23/07/2010 – JT concede adicional de insalubridade a agente de saúde que prestava atendimento especial a moradores de rua (Notícias TRT 3ª Região)

Uma decisão da juíza Olívia Figueiredo Pinto Coelho, titular da 13ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, beneficiou uma agente comunitária de saúde, que realizava um trabalho especial de atendimento junto a moradores de rua. Após a análise da prova pericial, a magistrada reconheceu que a agente de saúde tem direito ao adicional de insalubridade, em grau médio, por ter ficado exposta a contágio por agentes biológicos em seu contato permanente com os pacientes atendidos.

De acordo com as informações do laudo pericial, ao longo de todo o período contratual, a reclamante integrou uma equipe de saúde da família voltada para o atendimento dos membros de população de rua, sendo que as atribuições dos agentes comunitários, nesse caso, foram adaptadas às necessidades específicas dessa população. Nesse sentido, a perícia constatou que as atribuições eram peculiares, divergindo quase totalmente das funções típicas dos agentes comunitários lotados nos demais centros de saúde de Belo Horizonte.

O perito apurou que a rotina de trabalho da reclamante incluía, dentre outras atividades, a coleta de escarro e envio do material a laboratório de análises clínicas. Além disso, auxiliava no transporte e acompanhamento de pacientes, já diagnosticados, do centro de saúde aos hospitais para internação. Também monitorava e auxiliava no transporte dos moradores de rua, em condições críticas, até o centro de saúde, para atendimento especializado. Portanto, segundo as conclusões do laudo pericial, durante as jornadas de trabalho, a reclamante mantinha contato habitual e contínuo com pacientes e material infecto-contagiante, sem a devida proteção.

Ao analisar a prova pericial, a magistrada constatou que a proximidade entre pacientes e a reclamante favorecia a contaminação por vírus e bactérias através das vias respiratórias, sendo que apenas um único contato com pacientes ou com material infecto-contagiante, em fração de segundos, já era suficiente para o comprometimento da saúde. Portanto, ficou comprovado que a agente comunitária trabalhava exposta a riscos biológicos, o que caracteriza insalubridade em grau médio, conforme Anexo 14 da Norma Regulamentadora – NR-15 da Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho. Diante da peculiaridade do caso e, como o reclamado, Conselho Central de Belo Horizonte, não apresentou nenhum elemento de prova capaz de contestar as conclusões do laudo pericial, a juíza sentenciante o condenou ao pagamento do adicional de insalubridade, em grau médio, por todo o período contratual.

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OS MÉDICOS DEVEM USAR GRAVATAS?

“Entenda o título dessa matéria da forma que melhor se adapte a sua realidade. As médicas podem usar adereços? Elas podem usar bijuterias e/ou jóias? Os médicos podem usar aneis? Posso usar minha pulseira favorita para ir trabalhar? Posso usar um sapato aberto para trabalhar? Posso usar maquiagem dentro do Serviço de Saúde?”

Se as gravatas de médicos do sexo masculino transportam mais micro-organismos patógenos do que gravatas de não-médicos, e esses patógenos podem ser transferidos para as mãos dos médicos e, em seguida, aos pacientes,2 por que os médicos dos hospitais no Reino Unido ainda usar gravatas rotineiramente? Será que ninguém fala para os médicos não usarem gravata? Realizamos um estudo da Enfermaria Real de Edimburgo avaliar os riscos e benefícios dos médicos usarem gravatas.

Da metade inferior da gravata de 40 médicos foram coletados com swab e cultivados em Agar – sangue. O total de colônias de bactérias foi contado e as colônias de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA) e de S. aureus foram identificadas. Os médicos foram indagados quando havia sido feita a última limpeza na gravata analisada. Cem indivíduos, durante um concurso público do hospital, foram convidados a responder um questionário sobre atitudes de médicos não usarem gravatas.

Oito dos 40 (20%) das gravatas de médicos portavam S. aureus. Sete foram sensíveis à meticilina e um foi resistente à meticilina. Dos 40 médicos questionados, 28 (70%) nunca haviam limpado a sua gravata uma única vez. Dos 12 médicos restantes (30%), média de tempo desde que a sua gravata havia sido limpa foi de 20 semanas. Noventa e três (93%) dos 100 indivíduos que participaram do concurso não tiveram nenhuma objeção à proibição aos médicos de usarem gravata. Atributos que o público considerou a ser mais importantes foram: vestir camisa, sendo ao mesmo tempo limpo, arrumado e sofisticado, usar uma identificação clara além de calças compridas (em oposição ao jeans). Vinte dos indivíduos do público concurso eram funcionários do National Health Service (NHS), e seis destes indivíduos (30%) se opuseram a imagem de médicos que não usam gravatas. Este fato quando comparado aos não-funcionários do NHS, apenas um dos 80 (1,25%), que se opôs ao médico sem gravata. A principal razão para tais protestos foi que, supostamente, a gravata possui um papel importante para uma aparência profissional.

Nosso estudo confirma que as gravatas de médicos são capazes de portar bactérias, incluindo o MRSA, e também mostra que a esmagadora maioria das pessoas não seria contra o fato de médicos não usarem gravatas. Pacientes infectados e colonizados parecem ser o maior reservatório natural de MRSA, o transporte momentâneo pelas mãos dos profissionais de saúde parece ser o mecanismo mais importante mecanismo de transferência de micro-organismos de pacientes para pacientes.3-5 No entanto, as gravatas dos médicos podem carregar agentes patogênicos, como MRSA, e estes patógenos podem sobreviver no tecido das gravatas tempo suficiente para promover a infecção cruzada. As bactérias podem ser transferidas das mãos dos médicos para os pacientes ou diretamente da gravata ao paciente. Portanto, acreditamos que as gravatas são uma potencial fonte perigosa de infecção cruzada além de um reservatório de bactérias.

A aparência de um médico é obviamente importante, especialmente para alcançar um aspecto profissional.6 Sentimos que muitos fatores contribuem para a aparência de um médico, e o questionário sugere que há diversas alternativas para obter um vestuário adequado, a gravata pode ser retirada sem muito prejuízo à imagem do médico.

Se já provaram a todos que as gravatas dos médicos podem carregar potenciais patógenos e a maioria das pessoas não se opõem ao fato de médicos não usarem gravatas, por que médicos do Reino Unido ainda usam gravatas rotineiramente? Nosso questionário sugere que os funcionários do NHS se opõem mais aos médicos sem gravatas que o pessoal não funcionário do NHS (30%: 1,25%, respectivamente). Os estudos precedentes também revelaram que os médicos possuem uma atitude mais discriminatória com relação à imagem de outros médicos.7 O uso de gravatas não é mencionado na política de uniforme do NHS de Lothian ou em outro NHS não foi encontrado. O General Medical Council (GMC) não possui nenhuma orientação sobre o que os médicos podem usar no trabalho, protegem-se dizendo que isso não é algo da sua competência (segundo o Departamento de Comunicação da GMC). Talvez ninguém possua bastante convicção de abandonar o uso da gravata apesar dos apelos de fazê-lo.8

Bibliografia:

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2. Boyce JM, Potter-Bynoe G, Chenevert C, King T. Environmental contamination due to methicillin-resistant Staphylococcus aureus: possible contamination implications. Infect Control Hosp Epidemiol 1997;18:622e627.

3. Thompson RL, Cabezudo I, Wenzel RP. Epidemiology of nosocomial infections caused by methicillin-resistant Staphylococcus aureus. Ann Intern Med 1982;97:309e317.

4. Wolinsky E, Lipsitz PJ, Mortimer EAJ, Rammelkamp CHJ. Acquisition of staphylococci by newborns. Direct versus indirect transmission. Lancet 1960;276:620e622.

5. Mortimer EA, Lipsitz PJ, Wolinksy E, Gonzaga AJ, Rammelkamp CH. Transmission of staphlococci between newborns; importance of the hands of personnel. Am J Dis Child 1962;104:113e119.

6. McKinstry B, Wang JX. Putting on the style: what patients think of the way their doctor dresses. Br J Gen Pract 1991; 41:275e278.

7. Gjerdingen DK, Simpson DE, Titus SL. Patients’ and physicians’ attitudes regarding the physician’s professional appearance. Arch Intern Med 1987;147:1209e1212.

8. Batty D. Doctors urged to ditch ‘dirty’ ties, 06/06/03, Guardian Unlimited. Available from: http://society.guardian.co.uk/publichealth/story/097229800.html [accessed 03.08.04].

http://www.youtube.com/watch?v=V4HUtqNyLwo

 

 


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A respeito de jalecos

Trabalho da Fundação Owaldo Cruz  sobre jalecos esclarece muitas dúvidas.

A simples utilização dos jalecos, assim como de outros equipamentos de proteção individual, é uma das medidas mais eficazes na proteção à  saúde e à integridade física do trabalhador e auxilia a prevenir contaminações, e seu uso incorreto pode comprometer este processo.
O uso correto dos EPI é um tema que vem evoluindo rapidamente e exige a educação contínua dos profissionais que atuam na área da saúde, através de treinamentos e do acesso a informações atualizadas.

Sub grupo de trabalho da Comissão Técnica de Biossegurança da FIOCRUZ

(Irineu Vieira da Silva Junior/Hamilton CoelhoJoel Majerowicz/Marilda de Souza Gonçalves/Sebastião Enes Couto/Telma Abdalla de Oliveira Cardoso)

As roupas de proteção, onde estão incluídos os jalecos, devem ser utilizadas em todas as atividades em que se manipulem agentes de risco e que possam comprometer a saúde e a integridade física do trabalhador. Dentro do processo de avaliação de risco, a partir da determinação do uso de uma vestimenta protetora, é necessário a escolha da vestimenta correta para que a mesma ofereça a proteção adequada ao tipo de atividade que está sendo desenvolvida. O objetivo principal do uso destes EPI é prevenir o contato de agentes contaminantes com a pele, eliminando ou minimizando, as possibilidades de acidentes, que ocasionem lesões, intoxicações ou mesmo de doenças profissionais e do trabalho.

Acreditamos que o desenvolvimento da percepção de risco aliado a um conjunto de informações e regras básicas de segurança são as ferramentas mais importantes para evitar a exposição e assegurar o sucesso das medidas individuais de proteção à saúde do trabalhador.

Estes EPI devem ser confeccionados em materiais que sejam compatíveis aos agentes de risco a que o trabalhador está exposto. Podem ser reutilizáveis ou descartáveis. Devem oferecer conforto na temperatura do ambiente laboral, devendo ser de tamanho adequado de acordo com o porte físico do trabalhador para que não interfira nos seus movimentos.
Os jalecos ou aventais devem ser de mangas longas, devendo cobrir além dos braços, o dorso, as costas e as pernas acima dos joelhos.
Existem uma infinidade de modelos de jalecos e de aventais, confeccionados nos mais diversos materiais. O que irá determinar o material de confecção do jaleco ou do avental é o tipo de atividade a ser executada.

O Centers for Disease Control and Prevention/CDC, a Organização Mundial de Saúde/OMS, o Institut National de Santé et la Recherche Mèdicale, INSERM, dentre outras instituições de referência internacional em Biossegurança, recomendam a utilização de jalecos a fim de fornecer uma barreira de proteção contra acidentes e incidentes e reduzir a oportunidade de transmissão de microrganismos. Previnem a contaminação das roupas do pessoal, protegendo a pele da exposição à sangue e fluidos corpóreos, salpicos e derramamentos de material infectado ou de outros tipos de agentes de risco.

Os jalecos devem sempre:

  • Ser de uso individual e rotineiro, pois constituem uma proteção para o profissional.
  • Possuir mangas longas, confeccionados com materiais de acordo com a atividade a ser desenvolvida.
  • As mangas não devem ser arregaçadas, para não expor a pele aos agentes de risco.
  • Ser resistentes e impermeáveis, no caso de ser descartável.
  • Ser utilizados, preferencialmente, com calças compridas.
  • Ser utilizado somente para a finalidade a que se destina.
  • Somente é permitido o seu uso nas áreas de trabalho, nunca em refeitórios, escritórios, bibliotecas, ônibus, dentre outros locais públicos.
  • Permanecer fechados, pois quando abertos não formam uma barreira de proteção adequada.
  • Não ser colocados no armário onde são guardados objetos pessoais.
  • Ser retirados ou substituídos quando contaminando e/ou sujo.

Lavagem e manutenção

Segundo a legislação trabalhista (NR 6, Portaria MTE 3.214) dentro da obrigações do empregador está a responsabilidade pela higienização e manutenção periódica.
Os jalecos devem ser lavados periodicamente, afim de remover sujidades e contaminantes. Os jalecos reutilizáveis, assim como todos os outros EPI’s, quando provenientes de áreas de risco, devem ser descontaminados, por meios químicos ou físicos, antes de serem encaminhados para a lavagem. Devem ser guardados corretamente para assegurar maior vida útil e eficiência. Somente as vestimentas de algodão podem ser passadas a ferro.

Acredito fielmente nesta instituição!

“A Fundacao Owaldo Cruz tem como objetivo promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico, ser um agente da cidadania. Estes são os conceitos que pautam a atuação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, a mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina.”

A Fio Cruz disponibiliza em seu site (www.fiocruz.com.br)  diversas informações sobre Saúde, vale a pena sempre conferir.


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Uniformes: uma revisão das evidências sobre a significância microbiológica dos uniformes, da política sobre o vestuário na prevenção e no controle de infecções associadas à assistência médica. Alerta ao Departamento de Saúde (Inglaterra)

REVISÃO

J.A. Wilson a,b,*, H.P. Loveday b, P.N. Hoffman c, R.J. Pratt b

a Department of Healthcare Associated Infection and Antimicrobial Resistance, Centre for Infections, Health Protection Agency, London, UK

b Richard Wells Research Centre, Thames Valley University, London, UK

c Laboratory of Healthcare Associated Infection, Centre for Infections, Health Protection Agency, London, UK

Disponível online em 28 de junho de 2007

Resumo:

Uma revisão sistemática baseada em literatura publicada de qualidade embasa o conhecimento atual sobre o papel da indumentária dos trabalhadores da saúde como veículo na transmissão de infecções associadas à assistência médica. Essa revisão compreende uma busca sistemática em guias nacionais e internacionais, em literatura já publicada sobre o assunto e em dados sobre os recentes avanços sobre tecnologia e processamento da roupas utilizadas na assistência à saúde humana. Encontramos somente um pequeno número de estudos relevantes e isso nos dá limitadas evidências diretamente relacionadas à descontaminação de roupas de serviços de saúde. Estudos sobre o processo de lavagem doméstica são, em última instância, puramente observacionais. A pratica atual e os guias para lavagem de roupas dos trabalhadores de serviços de saúde são extrapoladas de estudos sobre o processamento hospitalar desses insumos. As roupas dos trabalhadores da área da saúde, incluindo os jalecos brancos, se tornam progressivamente contaminados através do uso por bactérias de baixa patogenicidade ubíquas a pele humana que se misturam com outras bactérias de patogenicidade variada dentro do serviço de saúde e através do contato com pacientes. A hipótese que as indumentárias dos trabalhadores da área saúde podem ser o veículo na transmissão de infecções “ainda não possuía” o devido suporte literário quando publicado. (“veja o texto: Transmissão de patógenos nosocomiais pelo jaleco branco: um modelo in-vitro.”) Todos os componentes do processo de lavagem contribui para a remoção e para a morte dos micro-organismos no tecido. Não há evidencias fortes sobre a diferença na eficiência/eficácia da descontaminação desses uniformes/roupas quando comparamos os processos industriais e domésticos ou que a lavagem doméstica realiza uma descontaminação inadequada.

© 2007 The Hospital Infection Society. Publicado por Elsevier Ltda. Todos os direitos são reservados.

* Correspondência com o autor. Endereço: Department of Healthcare Associated Infection and Antimicrobial Resistance, Centre for Infections, Health Protection Agency, 61 Colindale Avenue, London NW9 5EQ, UK.

Tel.: +44 (0)208 3277338; fax: +44 (0)208 2059185.

E-mail: jennie.wilson@hpa.org.uk

REVIEW

Uniform: an evidence review of the microbiological significance of uniforms and uniform policy in the prevention and control of healthcare-associated infections. Report to the Department of Health (England)

J.A. Wilson a,b,*, H.P. Loveday b, P.N. Hoffman c, R.J. Pratt b

a Department of Healthcare Associated Infection and Antimicrobial Resistance, Centre for Infections, Health Protection Agency, London, UK

b Richard Wells Research Centre, Thames Valley University, London, UK

c Laboratory of Healthcare Associated Infection, Centre for Infections, Health Protection Agency, London, UK

Available online 28 June 2007

Summary A systematic search and quality assessment of published literature was conducted to establish current knowledge on the role of healthcare workers uniforms’ as vehicles for the transfer of healthcare associated infections. This review comprised a systematic search of national and international guidance, published literature and data on recent advances in laundry technology and processes. We found only a small number of relevant studies that provided limited evidence directly related to the decontamination of uniforms. Studies concerning domestic laundry processes are small scale and largely observational. Current practice and guidance for laundering uniforms is extrapolated from studies of industrial hospital linen processing. Healthcare workers’ uniforms, including white coats, become progressively contaminated in use with bacteria of low pathogenicity from the wearer and of mixed pathogenicity from the clinical environment and patients. The hypothesis that uniforms/clothing could be a vehicle for the transmission of infections is not supported by existing evidence. All components of the laundering process contribute to the removal or killing of micro-organisms on fabric. There is no robust evidence of a difference in efficacy of decontamination of uniforms/clothing between industrial and domestic laundry processes, or that the home laundering of uniforms provides inadequate decontamination.

© 2007 The Hospital Infection Society. Published by Elsevier Ltd. All rights reserved.

* Corresponding author. Address: Department of Healthcare Associated Infection and Antimicrobial Resistance, Centre for Infections, Health Protection Agency, 61 Colindale Avenue, London NW9 5EQ, UK.

Tel.: +44 (0)208 3277338; fax: +44 (0)208 2059185.

E-mail address: jennie.wilson@hpa.org.uk

Introduction

Public perception that healthcare professionals wearing uniforms to travel to and from work might contribute to the spread of healthcare-associated infections (HCAI) has become the focus of professional and media concern. A survey by the Royal College of Nursing showed that staff have limited numbers of uniforms and that few hospitals have changing facilities.1 It is more common for healthcare staff to launder their uniforms at home than for Trusts to supply uniforms processed in an industrial laundry. However, evidence to support the perception that wearing uniforms in public spaces and home laundering pose an infection risk is rarely cited. Our review was commissioned and funded by the Department of Health (England) to inform policy development. We describe a systematic review of the literature related to healthcare workers’ uniforms as a vehicle of transmission and the efficacy of different laundry practices.

Discussion

The evidence directly related to the laundering of uniforms is limited and varies in method and design, making comparison difficult. Technological advances have resulted in changes in the fabrics used for the manufacture of uniforms and work clothing, the detergents used in domestic laundering and increased ownership of domestic washing machines. It is essential that the findings from these studies are considered within context and not overemphasized in the development of uniform policy.

There is a body of evidence from small-scale experimental and clinical studies that uniforms and white coats become progressively contaminated during clinical care and that this contamination reaches a level of saturation that then plateaus. Most microbial contamination originates from the wearer of the uniform rather than from the patient.2e9 This means that clean uniforms become contaminated by skin commensals from the wearer, and additional microorganisms from the environment and patients. Although it has been hypothesized that contaminated uniforms are a potential vehicle for the transmission of pathogens, no studies demonstrated the transfer of micro-organisms from uniforms to patients in the clinical situation.2e9 Only one study showed an epidemiological link between contaminated clothing and HCAI, but this occurred when clothing became highly contaminated in an industrial laundry rather than as a result of clinical care.10,11 There is evidence that where protective clothing, such as aprons, is used for direct contact with patients, exogenous contamination of uniforms from patients or their environment can be minimized. Uniforms should not be considered as a substitute for protective clothing and the use of plastic aprons as a component of standard principles is currently recommended in national infection prevention guidelines.32,33 It is unclear whether microbial adherence promotes or decreases the transmission potential of uniforms. Surfaces which more readily accumulate micro-organisms could be considered more likely to contribute to the transmission of HCAI. However, micro-organisms that have an enhanced ability to adhere to surfaces are less likely to be shed from fabric onto other surfaces and are thus less likely to contribute to transmission. In addition, the medium in which the microbe is suspended will affect both its adherence to surfaces and its ability to survive. The unpredictability of these effects means that the differences between fabrics in terms of microbial adherence and survival are unlikely to make a major contribution to the transmission of micro-organisms. Current advice relating to the laundering of uniforms is derived from recommendations related to laundering patient linen. National guidance on the standards required for hospital laundries is directed at processing hospital linen that has far greater patient contact than staff uniforms. It focuses on thermal disinfection rather than the complete laundry process in eliminating microbial contamination. Differences in both the level and type of contamination mean that the results of studies on patient linen may not be directly applicable to laundering healthcare uniforms. In addition, it is difficult to distinguish the effect that different components of the laundry process have on the reduction of soil because many studies use different machines; involve a wide range of process parameters; components cannot be tested in isolation from the whole process; and the methods used may not be comparable (see Box 4). Industrial laundries process most linen by batch continuous washing machines (‘tunnel washers’) where it is thermally disinfected. Healthcare workers’ uniforms tend to be washed industrially in washer-extractors and dried in tunnel driers (where hot air is blown at garments on hangers on a moving line as they travel through a semienclosed cabinet) rather than by batch continuous washing machine and tumble drying. Washerextractor cycles are thought to give a substantially greater dilution of contamination than batch continuous washing machines. Studies concerning the effectiveness of laundry processes focus on industrial laundries and patient linen rather than uniforms.14e23 They provide evidence that microorganisms are both removed and killed during the laundering process and dilution during washing and rinsing is important in removing micro-organisms. Significant reductions in micro-organisms occur at the lower wash temperatures more commonly used in domestic washing machines, e.g. 40ºC. The effect of the type of machine, size of load and level of soil is likely to have as much impact on the cleanliness of the item at the end of the process as the combination of detergent, water, dilution and wash temperature. Ensuring an optimal ratio between fabric load and water volume is important in both industrial and domestic settings to facilitate the effect of agitation and dilution on removing contamination. There is no strong scientific evidence to suggest that home laundering of uniforms is inferior to industrial processing as a means of decontaminating uniforms, or that laundering in domestic machines presents a hazard in terms of cross-contamination of other items in the wash-load with hospital pathogens. In normal circumstances staff uniforms are likely to be less contaminated with pathogens than other hospital linens that have more substantial contact with patients and their body fluids. Our review has demonstrated that common assumptions about the microbiological significance of healthcare workers’ uniforms and the inadequacy of domestic laundering are not supported by robust evidence. Current national guidance for the prevention of HCAI recommends that standard principles for infection control are key to protecting patients and staff from cross-contamination with pathogenic micro-organisms.32,33 Therefore, uniforms and other work clothing should not be regarded as personal protective clothing and plastic aprons or other personal protective clothing must be used to protect uniform/work clothing from contamination during patient care activities. Uniform/clothing that becomes obviously contaminated with organic soil, such as blood or other body substances, must be changed for a clean uniform as soon as practicable; and uniforms/work clothing should be washed/cleaned according to the manufacturer’s instructions. Where this is undertaken in a domestic washing machine, overloading should be avoided to ensure that adequate dilution is achieved during the washing process.

References

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Pesquisa mapeia agentes infecciosos nos hospitais brasileiros

Quais são os agentes infecciosos mais comuns em hospitais brasileiros? Como as infecções se distribuem pelas regiões do país? Qual é a resistência aos antibióticos apresentada pelos microrganismos envolvidos nesses casos?

Essas são algumas perguntas que um abrangente trabalho de pesquisa está procurando responder.

Iniciado em 2007, o projeto Brazilian Scope (sigla em inglês para “vigilância e controle de patógenos de importância epidemiológica”) já registrou cerca de 3 mil episódios de infecção ocorridos em 16 hospitais brasileiros e identificou 1.828 microrganismos envolvidos.

O trabalho é coordenado pelo professor Antonio Carlos Campos Pignatari, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Versão brasileira

A ideia do programa foi trazida dos Estados Unidos em 2006 pelo infectologista e pesquisador Alexandre Marra, também da Unifesp, que esteve naquele país para seu pós-doutorado. “O Scope norte-americano registrou 24 mil episódios de infecção da corrente sanguínea em 49 hospitais daquele país e foi coordenado pelo professor Richard Wenzel, da Universidade de Virgínia”, contou Pignatari.

Os pesquisadores da Unifesp decidiram elaborar uma versão brasileira do programa e receberam o apoio da FAPESP. “O Scope é um importante auxílio à saúde pública, basta lembrar que o ambiente hospitalar é o local que apresenta o maior índice de mortes por infecção”, disse Pignatari.

Controle da infecção hospitalar

Para fazer o levantamento, a equipe entrou em contato com vários hospitais por meio das comissões de controle da infecção hospitalar (CCIH). Ao todo, 16 instituições de todo o país, entre públicas e privadas, aceitaram o convite.

As CCIHs se tornaram as responsáveis pela coleta de informações de sua unidade e registraram o primeiro episódio de infecção da corrente sanguínea ocorrido com qualquer paciente durante a internação no hospital.

Essas informações foram registradas em formulário próprio e enviadas para o grupo da Unifesp, que organizou um banco de dados com informações clínicas epidemiológicas sobre essas infecções.

Identificação dos causadores das infecções

Saber quais são os microrganismos mais incidentes em cada região é fundamental para o aprimoramento do tratamento médico e os resultados da cultura do sangue (hemocultura), que indicam o patógeno e o antibiótico adequado, demoram cerca de dois dias.

“Como o médico não pode esperar para iniciar o tratamento do processo infeccioso, ele receita o antibiótico com base em sua experiência clínica, protocolos assistenciais ou dados fornecidos pelas CCIHs dos hospitais “, disse Pignatari.

O problema é que as características dos microrganismos causadores dessas infecções podem variar de região a região, de uma cidade a outra e até entre hospitais. “As regiões, os climas e até os pacientes são diferentes.

Por isso, é importante que os hospitais conheçam as infecções às quais os pacientes de sua região, cidade ou hospital está sujeita”, afirmou.

Amostras dos fungos e bactérias

O Scope brasileiro avançou a versão original norte-americana ao solicitar aos hospitais o envio dos fungos ou bactérias encontrados nos exames – a fim de ser analisados no Laboratório Especial de Microbiologia Clínica (Lemc) da Unifesp, dirigido por Pignatari.

Com equipamentos capazes de detectar os mecanismos genéticos de resistência das bactérias, o Lemc aumentou o número de informações a respeito das infecções. Foi possível levantar, por exemplo, o perfil de resistência de muitas bactérias a determinados antibióticos, incluindo aqueles de uso não habitual.

Embora facultativo, o envio das amostras constituiu um dos maiores desafios do trabalho, segundo Pignatari. “O transporte exigiu a contratação de uma empresa com certificação internacional em biossegurança e foi uma das partes mais dispendiosas do projeto”, disse.

Infecção em recém-nascidos

Contudo, graças a esse trabalho, a equipe obteve avanços importantes, como a detecção dos mecanismos de resistência da Klebsiella pneumoniae, bactéria responsável por episódios de mortes de recém-nascidos em vários hospitais brasileiros.

“Recentemente, esse microrganismo vem apresentando resistência aos antibióticos do grupo dos carbapenems, deixando poucas opções terapêuticas seguras para o tratamento de infecções por esse agente”, disse Pignatari.

Por meio da análise molecular feita pelos equipamentos do Lemc, os pesquisadores podem rastrear a disseminação dessa resistência associada a produção de um grupo de enzimas denominadas KPC (carbapenemase-beta-lactamase).

Bactérias monitoradas

“Da mesma maneira, as enzimas metalo-beta-lactamases da bactéria Pseudomonas aeruginosa são responsáveis pela inativação do mesmo grupo de antibióticos. Presente em praticamente todo o país, esse microrganismo tem sido identificado e rastreado na sua disseminação graças às análises moleculares do laboratório da Unifesp”, disse Pignatari.

O mesmo acompanhamento está ocorrendo com o Staphylococcus aureus organismos prevalentes em hospitais do país e cujas mutações genéticas tem dificultado o seu combate. A caracterização molecular dos diferentes clones desses microrganismos pode auxiliar na implementação de medidas de controle mais efetivas por parte das CCIHs dos hospitais

As análises moleculares do Lemc acabam auxiliando os hospitais ao identificar a versão das bactérias coletadas e indicar um antibiograma adequado ao combate. “Podemos também acompanhar o andamento de epidemias e alertar hospitais para que fiquem atentos a infecções que ainda não chegaram até eles”, disse Pignatari.

Infecções no sangue

Análise feita pelos pesquisadores, abrangendo 1.715 pacientes, identificou um índice de 38% de mortalidade nos casos registrados de infecção da corrente sanguínea, valor considerado elevado. A maior parte dessas fatalidades esteve relacionada a pacientes que tinham alguns fatores de risco. O cateter venoso central, por exemplo, estava sendo utilizado por 68% dos pacientes que morreram.

Empregado também em pacientes que necessitam de quimioterapia, as infecções relacionadas ao cateter venoso central poderia também contribuir, de acordo com os pesquisadores, para o índice de 24% de óbitos por infecção entre pacientes que faziam tratamento de câncer.

Outros grupos mais sujeitos às infecções, apontados pelo trabalho, foram os internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) que apresentaram a taxa de 48% de mortes causadas por infecções. “O quadro desses pacientes já era grave e a infecção piorou o quadro, o que pode justificar essa letalidade”, apontou Pignatari.

Também os transplantados formam um grupo que exige atenção especial quanto às infecções. Os medicamentos utilizados para diminuir a rejeição do novo órgão atuam inibindo o sistema imunológico do paciente, deixando-o mais sujeito a adquirir infecções.

Os pesquisadores da Unifesp agora acompanham grupos mais específicos de pacientes, como crianças com câncer, transplantados renais e transplantados de medula óssea. “Cada grupo tem suas peculiaridades e estão mais sujeitos a determinadas infecções”, disse Pignatari.

Análise individual

Agora, a equipe de pesquisa está enviando os dados coletados aos hospitais participantes para que possam ser analisados individualmente e apresentados à comunidade científica em congressos e publicações especializadas.

A equipe pretende dar continuidade ao projeto ampliando seu raio de ação por meio de convite a outras instituições que se interessem em participar e incluindo novos testes moleculares nos estudos microbiológicos para caracterização dos mecanismos de resistência a antimicrobianos.

“Acreditamos que o projeto pode trazer contribuição significante no controle das infecções relacionadas a assistência a saúde em nosso meio e esperamos contar com o apoio institucional e das agências financiadoras de pesquisa na sua continuidade”, disse Pignatari.


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Riscos biológicos ocupacionais para trabalhadores da área da saúde

Resultado de projeto vinculado às universidades brasileiras, o site riscobiologico.org tem por objetivo conscientizar profissionais de saúde quanto os acidentes com material biológico e suas formas de prevenção. Traz artigos médicos, informações técnicas sobre formas de infecção e os patógenos, divulgação de eventos científicos, informações sobre alertas sanitários etc. Permite a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas de atuação.

http://www.riscobiologico.org


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A vaidade acima da segurança?

Antes da NR 32 os riscos já existiam, apenas houve tempo suficiente para o MTE sintetizar os dados de acidentes e propor medidas.

32.2.4.5 – O empregador deve vedar:
b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho; a proibição do uso de adornos deve ser observada para todo trabalhador do serviço de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde expostos ao agente biológico, independente de sua função. O PPRA deve descrever as funções e os locais de trabalho onde haja exposição ao agente biológico, conforme previsto no item 32.2.2.1. Como já citado acima, são exemplos de adornos alianças e anéis, pulseiras, relógios de uso pessoal, colares, brincos, broches, piercings expostos. Esta proibição estende-se a crachás pendurados com cordão e gravatas.

Anéis, alianças, relógios, crachás pendurados, gravatas, etc, podem disseminar agentes biológicos entre os pacientes.  Acinetobacter baumanii , por exemplo.

Não há qualquer parâmetro para proibir a inclusão de qualquer outro fator de risco existente no ambiente e condições de trabalho, além daqueles previstos detalhadamente, nas NRs do MTE .

“Se eu tiver 1 quilo de chumbo solidificado dentro de uma lata, praticamente o risco de causar intoxicação é nulo. No entanto, se este mesmo chumbo estiver sendo aquecido a 1000 graus Celsius e no estado gasoso, certamente existe 100% de chance de intoxicação do trabalhador exposto aos fumos metálicos. Portanto, não basta apontar a natureza do fator de risco. É preciso estabelecer a magnitude do risco.”  (Arlindo Gomes- Médico do Trabalho- Mestre em Saúde Coletiva pelo IESC/UFRJ)


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Conceitos Básicos

Quem é considerado Trabalhador de Saúde ?
Trabalhador de Saúde é todo o trabalhador que se insere direta ou indiretamente na prestação  de serviços de saúde, no interior dos estabelecimentos de saúde ou em atividades de  saúde, podendo deter ou não formação específica para o desempenho de funções referentes  ao setor. O vínculo de trabalho com atividades no setor saúde, independentemente da formação  profissional ou da capacitação do indivíduo, é o aspecto mais importante na definição de  Trabalhador de Saúde.
Como pode ocorrer a exposição aos agentes biológicos dispersos por via aérea ?
O doente ou portador, quando fala, tosse ou espirra, dispersa agentes etiológicos de  doenças de transmissão aérea. Deste modo, qualquer pessoa pode ser exposta a esses agentes  quando em contato com o doente ou portador, ao entrar em ambientes contaminados, ou  ainda ao realizar procedimentos nestas pessoas.
Quais as vias de transmissão dos patógenos ?
As principais vias de transmissão são a via de contato e a via respiratória.

Qual é a diferença entre got ículas e aerosóis ?
As gotículas têm tamanho maior que 5 μm e podem atingir a via respiratória alta, ou seja,  mucosa das fossas nasais e mucosa da cavidade bucal. Nos aerossóis, as partículas são menores,  permanecem suspensas no ar por longos períodos de tempo e, quando inaladas, podem penetrar  mais profundamente no trato respiratório.
Existem doenças de transmissão respiratória por gotículas e outras de transmissão respiratória  por aerossóis, as quais requerem modos de proteção diferentes.
O que são doenças de transmisão respiratória por got ícula ?
São aquelas que ocorrem pela disseminação de gotículas (partículas maiores do que  5 μm), geradas durante tosse, espirro, conversação ou na realização de diversos procedimentos  tais como: inalação, aspiração, etc.


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PROJETO DE LEI N.º 6.626, DE 2009

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Os equipamentos de proteção individual de trabalhadores em saúde ou instrumentos utilizados no atendimento somente serão utilizados no ambiente laboral.

Parágrafo único. As normas regulamentadoras definirão os equipamentos de proteção individual e os procedimentos de higienização de equipamentos ou instrumentos utilizados nos atendimentos à saúde.

Art. 2º Os infratores estão sujeitos, sem prejuízo das demais sanções cabíveis, às penas de:

I – advertência;

II – multa.

§ 1º Os empregadores serão responsabilizados solidariamente pela infração.

§ 2º As normas regulamentadoras definirão os valores e a forma de aplicação das penas.

Art. 3º Serão realizadas, para os trabalhadores em saúde, atividades de conscientização e de educação sobre prevenção de riscos biológicos.

Art. 4º Esta lei entra em vigor cento e oitenta dias após sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

A recomendação de que não sejam usados jalecos ou outras indumentárias próprias do trabalho em ambiente de saúde em outros locais, além de óbvia, já foi adotada pelas autoridades sanitárias do Brasil e do mundo. A Organização Mundial da Saúde traçou regras bastante claras sobre o controle da infecção hospitalar. Na Inglaterra, a Associação Médica Britânica recomenda restringir o uso de adornos, gravatas, relógios, com ênfase especial na circulação com jalecos.

Depois da lavagem das mãos, amplamente aceita por toda a população durante a pandemia da gripe A (H1N1), as atenções podem se voltar para a indumentária dos trabalhadores da saúde como possíveis carreadores de microrganismos. Deve haver inclusive a preocupação de limpar regularmente os crachás de identificação.

No Brasil, no âmbito do Ministério da Saúde, temos a Norma Regulamentadora NR-32, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que trata do uso de equipamentos de proteção individual, nos quais o jaleco se inclui. Recomenda que os trabalhadores não deixem “o local de trabalho com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e vestimentas utilizadas em suas atividades laborais”. O Ministério do Trabalho e Emprego editou em 11 de novembro de 2005 a Portaria 485, que “aprova a Norma Regulamentadora nº 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde)”. Este documento determina que:

2.2.4.6 Todos trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada e em condições de conforto.
32.2.4.6.1 A vestimenta deve ser fornecida sem ônus para o empregado.
32.2.4.6.2 Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais.

Atribui ao empregador a tarefa de fornecer vestimentas limpas e locais para deposição das usadas. Considera atribuição solidária do empregador e do empregado o cumprimento destas determinações.

Muitos estudos indicam que há a possibilidade concreta de que microorganismos sejam transportados para pessoas que estão fora do ambiente hospitalar, ambulatorial, odontológico ou laboratorial, por meio de roupas, jalecos e outras peças usadas durante o período de trabalho. A contaminação cresce proporcionalmente ao tempo e às características do atendimento e é mais intensa em áreas de contato como bolsos ou mangas.

Apesar disto, não é incomum vermos profissionais ou estudantes da área de saúde circulando em locais públicos usando jalecos, por vezes estetoscópios ou outros equipamentos de trabalho. É necessário que se enfatize a conscientização dos trabalhadores da saúde quanto à gravidade do risco biológico a que expõem a comunidade ao persistirem neste hábito.

Assim, julgamos que a possibilidade de impor penas de advertência ou de multa, nos termos a serem definidos pela regulamentação, seria bastante eficaz em coibir o comportamento. Apontamos também a responsabilidade do empregador pela conduta e orientação dos trabalhadores de saúde com relação aos riscos biológicos aos quais expõem a população.

Algumas iniciativas neste sentido foram apresentadas no Brasil. Consideramos que uma lei de alcance nacional, consentânea com os princípios da biossegurança, seria extremamente benéfica para proteger a saúde da população. Assim sendo, apresentamos este projeto de lei, contando com o apoio dos ilustres pares para aprová-lo nesta Casa. Temos a certeza de que esta iniciativa, embora simples, será extremamente favorável para o nosso país.

Sala das Sessões, em 15 de dezembro de 2009.

INOCÊNCIO OLIVEIRA
Deputado Federal

LEGISLAÇÃO CITADA ANEXADA PELA
COORDENAÇÃO DE ESTUDOS LEGISLATIVOS – CEDI

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA Nº 485, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2005

Aprova a Norma Regulamentadora nº 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde)

O MINISTRO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, e os artigos 155, inciso I, e 200 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, com a redação dada pelo art. 1º da Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, resolve:

Art. 1º Aprovar a Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde, doravante denominada de NR-32, nos termos do Anexo I desta Portaria.

Art. 2º A exigência do cumprimento das normas estabelecidas no Anexo I dar-se-á nos prazos estabelecidos no Anexo II desta Portaria.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
LUIZ MARINHO

ANEXO I

NR 32 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE

32.1 Do objetivo e campo de aplicação

32.1.1 Esta Norma Regulamentadora – NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

32.1.2 Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.

32.2 Dos Riscos Biológicos

32.2.4.6 Todos trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada e em condições de conforto.

32.2.4.6.1 A vestimenta deve ser fornecida sem ônus para o empregado.

32.2.4.6.2 Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais.

32.2.4.6.3 O empregador deve providenciar locais apropriados para fornecimento de vestimentas limpas e para deposição das usadas.

32.2.4.6.4 A higienização das vestimentas utilizadas nos centros cirúrgicos e obstétricos, serviços de tratamento intensivo, unidades de pacientes com doenças infecto-contagiosa e quando houver contato direto da vestimenta com material orgânico, deve ser de responsabilidade do empregador.

32.2.4.7 Os Equipamentos de Proteção Individual – EPI, descartáveis ou não, deverão estar à disposição em número suficiente nos postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição.


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ROUPAS QUE AJUDAM SALVAR VIDAS

Isso já é um assunto quase ultrapassado , rsrsrsrs

Pois é …. o futuro chegou!

Preparem-se !!!! Roupas  que mudam de cor, que medem a pressão e a temperatura do corpo e que até carregam bateria de celulares.

Incrível do que somos capazes…

http://informatica.hsw.uol.com.br/roupas-inteligentes2.htm

http://fashionbubbles.com/tecnologia/estampa-que-brilha-quando-exposta-ao-barulho/

http://www.youtube.com/watch?v=BFg3RVZ57po 

Por  Roselaine Araújo

Poucos nichos do vestuário são tão essenciais quanto esse. A fabricação de roupas hospitalares antes de ser um negócio é uma necessidade que ajuda a preservar a saúde dentro de hospitais públicos e privados. Com tratamentos têxteis que inibem a proliferação de bactérias e fungos, as roupas utilizadas em corredores hospitalares e também em consultórios médicos têm hoje o poder de reduzir as temidas infecções. Tudo isso é feito com o auxílio da nanotecnologia, ciência dedicada ao controle e manipulação da matéria em uma escala menor que um micrômetro, isto é, no nível de átomos e moléculas. Novidade? Nem tanto. A tecnologia já é aplicada no setor têxtil desde 2007. ” A nanotecnologia é um caminho especial na melhoria do desempenho das roupas hospitalares porque cria uma barreira para as bactérias, protegendo não só o paciente, mas também os profissionais do setor que estão continuamente expostos a vários agentes patogênicos. A aplicação da nanotecnologia agrega também mais conforto para as roupas hospitalares sejam as de uso direto ou aquelas pertencentes ao enxoval hospitalar”, ressalta Maria Adelina Pereira, engenheira química e gestora do comitê têxtil e vestuário da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

http://www.costuraperfeita.com.br/secoes/mostrar_noticia.php?id=923


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Jaleco Vida – Inibe proliferação de bactérias trazendo mais segurança a pacientes e profissionais da saúde.

O jaleco é EPI. Esta vestimenta se destina a proteger o trabalhador da saúde da insalubridade por risco biológico, já que a contaminação da pele e vestimentas por respingos, toque ou proximidade é praticamente inevitável.

É claro que a legislação necessita de reparos, entretanto a NR 32, NR 6, NR 15 (anexo 14 – agentes biologicos), deixam claro a necessidade de proteção ao trabalhador da saúde.

Profissionais da saúde, precisam de bem-estar e segurança para realizar o seu delicado trabalho.

O jaleco Vida é um Equipamento de Proteção Individual conjugando proteção física e  biológica desenvolvido exclusivamente para o profissional da saúde.

 

 

Você merece mais esta proteção!

jalecovida@hotmail.com

Benício Leão   – 55 11 6710 – 0480

Medico Interno

 


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JDC discussion paper on uniforms November 2008

A number of employers across the UK have recently brought in uniform policies for junior doctor employees where previously no uniform had been worn or where the wearing of long-sleeved white coats had been abandoned for reasons of infection control. The types of uniforms imposed have been various, including short-sleeved white tunics to be worn over normal clothes, scrubs, full tunics and polo shirts.

Employers have explained that the new uniforms are essential in order to improve infection control and to enhance corporate image. Some have even argued that, from their own sample studies, patients prefer to see doctors in uniforms. They argued that junior doctors would feel more respected when wearing uniforms and have improved confidence. In the majority of cases, these uniform policies have been brought in without agreement from junior doctor employees. In addition, policies often only apply to junior doctor employees rather than all grades of medical staff.

Several questions arise from the introduction of these policies and the JDC has been asked for its general views on this matter. This short paper aims to discuss the key points arising from the introduction of uniforms for junior doctors, and is based on discussions amongst JDC members, other BMA work in this general area, Department of Health policy documents and academic literature. This paper is only intended to provide a general overview of the area: we hope that future work by the BMA’s Board of Science will be able to provide a more in-depth review of the evidence base.

Department of Health literature
In September 2007, the Secretary of State for Health announced that a new ‘bare below the elbows’ policy would be introduced for clinical staff in NHS acute trusts in order to improve infection control in hospitals. Coupled with this was the publication of ‘Uniforms and workwear’ (Department of Health, 2007), which was an attempt to give examples of good practice to employers on dress codes for staff and the wearing and laundering of uniforms, where uniform policies were in place. The paper was based on two literature reviews by Thames Valley University (Wilson et al, 2007 and Loveday et al, 2007, both discussed below), and included a number of recommendations for employers. The list of recommendations can be found in guidance for consultants from the BMA Central Consultant and Specialists Committee (2007).

Neither the ‘bare below the elbows’ policy, nor the ‘Uniforms and workwear’ paper was an encouragement to employers to implement uniform policies for staff where previously there were none. Neither the Department of Health website nor the NICE website carry material that specifically recommends the wearing of uniforms as a method of infection control. In ‘The Health Act 2006: Code of Practice for the Prevention and Control of Healthcare Associated Infections’ (Department of Health, 2008), uniforms are only mentioned twice:

“Duty to provide and maintain a clean and appropriate environment for healthcare:
An NHS body must, with a view to minimising the risk of HCAIs, ensure that: … uniform and workwear policy ensure that clothing worn by staff when carrying out their duties is clean and fit for purpose.”

“Linen, laundry and dress:
Particular consideration should be given to items of attire that may inadvertently come into clinical contact with a patient. Uniform and dress code policies should specifically support good hand hygiene.”

Scientific evidence relating to uniforms
Employers who have implemented a uniform policy for junior doctors have argued that uniforms are essential for infection control. As discussed above, there is no evidence that this is supported by either the Department of Health or NICE. More importantly there is little evidence for this in the academic literature.

Much scientific research in this area has in fact been from a slightly different angle: research has attempted to find out whether or not the wearing of uniforms encourages the transmission of micro-organisms. However, according to Wilson et al (2007), there have been no scientific studies that show micro-organisms are transferred from uniforms to patients in clinical situations. The study also goes on to say that uniforms should not be considered as a substitute for protective clothing, recommending that “plastic aprons or other personal protective clothing must be used to protect uniform/work clothing from contamination during patient care activities.” A study by Loveday et al (2007) agrees and concludes that “traditional uniforms and other clothing worn for patient care should be viewed as work attire and not as patient or personal protective clothing”. If there is an acknowledged need for staff to wear protective clothing, for any reason including infection control, disposable plastic aprons and gloves should always be provided.

BMA guidance for staff on healthcare associated infections (HAIs) also notes that, from the scientific evidence available, the unnecessary wearing of aprons, gowns and masks in everyday clinical settings is not recommended (BMA Board of Science, 2006).

As there is little evidence to support employers’ claims about uniforms and infection control, the JDC agrees with the CCSC’s view that uniform policies “must be seen as a corporate image and identity issue for negotiation, rather than an infection control issue, which LNCs are asked to agree without question.”

Views of junior doctors
In addition to questions over the validity of claims about the importance of uniforms for infection control purposes, junior doctors are chiefly concerned over the effect of uniforms on their professional identification. Many believe that the wearing of a uniform, where not clinically necessary, undermines their professionalism. As Loveday et al (2007) found, patients “judge professionalism and trustworthiness of practitioners based on the clothes they wear”. The paper goes on to say that:

“a feature of the literature surrounding nurses’ and doctors’ uniforms is the importance attached to enabling patients and staff to easily recognise the role, experience and seniority of an individual practitioner often indicated by particular colours and accessories, many of which have historical associations”.

Junior doctors are concerned that patients may view a doctor in uniform as just another corporate NHS body, rather than seeing them as the authoritative leader of the delivery of their care.

Junior doctors are also concerned about unnecessary trust expenditure on uniforms (the RCN estimates that on average a nurse’s uniform costs between £12 and £20) and many feel that the importance placed on uniform policies by trusts could lead to over-reliance on this as a method of infection control.

However, many junior doctors, particularly those in certain specialties such as Emergency Medicine, like to wear a uniform for a number of reasons including:

•It prevents their own clothes from being spoiled at work;
•They do not need to buy ‘work clothes’
•The uniform may be appropriate for the clinical area in which the doctors work
It may be the case that some uniform policies will receive support from junior doctors, depending on their detail and their implementation.

Policy implementation
Perhaps the most important part of the discussion on uniforms is how local policies are developed and implemented. A large number of issues need to be considered by trust managers and junior doctors if a reasonable policy, which can be supported by staff, is to be introduced:

•Before anything is drawn up, any uniform policy must be discussed in its very early stages, in detail, with junior doctor representatives in the trust, with the LNC, and with the BMA locally. Without buy-in from potential uniform-wearers, a uniform policy is likely to be difficult to implement successfully.
•Questions for management and staff to consider jointly:
– Is a uniform clinically appropriate? In some areas a uniform may be useful and the need well-supported by staff e.g. Emergency Departments, Intensive Care Units
– Is the uniform design appropriate? Does it clearly identify the wearer as a doctor? How will patients be able to distinguish between a doctor, a nurse, a physiotherapist etc? This is very important. It will reduce confusion between staff groups, and also between staff and patients.~
– Which specialties will wear the uniforms? Which grades of doctors? Will the consultants be wearing them? If only junior doctors are expected to wear the uniforms, how is this justified?
– What sanctions will be imposed if doctors do not comply with the policy?
– What facilities for changing will be provided? Lockers and changing areas are essential. A mandatory policy for uniform wearing must also include changing a secure storage facilities.
– What footwear and outerwear (e.g. cardigan, sweater) can be worn with the uniform?
– Where exactly must the uniform be worn? There should be clear rules – on wards only, in out-patients, on the way to/from work, in the hospital canteen etc. Will doctors have to change if they move from one area to another? What effect will this have on efficiency and working time?
– How will the uniforms be laundered ? If the policy is for home-laundering can staff still access hospital laundering when uniforms are heavily soiled?
– If the employer is determined to implement uniforms, it is their obligation to provide them to employees. How many changes of uniform will be issued? A clean uniform is required each day, and many junior doctors could work for 12 days straight. How will doctors be able to obtain a new set? How often can they get them?
– Will there be access to spare uniforms if a doctor’s uniform becomes contaminated?

References:

1.BMA Board of Science (2006), ‘Healthcare associated infections: a guide for healthcare professionals’, February 2006, British Medical Association.
2.BMA Central Consultants and Specialists Committee (2007), ‘Uniforms and dress code for doctors: guidance from the Central Consultants and Specialists Committee’, December 2007, British Medical Association.
3.Department of Health (2008), ‘The Health Act 2006: Code of practice for the prevention and control of healthcare associated infections’, January 2008.
4.Department of Health (2007), ‘Uniforms and workwear: an evidence base for developing local policy’, September 2007.
5.HP Loveday, JA Wilson, PN Hoffman and RJ Pratt (2007), ‘Public perception and the social and microbial significance of uniforms in the prevention and control of healthcare-associated infections: an evidence review’, British Journal of Infection Control, September 2007, Vol 8, No 4.
6.JA Wilson, HP Loveday, PN Hoffman and RJ Pratt (2007), ‘Uniform: an evidence review of the microbial significance of uniforms and uniform policy in the prevention and control of healthcare-associated infections. Report to the Department of Health (England)’, Journal of Hospital Infection, 2007, Vol 66, pp 301-307.


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NR 32 – A “PROTEÇÃO” de quem cuida da nossa saúde

Nosso país é vanguarda na proteção do profissional da saúde.

As normas da ANVISA, do Ministério do Trabalho, do Ministério do Meio Ambiente para os trabalhadores da área da saúde representam um grande salto na prevenção e controle e proteção destes valorosos colaboradores.

A  Nr 32 é a primeira norma  regulamentadora do mundo específica para a área de saúde.

NR 32 – Publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ,  em 16 de novembro de 2005 com prazos de adequação diferentes para cada ítem. Todos já em vigor. Aprovada por unanimidade pela Comissão Tripartite Permanente, a NR 32 é fruto da conjugação do pensamento e reivindicações das três esferas mais interessadas no assunto – governo, empregadores e empregados.
A Comunidade Européia e norte-americana, por exemplo, possuem Leis especificas para riscos biológicos, químicos entre outros, porém, nada especifico para os serviços de saúde.  De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho) as doenças e os acidentes relacionados ao trabalho matam anualmente 1,1 milhão de pessoas em todo o mundo. Neste número estão incluídos cerca de 300 mil óbitos decorrentes de 250 milhões de acidentes de trabalho, além de mortes por doenças ocupacionais diversas. Ainda segundo a mesma fonte, o custo das doenças e dos acidentes de trabalho chegam a cerca de quatro por cento da produção mundial.
No nosso país, grande parte do empresariado ainda peca na tentativa de baixar os custos justamente naquilo que deveria se investir mais, como na prevenção, programas de diminuição de doenças ocupacionais, uso de EPI´s eficientes e postos de trabalho ergonômicos, a fim de aumentar  os seus lucros!
Nos Estados Unidos “segurança ocupacional” é tratado como um investimento qualquer e como tal devem ser calculados o retorno do mesmo!. Os acionistas estão conscientes de que a segurança no trabalho deve ser tratada como um assunto tão importante quanto a alimentação de seus colaboradores, por exemplo.
Como todas as NRs, a NR32 pode ser resumida numa palavra – prevenção.  O investimento compensa e evita prejuízos  futuros, permitindo o surgimento de uma geração de trabalhadores mais saudáveis. O principal objetivo é eliminar o risco de acidentes do trabalho. E se o risco não puder ser eliminado, deve ser controlado, avaliado e administrado.
A observância às regras da NR32 não dispensa, contudo, o cumprimento de outras normas sobre o assunto. O descumprimento de normas de segurança e medicina do trabalho poderá ensejar a aplicação e o pagamento de multa imposta por fiscais do trabalho.
A norma   assegura até aqueles que não, necessariamente, sejam do ramo da saúde, como pessoal de manutenção normalmente entregues a terceiros, até os trabalhadores também normalmente terceirizados para limpeza e afins.
A  NR32   fixa  o alvo: É NECESSÁRIO QUE QUALQUER TRABALHADOR LIGADO ÁREA MÉDICO HOSPITALAR ( clínicas de forma geral, ambulatórios ,  consultórios  de forma geral ,  laboratório de  análise clínicas,  pesquisa  e obviamente os hospitais)  RECEBA  TREINAMENTO ESPECÍFICO –  OBRIGATÓRIO PARA SABER E CONHECER OS RISCOS A QUE ESTÃO SUBMETIDOS.
Estes treinamentos obrigatórios devem ser prestados por profissional habilitado e sua tramitação e conformidade são também asseguradas.
O ambiente de trabalho dos profissionais da saúde engloba todos os riscos biológicos possíveis e existentes, e muitas vezes esses riscos aparecem com diferente roupagem de acordo com a tarefa a que ele está vinculado.
Mais ainda,  trabalhador da saúde é um Ser Humano, daí estar exposto a todos os riscos ambientais existentes, além da evidente insalubridade biologica.


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Adornos NR 32

A norma prevê a proibição do uso de adornos pelos trabalhadores, principalmente aqueles que mantêm contato com agentes biológicos. Para a Comissão Tripartite Permanente Nacional, normatizadora da NR 32, são considerados adornos, para fins do item 32.2.4.5, letra “b”, alianças, anéis, pulseiras, relógios de uso pessoal, colares, brincos, broches, piercings expostos, gravatas e crachás pendurados com cordão. Confira:

32.2.4.5 – O empregador deve vedar:
b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho; a proibição do uso de adornos deve ser observada para todo trabalhador do serviço de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde expostos ao agente biológico, independente de sua função. O PPRA deve descrever as funções e os locais de trabalho onde haja exposição ao agente biológico, conforme previsto no item 32.2.2.1. Como já citado acima, são exemplos de adornos alianças e anéis, pulseiras, relógios de uso pessoal, colares, brincos, broches, piercings expostos. Esta proibição estende-se a crachás pendurados com cordão e gravatas.

Confira outras informações sobre a Norma Regulamentadora número 32.

www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_32.pdf  


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Aonde está a nanotecnologia?

Tudo nano?

 

Um nanômetro é um milhonésimo de um milímetro. Isso já é muito pequeno; átomos, os tijolos da matéria, são apenas dez vezes menor.

Nanomateriais em nosso mundo.

Nanomateriais em nosso mundo.

Nanotecnologia é a arte de saber utilizar, para nossos propósitos, estruturas com funções extremamente úteis e com tamanho entre 1 e 100 nanometros. A palavra saber é importante, senão até fazer manteiga seria nanotecnologia, como o leite contém incontáveis partículas nanométricas, mas esse conhecimento não é necessário para fabricar tal laticínio. As células de toda criatura viva é cheia de natureza nanométrica.

A tecnologia de nanopartículas é restrita a partículas sintéticas. Essa é a tecnologia com a maior importância econômica no momento. Partículas nanométricas são encontradas em tintas que destroem as partículas de odor, em instrumentos cirúrgicos que se mantém estéreis, em protetores solares que não deixam nossos narizes brancos, em tabletes que liberam seus princípios ativos instantaneamente. A palavra “nano” tem se tornado muito atraente para muitos gerentes de marketing, eles a escrevem em embalagens mesmo quando não há nada dentro.

Enquanto o ouro em uma aliança brilha amarelo, uma nanopartícula de ouro pode ter a cor de um copo de vinho tinto. Nesse caso, isso é resultado de conseqüências das leis da mecânica quântica, que possui diferentes regras para coisas pequenas. O ouro por ser um metal nobre é um material muito pouco reativo em escala macro, contudo, na forma de nanopartícula, pode ser cataliticamente ativo assim como a platina no conversor catalítico do automóvel.

O azul dessa antiga figura mexicana é um nanocomposto de uma argila porosa e um piguimento orgânico. O nanopigmento é hoje vendido como Mayacrom® e toma o lugar dos compostos com tóxicos metais pesados.

O azul dessa antiga figura mexicana é um nanocomposto de uma argila porosa e um piguimento orgânico. O nanopigmento é hoje vendido como Mayacrom® e toma o lugar dos compostos com tóxicos metais pesados.

Nanopartículas são mais reativas por razões geométricas, a superfície de contato da partícula aumenta proporcionalmente a medida que o tamanho da partícula diminui. A superfície atômica tende a fazer uso das suas possíveis ligações químicas com outros elementos. Por essa razão, algumas partículas têm de ser guardadas sob a atmosfera de gases inertes, sob o risco de, instantaneamente, reagir com os gases do ar e desaparecer. O pó nanométrico deve ser mantido em local seguro não só em por razões financeiras, mas também por razões de segurança no ambiente de trabalho. A alta proporção de superfície de contato dos nanomateriais e a grande proporção de ligações químicas insaturadas faz desses materiais ótimos para catálise – acelerar uma reação química sem consumir o catalisador.

Devido a grande reatividade das nanopartículas, elas tendem a se aglomerar, se agregando umas às outras. Elas devem ser estabilizadas para não perder as vantagens do tamanho nano. Por outro lado, devido a sua altíssima afinidade química, nanopartículas podem neutralizar umas as outras ao formar unidades maiores.


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NR 6

Não se torne um paciente, proteja-se!

Não se torne um paciente, proteja-se!

Equipamentos de Proteção Individual – EPI: Estabelece e define os tipos de EPI’s a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados, sempre que as condições de trabalho o exigirem, a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 166 e 167 da CLT.

 

6.1. Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora – NR, considera-se Equipamento de Proteção Individual – EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.1.1. Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.2. O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

Saiba mais sobre seus direitos!

Veja a norma completa:

http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentaDORAS/nr_06.pdf


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O que é atividade insalubre?

1. O que são atividades insalubres?

Atividades insalubres são aquelas que expõem os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites legais permitidos. Juridicamente, a insalubridade somente é reconhecida quando a atividade ou operação passa a ser incluída em relação baixada pelo Ministério do Trabalho.

2. Qual a conseqüência do exercício de trabalho em condições de insalubridade, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo MT, sobre o salário do empregado?

O empregado receberá, além do salário normal, um adicional correspondente à insalubridade, calculado em 40%, 20% ou 10% sobre o salário mínimo da região, conforme o grau de insalubridade.

3. Que são atividades perigosas?

A lei considera atividades ou operações perigosas todas aquelas que, pela natureza ou métodos de trabalho, coloquem o trabalhador em contato permanente com explosivos, eletricidade, materiais ionizantes, substâncias radioativas , ou materiais inflamáveis, em condições de risco acentuado.

4. Qual a percentagem correspondente ao adicional de periculosidade?

Para inflamáveis, explosivos e radiaçoes ionizantesa: 30% sobre o salário básico, excluídas gratificações, prêmios e participação nos lucros. Para eletricidade, de 30% sobre o salário recebido, no caso de permanência habitual em área de risco, desde que a exposição não seja eventual (pró-rata).

5. É possível ao empregado receber simultaneamente adicionais de insalubridade e periculosidade?

Não. A lei permite somente o pagamento de um dos dois, à escolha do empregado.

6. Como é feita a caracterização da insalubridade e da periculosidade?

A caracterização é feita por meio de perícia, a cargo do médico ou de engenheiro do trabalho, segundo as normas do MTE.

 

 


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Proteja-se

O profissional da saúde usa vestimentas de segurança desde o final do século XIX. A febre puerperal, a descoberta de microorganismos e o avanço de doenças contagiosas também colaboraram para uma conscientização da necessidade de proteção pelo vestuário para o trabalhador da saúde. Com a cor branca definida, para não esconder a mínima sujeira, o jaleco branco passa a ser definitivamente um símbolo de identificação do trabalhador da saúde. Infelizmente, o conceito de segurança por essa vestimenta encontra-se um tanto distorcido, o conceito agora desta vestimenta para muito profissionais e até instituições de ensino médico, é apenas uniformização. O que é um grande erro, a falta de cuidados com a vestimenta de segurança pode acarretar alguns acidentes de trabalho. Para o desenvolvimento deste produto foi necessário um amplo estudo do complexo ambiente de trabalho do profissional da saúde. As bactérias existem em todos os lugares, algumas nocivas outras essenciais, porém em ambiente de auxílio à saúde é onde se encontram maior número de microorganismos nocivos, entre eles bactérias multiresistentes a antibióticos. Ao analisar Mapas de Riscos de instituições de saúde fica claro a necessidade Equipamento de Proteção Individual em praticamente toda edificação de prestação de serviços à saúde.

Proteja-se, não se torne um paciente!


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