff, no País de Gales, e da Agência de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha (HPA, na sigla em inglês), em colaboração com pesquisadores internacionais.

Eles analisaram casos do NDM-1 até o ano de 2009 em diversos hospitais britânicos. Pelo menos 17 de 37 pacientes haviam viajado para Índia ou Paquistão no ano passado.

O Ministério da Saúde britânico já emitiu um alerta para que hospitais do país fiquem atentos a casos de infecção com essas bactérias.

Epidemia de superbactérias

Até agora, a maior parte das infecções com micróbios com o gene NDM-1 são passíveis de tratamento.

No entanto, pelo menos um tipo de infecção por NDM-1 estudado pelos cientistas até agora é resistente a todos os tipos de antibióticos disponíveis.

Infecções deste tipo já foram registradas nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e na Holanda.

Para impedir que a NDM-1 se espalhe, os cientistas recomendam que se identifique e isole rapidamente pacientes diagnosticados com infecções do tipo.

Medidas normais para tratamento de infecções – como desinfetar equipamentos de hospitais e boa higiene por parte de médicos e enfermeiras – podem ajudar a impedir que as bactérias se espalhem.


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Epidemik – A exposição que vai contagiar você

Epidemik foi originalmente concebida e realizada na França, pela Cité des Sciences et de l’Industrie/Universcience, de La Villette, Paris, em parceria com a sanofi-aventis, o Instituto Pasteur e a Escola de Altos Estudos em Saúde Pública (EHESP) e com o apoio da Fundação Villette-Empresas.

A exposição no Brasil é resultado de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, e a sanofi-aventis, com o apoio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

Epidemik é dividida em dois blocos: o primeiro faz uma retrospectiva histórica das grandes epidemias mundiais, sob o olhar e o testemunho de pessoas de várias partes do mundo, valendo-se de um rico acervo histórico e jornalístico.

No segundo bloco, a exposição revela toda sua originalidade e didática em um videogame coletivo, montado em um grande tabuleiro eletrônico de 165m², no qual cerca de 40 jogadores, simultaneamente, simulam e enfrentam situações de crise epidêmica de forma colaborativa.

Epidemik traz um panorama das principais epidemias mundiais e aborda o comportamento das populações em situações de crise, com destaque para os aspectos sociais e culturais, as descobertas científicas e os avanços nas políticas de saúde pública.

Epidemik revela os desafios que uma epidemia pode impor a uma sociedade e chama a atenção para o papel que cada um, cidadão ou autoridade pública, pode e deve assumir para prevenir situações de calamidade.

Data e horário
02 de julho a 26 de setembro de 2010
de terça a sexta-feira, das 8h às 18hSábados, domingos e feriados, das 9h às 18h
Obs. Fechamento do portão para ingressos: 17h30; a Estação Ciência fecha nos feriados que caem às segundas-feiras.

Ingressos
R$ 4,00
Meia entrada:
Estudantes (com comprovação)
Portadores de necessidades especiais
Isentos:
Professores (com comprovação)
Monitor, agente ou guia de turismo (com registro EMBRATUR)
Comunidade USP (com carteirinha válida na catraca)
Menores de 6 anos
Maiores de 60 anos
Dias com entrada gratuita para todos: primeiro sábado e terceiro domingo de cada mês
Solicitação de isenção para grupos: escolas públicas, entidades assistenciais e projetos sem fins lucrativos podem enviar solicitação de isenção se ingresso para: secretaria@eciencia.usp.br


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Exposição ocupacional a material biológico por pessoal de saúde: construção e proposição de instrumentos avaliativos

Revista Brasileira de Saúde Ocupacional – Sumário RBSO nº 121 volume 35
Paula Muniz do Amaral
José Tavares-Neto
Introdução
Apesar dos avanços nos marcos legais ou normativos, a real situação brasileira sobre os indicadores de exposição dos profissionais de saúde aos agentes biológicos apresenta inúmeras lacunas, visto que são crescentes os riscos de acidentes desta natureza e estão presentes nas atividades dos profissionais de saúde em decorrência das precárias condições de tra-
balho em muitas instituições de saúde, como também pelo aumento da prevalência de portadores dos vírus da imunodeficiência humana (VIH) e das hepatites B (VHB) e C (VHC). Não obstante, no Brasil não há dados sistematizados, dos vários níveis de atenção à saúde, sobre a ocorrência dos acidentes com material  perfurocortante e que permitam conhecer a real magnitude do problema.
Dessa forma, a vulnerabilidade do pessoal de saúde está ligada às atividades, aos comportamentos e às vivências relativas à organização e ao processo de
trabalho, como também às condições sociais mais amplas, ao acesso aos serviços e à existência de políticas públicas de biossegurança. Por sua vez, na atualidade, a diversidade dos campos de atuação dos profis-
sionais de saúde exige delineamentos específicos a cada profissão ou atividade da área da saúde. Nesse contexto, os profissionais de saúde devem estar dotados de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) que possibilitem a sua interação e atuação multiprofissional, promovendo e executando ações integrais de saúde que beneficiem indivíduos e co-
munidades (ALMEIDA, 1999).

Portanto, conhecer o perfil do pessoal de saúde,das exposições a material biológico e as condutasadotadas ao planejamento e à avaliação das medidasde prevenção têm estreita vinculação com a disponi-bilidade de dados e a qualidade da informação, estadependente, sobretudo, da adequada coleta de dadosgerados no local onde ocorre o acidente. É tambémna unidade de saúde, de qualquer nível ou grau decomplexidade, que os dados devem primariamenteser sistematizados para se constituírem em adequadoinstrumento de informação, capaz de subsidiar todoo processo de planejamento, avaliação, manutenção eaprimoramento das ações (BRASIL, 2005).Não obstante, ainda não há disponível instrumen-to de avaliação ou de coleta de dados, aplicável aopessoal de saúde ou às unidades de saúde com diver-sos níveis de complexidade. Em vista disso, é aindamuito limitada a capacidade de avaliar os conheci-mentos, as atitudes e as práticas dos profissionais desaúde sobre exposição ocupacional a material bioló-gico em serviços de saúde ou as características insti-tucionais envolvidas nesse processo. No entanto, nasavaliações dessa natureza, o mais usual é a aplica-ção de questionários (elaborados sem procedimentostécnicos e não validados) em estudos transversais ou epidemiológicos, os quais permitem a obtenção de informações, de modo mais ágil e com menor custo (BOYNTON; GREENHALGH, 2004).

Por isso, o objetivo deste trabalho foi elaborar questionários, a serem
posteriormente validados, para a avaliação institucional e do pessoal de saúde sobre a exposição ocupacional a material biológico.

Metodologia
Para elaboração dos questionários foram utilizados artigos selecionados da literatura especializada e, para obtenção, análise e interpretação dos dados, foi utilizada a análise de dados secundários (FIGUEIREDO; TAVARES-NETO, 2001; HEARST et al., 2003) e as técnicas da análise de conteúdo (BARDIN, 2008) destes mesmos artigos. Na etapa final, e após sistemática revisão pelos autores, aos dois questionários propostos, foi aplicada a análise teórica dos itens, conforme sugere Pasquali (1998), com o propósito de ampliar a validade interna dos instrumentos.

Conclusão
A avaliação dos aspectos relacionados à organização do trabalho e suas repercussões sobre a saúde do trabalhador tem sido objeto de estudos mediante uso de formulários e questionários. O uso destes instrumentos permite a obtenção de informações acerca de conhecimentos, atitudes, crenças e comportamentos do público-alvo.
Na pesquisa sistemática da literatura, realizada neste estudo, não foi identificado instrumento validado para avaliar conhecimentos, atitudes e práticas do pessoal de saúde sobre exposição ocupacional a material
biológico; portanto, acentua-se a importância no desenvolvimento deste tipo de instrumento, a ser aplicado tanto na investigação científica, como nas unidades de saúde, como uma ferramenta de gestão. Os dois ques-
tionários que foram desenvolvidos e estão sendo propostos, quando validados, permitirão avaliar os aspectos associados ao tema desta investigação, bem como fornecer dados à elaboração, à implantação e ao monitoramento de práticas profissionais e de gestão.

Confira o artigo na íntegra
http://www.fundacentro.gov.br/rbso/rbso_edicoes.asp?SD=RBSO&M=98/0


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Inaugurado maior complexo de biossegurança 3 da América do Sul

Objetivo é que estudos de doenças como dengue, febre amarela e hantavírus sejam desenvolvidos nos laboratórios

O Ministério da Saúde inaugurou ontem (09), no Pará, o complexo que é hoje considerado o maior da América do Sul em biossegurança 3 para o estudo de vírus que causam doenças como dengue e febre amarela. Os Laboratórios de Nível de Biossegurança 3 (NB3) e de Nível de Biossegurança 3 Animal (NBA3) começam a funcionar no campus Ananindeua do Instituto Evandro Chagas (IEC), na Região Metropolitana de Belém. O investimento nos dois laboratórios e nas novas instalações da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas (SAARG) do Instituto foi de R$ 25,5 milhões.

O NB3 e o NBA3 funcionarão lado a lado no campus, no prédio que sedia a SAARG, e são os únicos nesse nível de segurança que pertencem ao Ministério da Saúde na Amazônia Legal. Foram investidos R$ 13 milhões somente na construção. Já em equipamentos foram mais R$ 12,5 milhões.

No local, serão alvos de estudos os arbovírus (vírus transmitidos por artrópodes), hantavírus, influenza aviária e outros vírus zoonóticos. O objetivo é, além da segurança nacional ante os riscos de surtos e epidemias, a inserção do Brasil entre os países do mundo que detêm e dominam a tecnologia em atividades laboratoriais com agentes virais de risco.

As instalações inauguradas nesta segunda-feira devem ser utilizadas, ainda, para o treinamento e a formação de especialistas de outros países da América do Sul, da América Central e do Caribe, principalmente. A medida é importante porque há necessidade, por exemplo, do desenvolvimento de testes mais rápidos para a detecção de doenças e, ainda, insumos para a saúde pública. Há previsão de que o conhecimento ali desenvolvido seja transferido, também, para os laboratórios centrais de saúde pública do estados, os LACENs.

Surtos e Epidemias

Nos últimos anos, desde que foi lançado no mundo o alerta sobre a existência de um vírus que poderia causar uma pandemia de gripe aviária, o governo brasileiro organiza uma estrutura de resposta imediata no país a emergências de saúde pública desse tipo. Entre as diversas ações para esse fim, está a estruturação de uma rede de Laboratórios de Nível de Biossegurança 3 em todo o Brasil, vinculados a instituições de referência, como o IEC.

O Instituto Evandro Chagas já compõe a rede de 147 Centros de Referência Mundial em Vírus da Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitoram de antigas a novas doenças. Como exemplo recente dessa atuação, está o monitoramento do vírus que causa a gripe H1N1.

Durante os 65 anos de existência da hoje chamada Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas – e dedicação de pelo menos três gerações de pesquisadores -, 197 tipos diferentes de arbovírus e outros vírus zoonóticos foram isolados no IEC. Vários deles, inclusive, só são encontrados na Amazônia.

Com a ocupação eventualmente desenfreada de espaços florestais – seja para moradia ou para projetos de desenvolvimento econômico, como hidrelétricas -, as alterações ambientais daí decorrentes podem fazer emergir novos vírus. Surtos e epidemias podem, então, ocorrer. Como muitos dos aspectos ecoepidemiológicos, clínicos e laboratoriais são desconhecidos, e inclusive a capacidade desses vírus de infectarem ou não humanos e animais domésticos, torna-se tão importante a criação de laboratórios de ponta, como o NB3 e o NBA3.

Fonte: Isaude.ne


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Identificado o gene de uma nova bactéria resistente a antibióticos

O gene NDM-1 foi identificado em bactérias, como Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli, em pacientes do Reino Unido

Uma nova bactéria resistente ao antibiótico foi descoberta por um cientista da Universidade de Cardiff. O gene NDM-1 foi identificado em bactérias, como Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli, pela primeira vez, em pacientes do Reino Unido.

Descoberta pelo professor Timothy Walsh, ela é resistente a muitos antibióticos, inclusive aos carbapenêmicos, um grupo geralmente reservado para uso em emergências e no tratamento de infecções causadas por bactérias multi-resistentes.

Em seu estudo, o professor Walsh investigou como um gene comum do NDM-1 é responsável pela produção de bactérias resistentes aos antibióticos. Elas foram importadas para o Reino Unido, através de pacientes que viajaram para Bangladesh, Índia e Paquistão.

Segundo Walsh, do departamento de microbiologia médica da Faculdade de Medicina, “um novo gene NDM-1 é comum na Enterobacteriaceae e foi obtida de pacientes na Índia e no Paquistão, e foi encontrado no Reino Unido, em pacientes que viajaram à Índia para cirurgia eletiva “.

A pesquisa coletou amostras de bactérias em vários hospitais e as infecções foram associadas a comunidades em Chennai e Haryana, na Índia, de pacientes encaminhados ao laboratório do Reino Unido, entre 2007 e 2009.

As amostras foram analisadas quanto à susceptibilidade a antibióticos e à presença do gene NDM-1, através da reação em cadeia da polimerase (PCR) e sequenciamento.

Foram identificados 44 casos (1,5% do pesquisados) em Chennai e 26 (8%) em Haryana. No Reino Unido, foram identificados 37 pesquisados e 73 em outras localidades de Bangladesh e Paquistão. O NDM-1 foi encontrado, principalmente, em E. coli (36), a causa mais comum de infecção do trato urinário e pneumonia.

As bactérias NDM-1 só não foram resistentes aos antibióticos tigeciclina e colistina. Em alguns casos, os pacientes isolados foram resistentes a todos os antibióticos.

Os autores dizem que o surgimento de bactérias NDM-1 é, potencialmente, um grave problema de saúde pública mundial, pois há alguns novos antibióticos em desenvolvimento e nenhum deles se mostraram eficazes contra o novo gene.

“O rápido aparecimento destas bactérias multi-droga resistentes e sua propagação potencial em todo o mundo pode prenunciar um período, no qual os antibióticos tornaram-se redundantes e exige uma maior vigilância e fiscalização pelas autoridades internacionais”, acrescentou Walsh.

Fonte: Isaude.net


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Constituição genética de bactérias patogênicas é similar a das inofensivas

Microbiologistas da Universidade do Arizona descobriram que a constituição genética de bactérias patogênicas e suas primas inofensivas é muito mais parecida do que se pensava. No mundo bacteriano, os mocinhos podem, potencialmente, se transformarem em vilões e vice-versa, em uma simples troca de genes.

Os pesquisadores estudaram bactérias pertencentes ao gênero Neisseria, que colonizam as membranas mucosas dos seres humanos. Intrigada com a questão do porquê de algumas espécies de Neisseria serem comensais – colonizadores inofensivos, cuja presença no organismo passa despercebido, enquanto outras causam a doenças – a equipe identificou o código genético completo de oito espécies de Neisseria comensais. Em seguida, os compararam com os genomas de duas espécies patogênicas conhecidas, causadoras de gonorreia e meningite.

“O conteúdo gênico de espécies de Neisseria é fluido e não gravado em pedra”, disse Madalena So, professora no departamento de imunobiologia da UA, onde dirige o Programa de Patogênese Microbiana. “Essas bactérias têm a capacidade de adquirir novos genes”.

Esta é a primeira vez que os cientistas determinam o conteúdo total do gene de um grande grupo de bactérias comensais e compara com os genomas de patógenos relacionados. Para surpresa, os pesquisadores não encontraram nenhuma demarcação clara entre a genética de Neisseria comensais e patogênicas. De fato, muitos comensais têm os mesmos genes conhecidos para promover a virulência nos dois patógenos.

Há evidências de que muitos gene têm sido trocados entre comensais e patógenos. Como os agentes patogênicos, os comensais têm o mecanismo para adquirir informação genética de alta frequência. Isto leva a equipe a suspeitar que é comum o intercâmbio de genes de espécies Neisseria.

“Nós sabemos que a capacidade de Neisseria patogênicas para causar a doença requer múltiplos genes de virulência”, disse So. “Se, por acaso, Neisseria comensais adquirem a combinação certa de genes de virulência, elas se tornam patogênicas”.

A investigadora explica que ainda desconhece o teor dessa combinação. “Temos um bom palpite e o conjunto enorme de dados que desenvolvemos neste estudo permitem-nos fazer suposições melhores.”

Como se dá o intercâmbio

A Nisseria usa o chamado pili, estruturas altamente especializadas feitas de proteínas arranjadas como uma mola, para assumir grandes trechos de DNA – normalmente o DNA de outras espécies de Neisseria. Este processo ocorre com frequência e cerca de uma em cada 10 bactérias pega o DNA de outra. O DNA recém-adquirido é então inserido no genoma. Desta forma, as bactérias adquirem ferramentas moleculares que são vantajosas para a sua sobrevivência em um ambiente em rápida mutação.

Em trabalhos anteriores, o grupo descobriu que as bactérias também usam pili para se comunicarem com as células de seus hospedeiros. Elas ainda utilizam seus pili para rastejar, se reunir e formar micro-colônias, parte importante no processo de infecção.

“No passado, a microbiologia médica concentrou-se em micro-organismos que causam doenças”, explicou So. “Mas há um mundo de micro-organismos que vive dentro de nós e que não sabemos muito sobre isso.”

“Embora a maioria destas comensais usem o nosso corpo apenas como espaço de vida, outras são necessárias para a nossa sobrevivência. Elas ajudam a digerir o alimento, fornecem vitaminas que nosso corpo não pode fazer ou repelem micro-organismos nocivos”, acrescentou.

Os resultados dessa pesquisa irão renovar o interesse nas relações entre seres humanos e bactérias e pode, ainda, ajudar na descoberta de novos alvos de vacina e antibióticos.

Fonte: Isaúde.net


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Legislação aplicada à saúde do trabalhador

Várias são as legislações relacionadas à saúde do trabalhador. Entre elas, destacam-se as Normas Regulamentadoras emanadas da Portaria n. 3.214 de 08 de junho de 1978 do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre essas normas, aquelas que geralmente são aplicadas à unidade de processamento de roupas são:
a) A nr-5, que dispõe sobre a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
De acordo com essa NR, a unidade de processamento de roupas que possuir acima de vinte trabalhadores deve constituir a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
b) A nr-9, que dispõe sobre o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), e tem como objetivo conhecer e identificar os riscos presentes no ambiente de trabalho, bem como recomendar e aplicar medidas de controle, minimização ou eliminação desses riscos.
A elaboração e a execução do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais visam a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle dos agentes de risco ambiental existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, levando em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais (BRASIL, 1978 – NR9).
c) A NR-7, que dispõe sobre o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Esse programa é planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR8.
Além dos exames médicos ocupacionais, o PCMSO tem a função de, por meio da análise dos indicadores de saúde dos trabalhadores, planejar, descrever e acompanhar ações de promoção, proteção e recuperação da saúde dos trabalhadores, inclusive os adoecimentos não diretamente relacionados ao trabalho. O PCMSO inclui, dentre outros, a realização obrigatória dos seguintes exames médicos: admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função e o demissional.
d) A nr-17, que visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.
Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, conforme NR 179.
e) A nr-32 dispõe sobre a Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde e tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral10. A NR 32 foi estabelecida por meio da Portaria MTE n. 485, de 11 de novembro de 2005. O item 32.7 dessa NR estabelece algumas determinações específicas para a unidade de processamento de roupas de serviços de saúde.


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Pela NR 32, trabalhadores da saúde não devem usar jalecos fora do ambiente de trabalho

Em reportagem veiculada no dia 22 de julho, no Jornal Regional da EPTV Campinas, foi divulgado que na cidade de Araraquara foi aprovada a lei que proíbe os trabalhadores da saúde de usarem jaleco e uniforme fora do ambiente de trabalho. Vários trabalhadores da saúde, inclusive médicos, foram entrevistados e disseram que sabiam que não deveriam sair do hospital com aquela vestimenta.

Na segunda parte da reportagem, o jornal focou o caso em Campinas, consultando três dos maiores hospitais da cidade, Celso Pierro, Mario Gatti e Unicamp sobre o assunto. A assessoria de imprensa destes hospitais informou para a reportagem que os estabelecimentos de saúde não têm conhecimento de nenhuma lei ou norma interna que oriente ou proíba o uso do jaleco fora do ambiente de trabalho.

O presidente do Sinsaúde Campinas e Região, Edison Laércio de Oliveira, destaca que há sim uma orientação para tal ato e ela se encontra na Norma Regulamentadora 32 (NR 32). Conforme estabelecido no artigo 32.2.4.6.2, os trabalhadores não devem deixar os locais de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais.

“O trabalhador da saúde não deve sair do hospital uniformizado, pois representa perigo tanto para eles quanto para a sociedade e os pacientes, uma vez que muitos deles são expostos a agentes biológicos diariamente, gerando risco de contaminação. É uma questão de saúde pública.”, destaca Edison.

A NR-32 é resultado de uma ação dos sindicatos da Saúde do Estado de São Paulo, por meio da Federação dos Trabalhadores da Saúde. Nela consta que todos os trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada e a mesma deve ser deixada no local de trabalho para a higienização e esterilização, o que é de responsabilidade do estabelecimento. “Os hospitais não estão cumprindo a norma e o sinsaúde mantém desde 2008 um programa, o Projeto 32, que visa a sua implementação em toda base sindical. Enquanto a norma não é implantada integralmente, nossa orientação é que os trabalhadores não saiam com uniformes para as ruas”, aconselha Edison.

Araraquara

Aprovada no Plenário da Câmara Municipal na Sessão Ordinária do dia 1º de junho deste ano, a Lei Municipal n° 7.272, de 24 de junho de 2010, que estabelece a restrição aos profissionais da área da saúde que atuam no âmbito do Município de Araraquara, de utilizarem equipamentos de proteção individual com os quais trabalham, tais como jalecos e aventais, fora de seu ambiente de atuação. A lei foi sancionada pelo Prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) e publicada nos atos oficiais do município. Portanto, a medida já está em vigor.

O autor da Lei, o vereador e segundo secretário, Serginho Gonçalves (PMDB), relata que antes de apresentar o projeto fez estudos sobre o assunto, conhecendo os tipos de contaminação que podem ocorrer quando o profissional, por meio de seus trajes, leva para o ambiente de trabalho as bactérias encontradas nas ruas, que acabam provocando graves doenças e infecções, ou para a residência, as bactérias do seu ambiente de atividade.

Para o parlamentar o objetivo principal desta lei é que ocorra uma diminuição nos riscos de transmissão e contaminação de microorganismos, que são proporcionados pelo mau uso de jalecos, aventais ou tocas. Esse mau hábito acaba um grande risco, tanto para os enfermos como para as demais pessoas.

A lei atinge todos os profissionais da saúde como médicos, auxiliares de enfermagem, dentistas, laboratoristas, entre outros, dos serviços públicos ou privados. Todos terão obrigação em seguir as regras estabelecidas.


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Classificação de Risco dos Agentes Biológicos

Brasília – DF
2010

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde

A Biossegurança em sua perspectiva mais ampla tem como objetivo central dotar os profi ssionais e as instituições de instrumentos que permitam o desenvolvimento de atividades com a segurança adequada, seja para proteção da saúde ou proteção do meio ambiente. Neste sentido, a “Biossegurança” pode ser defi nida como “um conjunto de medidas e procedimentos técnicos necessários para a manipulação de agentes e materiais biológicos capazes de prevenir, reduzir, controlar ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal, vegetal e o meio ambiente”.
A avaliação de risco de agentes biológicos considera critérios que permitem o reconhecimento, a identificação e a probabilidade do dano decorrente destes, estabelecendo a sua classifi cação em classes de risco distintas de acordo com a severidade dos danos. Assim, a classificação dos agentes biológicos constantes nesta publicação teve foco básico nos agentes causadores de enfermidades em humanos e na taxa de fatalidade do agravo. Por outro lado, a análise de riscos deve ser orientada por parâmetros que dizem respeito não só ao agente biológico manipulado, mas também ao tipo de procedimento realizado e ao próprio trabalhador. Também, devem-se considerar as várias dimensões que envolvem a questão, sejam elas relativas a procedimentos (boas práticas padrão e especial), a infraestrutura (desenho, instalações físicas e equipamentos de proteção) e a qualificação de recursos humanos. Além disso, a organização do trabalho e as práticas gerenciais passaram a ser reconhecidas como importante foco de análise, pelos incidentes, ou mesmo como integrantes fundamentais de um programa de biossegurança institucional.
Os tipos, subtipos e variantes dos agentes biológicos patogênicos envolvendo vetores distintos; a difi culdade de determinar medidas de contenção; as possíveis recombinações genéticas e de organismos geneticamente modificados (OGM) são alguns dos desafi os na condução segura de procedimentos com agentes biológicos. Assim, para cada análise ou procedimento diagnóstico, os profissionais deverão proceder a uma avaliação de risco, onde será discutido e defi nido o nível de contenção adequado para manejar as respectivas amostras. Neste processo há que se considerar os diferentes tipos de riscos envolvidos.

CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE RISCO

A importância da avaliação de risco dos agentes biológicos está, não somente na estimativa do risco, mas também no dimensionamento da estrutura para a contenção e a tomada de decisão para o gerenciamento dos riscos. Para isso, consideram-se alguns critérios, entre os quais se destacam:

Virulência – é a capacidade patogênica de um agente biológico, medida pela mortalidade que ele produz e/ou por seu poder de invadir tecidos do hospedeiro. A virulência pode ser avaliada por meio dos coefi cientes de letalidade e de gravidade. O coeficiente de letalidade indica o percentual de casos da doença que são mortais, e o coeficiente de gravidade, o percentual dos casos considerados graves.
Modo de transmissão – é o percurso feito pelo agente biológico a partir da fonte de exposição até o hospedeiro. O conhecimento do modo de transmissão do agente biológico manipulado é de fundamental importância para a aplicação de medidas que visem conter a disseminação do patógeno.
Estabilidade – é a capacidade de manutenção do potencial infeccioso de um agente biológico no meio ambiente. Deve ser considerada a capacidade de manutenção do potencial infeccioso em condições ambientais adversas como a exposição à luz, à radiação ultravioleta, às temperaturas, à umidade relativa e aos agentes químicos.
Concentração e volume – a concentração está relacionada à quantidade de agentes patogênicos por unidade de volume. Assim, quanto maior a concentração, maior o risco. O volume do agente patogênico também é importante, pois na maioria dos casos, os fatores de risco aumentam proporcionalmente ao aumento do volume do agente presente no meio.

Origem do agente biológico potencialmente patogênico – deve ser considerada a origem do hospedeiro do agente biológico (humano ou animal) como também a localização geográfi ca (áreas endêmicas) e a natureza do vetor.
Disponibilidade de medidas profi láticas eficazes – estas incluem profilaxia por vacinação, antissoros e globulinas efi cazes. Inclui ainda, a adoção de medidas sanitárias, controle de vetores e medidas de quarentena em movimentos transfronteiriços. Quando estas estão disponíveis, o risco é drasticamente reduzido.
Disponibilidade de tratamento eficaz – refere-se à disponibilidade de tratamento efi caz, capaz de prover a contenção do agravamento e a cura da doença causada pela exposição ao agente patogênico. Inclui a imunização e vacinação pós-exposição, o uso de antibióticos e medicamentos terapêuticos, levando em consideração a possibilidade de indução de resistência dos agentes patogênicos.
Dose infectante – consiste no número mínimo de agentes patogênicos necessários para causar doença. Varia de acordo com a virulência do agente e com a susceptibilidade do indivíduo.
Manipulação do agente patogênico – a manipulação pode potencializar o risco, como por exemplo, a amplificação, sonicação ou centrifugação.
Além disto, deve-se destacar que nos procedimentos de manipulação envolvendo a inoculação experimental em animais, os riscos irão variar de acordo com as espécies utilizadas e com a natureza do protocolo. Deve ser considerada ainda a possibilidade de infecções latentes que são mais comuns em animais capturados no campo.
Eliminação do agente – o conhecimento das vias de eliminação do agente é importante para a adoção de medidas de contingenciamento. A eliminação em altos títulos por excreções ou secreções de agentes patogênicos pelos organismos infectados, em especial, aqueles transmitidos por via respiratória, podem exigir medidas adicionais de contenção. As pessoas que lidam com animais experimentais infectados com agentes biológicos patogênicos apresentam um risco maior de exposição devido à possibilidade de mordidas, arranhões e inalação de aerossóis.
Fatores referentes ao trabalhador – deve ser considerado o estado de saúde do indivíduo, assim como, idade, sexo, fatores genéticos, susceptibilidade individual (sensibilidade e resistência com relação aos agentes biológicos), estado imunológico, exposição prévia, gravidez, lactação, consumo de álcool, consumo de medicamentos, hábitos de higiene pessoal e uso de equipamentos de proteção individual. Cabe ressaltar a necessidade dos profissionais possuírem experiência e qualificação para o desenvolvimento das atividades.
Além dos aspectos sanitários, devem ser considerados também os impactos socioeconômicos de uma disseminação de agentes patogênicos em novas áreas e regiões antes não habituais para o agente considerado.
Por este motivo, as classifi cações dos agentes biológicos com potencial patogênico em diversos países, embora concordem em relação à grande maioria destes, variam em função de fatores regionais específicos.
Cabe ressaltar a importância da composição multiprofissional e da abordagem interdisciplinar nas análises de risco. Estas envolvem não apenas aspectos técnicos e agentes biológicos de risco, mas também seres humanos e animais, complexos e ricos em suas naturezas e relações.


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