Segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde

Fonte: Anvisa

Confira: http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/home/servicosdesaude/!ut/p/c5/rZBNkqJAEIXP4gG0sih-rCVIAYUIrZaAtTHEZhhQBAMV9fRD76YjZro3nS8ycpGR-b14SKJB5_29LPbXsjnvTyhFUt_NXNNTjQDAjRgFHq0o3XBMwMUoQSmou3X1bPnr-FpV8PCFYLAWrF8EQxtyIQK3Xwf7_sqKx_rYPITwI3FUX7CgOHaWzDRtqJfb0cDa_sUC3ZoBd7VQ15YRQKR848RHsszqSX-oJzBRVZ0QrAxDIQqhxuBTfrr_x_ePPfynTPjmHqMtksYudpWpN3cxuL5hAWfCcyJwCA80JH4wqa9Zxo-yPuWqq5gSijWs63gIQUFJuIWH3fHeZsn9WGi5Ox0ffgdzrYw3XZuyze1JDufGZvQ6zUhDg9Q3bsZyy3OHpEHUjX0KVkpurXUtddlZC3HXbrZfQnTK3ypK1Tzr7U1FnLktruKWvBUOP5VLvqc4Widdcai4Op3XKyUO8_tRem1mZ92lid9pPZt6El-a1sQha552VSeZbMYSLhXpRyMUek2do7a-B5rPfoUfUs3RHzGmquc!/dl3/d3/L2dBISEvZ0FBIS9nQSEh/?pcid=ded14d0048639ad88c898d2bd5b3ccf0

A Anvisa coloca à disposição dos gestores, profissionais de saúde e demais interessados o Boletim Informativo sobre Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde, com dados, informações e o conteúdo do Plano Nacional para Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde.

Introdução

Atualmente, a melhoria da segurança do paciente e da qualidade da assistência à saúde tem recebido atenção especial em âmbito global.
No campo relacionado com a assistência à saúde, Donabedian (Donabedian,
1978) definiu qualidade como “a obtenção dos maiores benefícios com os menores riscos ao paciente e ao menor custo”, focando na tríade de gestão de estrutura, processo e resultado (Donabedian, 1986).
Apesar de Hipócrates ter afirmado, há mais de dois mil anos, “primeiro, não cause dano”, até recentemente os eventos adversos, os erros e os incidentes associados à assistência à saúde eram considerados inevitáveis ou reconhecidos como um ato realizado por profissionais mal treinados.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que esses danos ocorram em dezenas de milhares de pessoas todos os anos em diversos países. Dados do
Instituto de Medicina/EUA indicam que erros associados à assistência à saúde causam entre 44.000 e 98.000 disfunções a cada ano nos hospitais dos Estados
Unidos (Kohn et al., 2000). Na Europa, os estudos realizados sobre a Qualidade da Atenção Hospitalar mostraram que um a cada dez pacientes nos hospitais
europeus sofrem danos evitáveis e eventos adversos ocasionados durante a assistência recebida. Segundo Gallotti, 50 a 60% dos eventos são evitáveis (Gallotti, 2004).
Esses danos podem ser incapacitantes, com sequelas permanentes, além de levar ao aumento do custo e da permanência hospitalar e, até mesmo, resultar em morte prematura como consequência direta das práticas em saúde inseguras (WHO, 2008).
Entre as várias iniciativas relacionadas à segurança do paciente, o marco de confluência do movimento mundial foi a publicação do relatório sobre erros relacionados com a assistência à saúde, Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro, To err is human: building a safer healh system, em 1999.
Atualmente, o movimento para a segurança do paciente substitui “a culpa e a vergonha” por uma nova abordagem, a de “repensar os processos assistenciais”, com o intuito de antecipar a ocorrência dos erros antes que
causem danos aos pacientes em serviços de saúde. Assim, já que o erro é uma condição humana, deve-se tirar o maior proveito desta condição, sempre conhecendo, aprendendo e prevenindo erros nos serviços de saúde.
Entretanto, os profissionais de saúde respondem aos Conselhos pelos atos de negligência, imperícia e imprudência, o que também tem um papel importante na criação de uma cultura de responsabilidade.
Neste contexto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa/MS), por meio da Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde (GGTES) vem
instituindo uma sequencia ordenada de atividades voltadas para a segurança do paciente e da qualidade em serviços de saúde.

Metas e Desafios Globais para a Qualidade e Segurança do Paciente

A preocupação com a qualidade do cuidado e com a segurança do paciente em serviços de saúde tem sido uma questão de alta prioridade na agenda da OMS, refletindo na agenda política dos Estados-Membros, desde 2000.
Um marco importante nesse sentido se deu em outubro de 2004, quando a OMS lançou
formalmente a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente por meio de Resolução na 57a
Assembléia Mundial da Saúde, recomendando aos países maior atenção ao tema Segurança do Paciente.
Esta Aliança tem como objetivo despertar a consciência e o comprometimento político para
melhorar a segurança na assistência, além de apoiar os países no desenvolvimento de políticas públicas e práticas para segurança do paciente em todo o mundo.
Desde então, na América Latina, os países vêm se articulando para cumprir as ações previstas na Aliança Mundial para a Segurança do Paciente.
Diante disso, os países devem efetivar o compromisso político, lançando planos, gerando alertas sobre aspectos sistêmicos e técnicos e realizar iniciativas que concorram para a garantia da segurança dos pacientes com base nas metas internacionais para a segurança do paciente.

Áreas de ação do Programa Segurança do Paciente da OMS.

Área de ação 1

O Desafio Global para a Segurança do Paciente pressupõe comprometimento e ações em segurança do
paciente para minimização de risco em todos os países. Em 2005, foi lançado o primeiro Desafio Global para a Segurança do Paciente, focado na prevenção e redução de IRAS, com o tema Uma Assistência Limpa é uma Assistência mais Segura. Em 2007, o segundo Desafio Global de Saúde do Paciente teve foco na segurança cirúrgica, com o tema Cirurgia Seguras salvam Vidas.

Área de ação 2

Pacientes pela Segurança do Paciente asseguram que a voz do paciente esteja no centro do
movimento pela saúde do paciente em todo o mundo.

Área de ação 3

Pesquisa em Segurança do Paciente envolve pesquisas internacionais para o conhecimento da natureza do dano ao paciente e desenvolvimento de ferramentas de prevenção.

Área de ação 4

Taxonomia/Classificação Internacional para Segurança do Paciente desenvolve um sistema
internacionalmente aceito de classificação da informação em segurança do paciente, promovendo
efetivo aprendizado global.

Área de ação 5

Relato e Aprendizagem promovem ferramentas valiosas de notificação, análise, investigação e abordagens que identificam fontes e causas de riscos, propiciando a realização de ações de aprendizado e prevenção de eventos adversos.

Área de ação 6

Soluções para Segurança do Paciente tratam de intervenções e ações práticas para prevenção de dano ao paciente.

Área de ação 7

Alto 5S difunde boas práticas para a mudança organizacional, clínica e de equipe, como: cuidados no
preparo de soluções concentradas de eletrólitos; controle da medicação nas transições de cuidado;
realização de procedimentos corretos nos sítios corretos; prevenção de falhas de comunicação durante
a passagem de plantão; prevenção e redução de IRAS.

Área de ação 8

Tecnologia para segurança do paciente foca na utilização de novas tecnologias para promoção da segurança do paciente.

Área de ação 9

Gerenciando conhecimento irá reunir e compartilhar conhecimentos sobre a evolução mundial da
segurança do paciente.

Área de ação 10

Eliminando infecção da corrente sanguínea associada a cateter central concentrará esforços mundiais
para ações de prevenção, controle e eliminação deste tipo de infecção em serviços de saúde.
Área de ação 11 Educação para cuidado seguro desenvolve guias curriculares para estudantes da área da saúde, voltados para a segurança do paciente.

Área de ação 12

Prêmio de segurança envolverá prêmios internacionais de excelência no campo da segurança do paciente, impulsionando mudança e melhoria nesta área.

Área de ação 13

Checklists para a área da saúde vem desenvolvendo outras listas de verificação de segurança em serviços de saúde (após averiguação do sucesso da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica na diminuição da morbidade e mortalidade de pacientes, tais como: check-lists para Influenza A (H1N1), parto seguro e segurança do recém-nascido.

(http://www.who.int/patientsafety/about/programmes/en/index.html)

Cientistas falam sobre bactérias resistentes

Congresso discute mobilização de pesquisadores para combater organismos, que vêm se multiplicando perigosamente
E.coli é um exemplo de bactéria resistente / Caroline Seidel/ AFPE.coli é um exemplo de bactéria resistenteCaroline Seidel/ AFP

Da Redação, com AFP noticias@band.com.br

O crescente aumento em todo o planeta de bactérias multirresistentes aos antibióticos e a mobilização dos pesquisadores para enfrentá-las estão no centro do principal congresso sobre doenças infecciosas (ICAAC), reunido neste fim de semana em Chicago.

“A resistência aos antibióticos no mundo é claramente o tema da atualidade, já que se pode observar em todas as partes a mesma coisa, infecções por bactérias cada vez mais resistentes” e mais frequentemente fora do meio hospitalar, explica à AFP o médico Laurent Poirel, infectologista francês do Hospital de Kremelin-Bicêtre, perto de Paris.

Vários trabalhos sobre estes problemas são apresentados no 51º Congresso da ICAAC que reúne 9.000 participantes, entre eles 6.000 pesquisadores, até a próxima terça-feira.

“Se algo rápido não for feito logo, se perderá a guerra contra a multirresistência microbiana, o que abriria a porta para a próxima pandemia”, adverte o médico Jean Cardet, consultor da Organização Mundial da Saúde, que lançou uma iniciativa em abril contra este fenômeno e propõe um uso moderado dos antibióticos.

E.coli e outros

Cardet faz referência à bactéria Eceh (E.coli), responsável pela morte de 51 pessoas neste ano na Europa, sobretudo na Alemanha, e que era ultrarresistente, assim como a superbactéria NDM-1 (New Delhi metalo-lactasa), uma ameaça persistente.

De fato, trata-se de um gene na bactéria que produz este tipo de enzima capaz de destruir os antibióticos, um mecanismo observado em outros micróbios.

Este médico destaca que é preciso distinguir entre as bactérias chamadas gram-positivas, como o estafilococo dourado, e as gram-negativas, tais como o E.coli, a salmonela e a pseudomona. Estas últimas representam 60% de todas as infecções e são estas em particular que o atual arsenal de antibióticos tem dificuldades de combater.

Fonte: http://www.band.com.br/

Estudo reforça risco de contaminação em jalecos

A polêmica envolvendo o uso de jalecos por médicos e funcionários de saúde fora do ambiente hospitalar ganhou novo impulso. Um estudo publicado na edição de setembro do American Journal of Infection Control concluiu que germes perigosos podem se esconder nos uniformes de médicos e enfermeiras.

Pesquisadores do Shaare Zedek Mecical Centerin de Jerusalém fizeram culturas de três manchas de uniformes de 75 enfermeiras e 60 médicos trabalhando num hospital com 550 leitos. Patógenos potenciais (conhecidos também como agentes infecciosos ou germes) foram encontrados em 63% dos uniformes. Também foram encontradas bactérias resistentes a antibióticos em amostras de 14% dos uniformes das enfermeiras e 6% dos uniformes dos médicos. Oito das culturas se desenvolveram como Estafilococos aureus resistentes à meticilina.

Não foram observadas diferenças substanciais entre os uniformes de médicos e os das enfermeiras ou entre as equipes dos departamentos médicos e cirúrgicos. No entanto, a taxa de contaminação com patógenos resistentes a antibióticos foi maior em roupas que eram trocadas a cada dois dias, em relação às trocadas diariamente.

Não lavar as mãos com frequência pode contribuir para a propagação da bactéria, disseram os autores do estudo, acrescentando que ela pode ser transmitida a pacientes por outros meios e não apenas pela roupa. Observaram também que, embora muitos médicos e enfermeiras que contribuíram para o estudo achassem que seus uniformes estavam perfeitamente limpos, nem sempre esse era o caso.

“É importante colocar os resultados do estudo numa perspectiva”, disse Russell Olmsted, presidente da Associação de Profissionais de Controle de Infecções e Epidemiologia. “Qualquer roupa que seja usada por humanos ficará contaminada por micro-organismos. A pedra angular da prevenção contra infecções continua sendo a higiene das mãos para evitar o movimento dos micróbios dessas superfícies para os pacientes.”

Os autores notaram que lavar a mão mais vezes ajuda no controle das bactérias nos uniformes, assim como a troca de uniformes limpos diariamente e a lavagem adequada da roupa. Os autores mencionaram ainda que jalecos de manga curta também podem oferecer uma proteção extra. / LOS ANGELES TIMES

PARA LEMBRAR
Lei de SP prevê multa de R$ 174
O uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho está proibido no Estado de São Paulo desde junho, quando a lei foi publicada no Diário Oficial do Estado. A infração está sujeita à multa – estipulada em 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, ou seja, R$174,50, atualmente. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

Fonte: http://www.amb.org.br/

Relatório do CRM de São Paulo aponta falhas no controle de infecção hospitalar

Mais de 90% dos hospitais não seguem regras de monitoramento.
Resultado é aumento de problemas após cirurgias e risco para doentes.

Luis Fernando Correia

Um trabalho realizado em conjunto pelo CRM de São Paulo e pelo Ministério Público Estadual expôs a situação do controle de infecções nos hospitais brasileiros. Em visitas a hospitais escolhidos aleatoriamente, foram avaliadas a presença e o funcionamento das Comissões de Controle de Infecções Hospitalares nas unidades de saúde.

 A infecção hospitalar é classificada como quadro infeccioso adquirido durante uma internação hospitalar. Seu diagnóstico geralmente é feito durante a permanência no hospital, mas também pode ser feito após a alta. A legislação brasileira determina que os hospitais devem criar e manter comissões para controle das infecções e programas para gerenciar o problema.

As inspeções mostraram que em 92% dos hospitais os programas de controle não atendiam todos os pontos previstos na lei. Entre os problemas detectados estão a falta de treinamento dos profissionais e a falta de controle do uso dos antibióticos.

Essas falhas são reflexo de outro aspecto revelado pela pesquisa: 19% das unidades de saúde não tinham comissões de controle de infecções formalizadas ou sequer existentes. Nos restantes 62% dos casos, as comissões não atendiam a todas as indicações da legislação. O resultado é a falta de lavagem de mãos corretamente feita pelos profissionais que estão cuidando dos pacientes. Faltam orientação aos parentes e às pessoas que visitam o hospital, bem como o controle de materiais que muitas vezes são esterilizados sem seguir as diretrizes técnicas.

As infecções hospitalares geram 25% em custos adicionais aos hospitais a cada ano. Estima-se que possam ocorrer mais de 45 mil óbitos por infecções hospitalares, um aumento de 5% nas taxas de mortalidade do país. As infecções hospitalares prolongam internações, provocam o retorno de pacientes após a alta e aumentam os custos do sistema de saúde como um todo.

Apesar das normas legais existentes, a pesquisa em São Paulo mostrou que sua implementação não é simples. Uma solução pode estar nos processos de acreditação hospitalar. As unidades de saúde que buscam a certificação por agências independentes têm de estabelecer e seguir protocolos que auxiliam a prevenção das infecções hospitalares. Apesar das inspeções terem atingidos 158 hospitais públicos e privados do estado de São Paulo, a realidade observada pode ser entendida como sendo melhor do que a situação em todo o país, já que estamos falando do estado mais rico da federação.

 Luis Fernando Correia é médico e apresentador do “Saúde em Foco”, da CBN.

Fonte:  G1

Pacientes morrem de ‘hierarquia’ nos hospitais dos EUA, critica médico

Especialista Peter Pronovost trabalha em segurança hospitalar.
Dar mais autonomia à enfermagem reduz taxa de erro, defende.

Claudia Dreifus Do ‘New York Times’

 

Foto: Chris Hartlove/The New York Times

Peter Pronovost é diretor medico do Grupo de Pesquisa de Qualidade e Segurança do Hospital John Hopkins (Foto: Chris Hartlove/The New York Times)

 

  • AspasA palavra ‘erro’ nunca foi pronunciada, mas estava implícita. A medicina tem de ser melhor que isso”

Peter Pronovost, 45 anos de idade, é diretor medico do Grupo de Pesquisa de Qualidade e Segurança do Hospital John Hopkins em Baltimore (EUA), o que significa que ele lidera a busca daquela instituição por formas mais seguras de cuidar dos pacientes. Ele também viaja pelo país, prestando consultoria em hospitais sobre medidas inovadoras de segurança.

 

NYT – O que o fez começar sua cruzada pela segurança hospitalar?

 

Peter Pronovost – Meu pai morreu de câncer aos 50 anos. Ele tinha um linfoma, mas tinha recebido o diagnóstico de leucemia. Quando era estudante de medicina do primeiro ano aqui na John Hopkins, levei meu pai a um de nossos especialistas para uma segunda opinião. O especialista disse: “Se você tivesse vindo antes, seria elegível para um transplante de medula óssea, mas o câncer já está muito avançado.”

 

  • AspasTivemos uma criança que morreu de desidratação, uma doença do terceiro mundo, num dos melhores hospitais do mundo”

A palavra “erro” nunca foi pronunciada, mas estava implícita. Fiquei arrasado, com raiva dos clínicos e de mim mesmo. Eu pensava: “A medicina tem de ser melhor que isso.”

 

Alguns anos depois, quando eu já era médico, depois de obter um doutorado em segurança hospitalar, conheci Sorrel King, cuja filha de 18 meses, Josie, tinha morrido no Hopkins de infecção e desidratação após a inserção de um cateter.

 

  • AspasInfecções hospitalares não são como uma doença sem cura”

A mãe e os enfermeiros tinham percebido que a menininha estava com problemas. Mas alguns médicos encarregados de seus cuidados não ouviam. Então, tivemos uma criança que morreu de desidratação, uma doença do terceiro mundo, num dos melhores hospitais do mundo. Muitas pessoas aqui ficaram atormentadas com isso. E a autocrítica que se seguiu fez com que fosse possível para mim realizar novas pesquisas sobre segurança e pressionar por mudanças.

 

NYT – O que exatamente havia de errado?

 

Peter Pronovost – Assim como em muitos hospitais, tivemos um trabalho em equipe disfuncional por causa de uma cultura excessivamente hierárquica. Quando as confrontações ocorriam, o problema raramente era enquadrado de forma a buscar o melhor para o paciente. Era assim: “Eu estou certo. Sou mais experiente que você. Não me diga o que fazer.” Com a causa da morte de Josie King (infecção após inserção de cateter), nossos índices eram altíssimos: cerca de 11 em mil, o que, na época, nos colocava entre os piores 10% do país.

 

  • AspasQuando as confrontações ocorriam, o problema raramente era enquadrado de forma a buscar o melhor para o paciente. Era assim: ‘Sou mais experiente que você. Não me diga o que fazer'”

Cateteres são inseridos nas veias próximas do coração antes de grandes cirurgias, na UTI, para quimioterapia e diálise. O Centro de Controle de Doenças calcula que 31 mil pessoas por ano morrem de infecções no sangue contraídas em hospitais dessa forma. Então eu pensei: “Isso pode ser impedido. Infecções hospitalares não são como uma doença sem cura. Vamos tentar fazer um check list que padronize o que os clínicos fazem antes do cateterismo.”

 

Eu achava que, se pegássemos as medidas de segurança mais importantes e encontrássemos alguma forma de torná-las uma rotina, o cenário poderia ser alterado. O check list que desenvolvemos foi simples: lavar as mãos, limpar a pele com chlorhexidina, evitar colocar cateteres na virilha, cobrir o paciente e a si mesmo enquanto insere o cateter, manter um campo esterilizado, e se perguntar todos os dias se os benefícios do cateterismo são maiores que os riscos.

 

NYT – Lavar as mãos? Os médicos não já fazem isso automaticamente?

 

Peter Pronovost – Estimativas nacionais dão conta de que nós lavamos as mãos de 30% a 40% das vezes. Em hospitais que estão trabalhando para melhorar seu desempenho de segurança, o número chega a 70%. Mas isso significa que, em 30% das vezes, os profissionais não estão lavando as mãos.


Na média dos EUA, os médicos lavam as mãos no trabalho de 30% a 40% das vezes


No Hopkins, testamos a ideia do check list na unidade de tratamento intensivo cirúrgico. Ajudou, embora ainda seja necessário fazer mais para diminuir os índices de infecção. Precisamos garantir que os suprimentos – desinfetante, panos, cateteres – estejam próximos e à mão.

 

  • AspasDissemos: ‘Enfermeiros, vocês devem garantir que os médicos lavem as mãos. Se eles não lavarem, vocês estão autorizados a interromper o procedimento'”

Observamos que esses itens eram armazenados em oito lugares diferentes dentro do hospital; por isso, nas emergências, as pessoas muitas vezes “pulavam” passos. Assim, reunimos todo o material necessário e o colocamos juntos num carrinho acessível. Designamos uma pessoa para ficar responsável pelo carrinho e sempre garantir que ele esteja abastecido. Também instituímos supervisores para garantir que o check list estava sendo seguido.

 

Dissemos: “Médicos, sabemos que vocês são pessoas ocupadas e às vezes se esquecem de lavar as mãos. Então, enfermeiros, vocês devem garantir que os médicos o façam. Se eles não o fizerem, vocês estão autorizados a interromper o início de um procedimento.”

 

NYT – E o que aconteceu?

 

Peter Pronovost – Você ia achar que eu tinha começado a Terceira Guerra Mundial! Os enfermeiros disseram que não era parte do trabalho deles monitorar os médicos; os médicos disseram que nenhum enfermeiro interromperia o início de um procedimento. Eu disse: “Médicos, sabemos que não somos perfeitos e que podemos esquecer importantes medidas de segurança. Enfermeiros, como vocês podem permitir que um médico comece sem ter lavado as mãos?”

 

Disse aos enfermeiros que eles poderiam me mandar mensagem de celular de dia ou de noite, que eu os apoiaria. Em quatro anos conseguimos reduzir os níveis de infecção a quase zero na UTI.

 

Então, levamos isso a 100 UTIs de 70 hospitais de Michigan. Medimos suas taxas de infecção, implementamos o check list, trabalhamos para obter uma cultura de mais cooperação, para que os enfermeiros pudessem falar. De novo, reduzimos as taxas a quase zero. Estamos motivando hospitais de todo o país a implementar sistemas de check list similares.

 

NYT – Você sustenta que os hospitais podem reduzir taxas de erro ao dar mais autonomia aos enfermeiros. Por quê?

 

Peter Pronovost – Porque, em todos os hospitais dos Estados Unidos, pacientes morrem de hierarquia. Pela forma como os médicos são treinados, o domínio experimental é visto como ameaçador e pouco importante. Mas uma enfermeira ou membro da família pode estar com um paciente 12 horas por dia, enquanto um médico só aparece por cinco minutos.

 

  • AspasUma enfermeira pode estar com um paciente 12 horas por dia, enquanto um médico só aparece por cinco minutos”

Quando comecei a trabalhar nisso, observei as alegações de responsabilidade de eventos que poderiam ter matado um paciente ou que realmente mataram, em vários hospitais – incluindo o Hopkins. Eu perguntei: “Em quantos desses eventos alguém sabia que algo estava errado e não falou, ou falou e não foi ouvido?”

 

Até mesmo eu, médico, já passei por isso. Uma vez, durante uma cirurgia, estava administrando anestesia e podia ver que o paciente estava desenvolvendo os sinais clássicos de uma reação alérgica com risco de morte.

 

Disse ao cirurgião: “Acho que isso é alergia a látex, por favor, mude as luvas.” “Não é”, ele disparou, recusando-se a fazê-lo. Então eu disse: “Me ajude a entender como você está enxergando a situação. Se eu estiver errado, eu só vou estar errado. Mas, se você estiver errado, você vai matar o paciente.” Eu não poderia deixar o paciente morrer porque o cirurgião e eu não estávamos nos entendendo.

 

Pedi à instrumentista que telefonasse para o reitor da faculdade de medicina, que eu sabia que me apoiaria. Quando ela estava prestes a telefonar, o cirurgião me xingou e finalmente tirou as luvas de látex.

 

NYT – O que os pacientes podem fazer para se proteger de erros em hospitais?

 

Peter Pronovost – Eu diria que um paciente pode fazer a seguinte pergunta: “Qual a taxa de infecção do hospital?” Se esse número for alto ou o hospital disser que não sabe, você deve sair correndo. Em qualquer caso, você também deve perguntar se eles usam um sistema de check list.

 

Quando você já for paciente internado do hospital, pergunte: “Será que eu realmente preciso desse cateter? Estou recebendo benefícios o suficiente para compensar os riscos?” A qualquer pessoa que lhe tocar, pergunte: “Você lavou as mãos?” Parece tolice, mas você tem de ser seu próprio protetor.

 

* A editora americana Hudson Street Press lançou recentemente o livro “Safe Patients, Smart Hospitals: How One Doctor’s Checklist Can Help Us Change Health Care from the Inside Out”, escrito por Peter Pronovost e Eric Vohr.

 

Tradução de Gabriela d’Ávila

Fonte: G1

Bactéria E. coli consegue sobreviver por vários meses em sedimentos subaquáticos

Estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos podem ajudar a identificar fontes potenciais de contaminação da água

Pesquisa foi desenvolvida no U.S. Department of Agriculture (USDA) dos Estados Unidos

Cientistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) descobriram que a presen?a de pat?genos de Escherichia coli em ?guas da superf?cie pode resultar da capacidade do microrganismo de sobreviver por meses em sedimentos subaqu?ticos. A maioria das estirpes de E. coli n?o causa doen?a, mas s?o organismos indicadores utilizados para avaliar a qualidade de ?gua e estimar a contamina??o fecal. A descoberta pode ajudar a identificar fontes potenciais de contamina??o da ?gua.

Estudos de laborat?rio realizados pelo pesquisador Yakov Pachepsky e seus colegas sugerem que cepas n?o-patog?nicas de E. coli podem sobreviver muito mais tempo em sedimentos debaixo d’?gua do que na coluna de ?gua em si, e fornecem a primeira evid?ncia de que E. coli pode sobreviver a v?rias esta??es nesse sedimento.

Os resultados tamb?m indicaram que os pat?genos viveram mais tempo quando os n?veis de carbono org?nico e part?culas de sedimento fino foram maiores. Al?m disso, quando os n?veis de carbono org?nico foram maiores, a temperatura da ?gua era menos propensa a afetar as taxas de sobreviv?ncia das bact?rias.

Os pesquisadores tamb?m coletaram tr?s anos de dados sobre vaz?o, tempo e n?veis de E. coli na ?gua e nos sedimentos de um c?rrego, na Pensilv?nia, alimentado por diversos afluentes menores. Ent?o, eles usaram as informa??es para calibrar o Soil and Water Assessment Tool (SWAT), um modelo desenvolvido por cientistas que prev? como pr?ticas agr?colas afetam a qualidade da ?gua em escala de bacias hidrogr?ficas.

Os dados resultantes indicaram que o escoamento de pastagem contribuiu para n?veis de E. coli em c?rregos pr?ximos apenas durante temporadas de cheias.

Echerichia Coli

Image via Wikipedia

E. Coli na Europa: Evidências Genéticas Mostram que a Super-Bactéria Foi Criada em Laboratório

Enquanto jogam a culpa de um lado para o outro na europa, onde uma cepa super resistente da bactéria Escherichia Coli (e. coli) está deixando as pessoas doentes e enchendo os hospitais na Alemanha, quase ninguém está falando sobre como a E. coli poderia magicamente ter se tornado resistente a oito diferentes classes de antibióticos e de`repente começado a aparecer no fornecimento de alimentos.

Esta variação particular de E.coli é parte da cepa O104 e esta cepa quase nunca é resistente a antibióticos. Para que elas possam adquirir esta resistência, elas devem ser repetidamente expostas a antibióticos a fim de exercer  uma “pressão de mutação“, que as leva direção à imunidade completa contra os antibióticos.

Então, se você está curioso sobre as origens de tal cepa, você poderia basicamente fazer uma engenharia reversa do código genético da E. coli e determinar com bastante precisão a quais antibióticos ela foi exposta durante o seu desenvolvimento. Este trabalho já foi feito (leia mais abaixo), e quando você analisa a decodificação genética desta linhagem O104 que agora ameaça os consumidores de alimentos em toda a europa, um retrato fascinante emerge de como ela pode ter sido criada.

O Código Genético Revela a História

Quando os cientistas no Instituto Robert Koch da Alemanha decodificaram a composição genética da linhagem O104, eles descobriram que ela é resistente a todas
as seguintes classes e combinações de antibióticos:

• Penicilinas
• Tetraciclina
• Ácido nalidíxico
• Cotrimoxazol
• Cefalosporina
• Amoxicilina / ácido clavulânico
• Piperacilina-Sulbactam sódico
• Piperacilina-tazobactam

Além disso, esta linhagem O104 possui uma capacidade de produzir enzimas especiais que lhe dão o que poderia ser chamado de “superpoderes bacterianos“, conhecida tecnicamente como ESBLs:

Beta-lactamases de Espectro Estendido (ESBLs) são enzimas que podem ser produzidas por bactérias tornando-as resistentes às cefalosporinas, como por exemplo: cefuroxima , cefotaxima e ceftazidima – que são os antibióticos mais utilizados em muitos hospitais“, explica a Agência de Proteção à Saúde do Reino Unido.

Além disso, esta linhagem O104 possui dois genes, o –TEM-1 e o CTX-M-15–, que “têm feito os médicos tremerem desde a década de 1990“,  reportou o jornal londrino The Guardian. E por que é que elas fazem os médicos estremecerem? É porque elas são tão mortais que muitas das pessoas infectadas com estas bactérias são vítimas de falha dos órgãos críticos e simplesmente morrem.

Criando uma Super-bactéria Mortal

Então como exatamente que uma bactéria aparece do nada, que é resistente a mais de uma dúzia de antibióticos em oito diferentes classes de medicamentos e ainda apresenta duas mutações de genes letais, além de capacidades da enzima ESBL?

Há realmente apenas uma maneira de isso acontecer : você precisa expor essa cepa de E. coli a todas as oito classes de antibióticos. Normalmente, isso não é feito ao mesmo tempo, é claro: você primeiro precisa expô-la à penicilina e encontrar as colônias de sobreviventes que são resistentes à penicilina. Você então pega essas colônias sobreviventes e as expôe à tetraciclina. As colônias sobreviventes são resistentes à penicilina e tetraciclina. Em seguida, as expôe a um medicamento à base de sulfa e recolhe as colônias sobreviventes, e assim por diante. É um processo de seleção genética feita em laboratório, com um resultado desejado bem específico. Trata-se essencialmente como algumas armas biológicas são projetadas pelo Exército dos EUA em seu laboratório em Ft. Detrick, Maryland.

Embora o processo seja mais complicado do que isto, a conclusão é que a criação de uma cepa de E. coli que seja resistente a oito tipos de antibióticos requer repetidas e consistentes exposições a esses antibióticos. É praticamente impossível imaginar como isso poderia acontecer de forma espontânea no mundo natural. Por exemplo, se esta bactéria teve origem nos alimentos (como nos disseram), então onde é que ela adquiriu toda esta resistência aos antibióticos dado o fato que os antibióticos não são utilizados em vegetais?

Ao considerar a evidência genética que agora nos confronta, é difícil imaginar como isso poderia acontecer naturalmente. Embora a resistência a um antibiótico seja comum, a criação de uma cepa da E. coli que seja resistente a oito diferentes classes de antibióticos em conjunto simplesmente desafia as leis de permutação e combinação genética na natureza. Simplificando, esta cepa de super-bactéria E. coli não poderia ter sido criada na natureza. O que nos deixa com apenas uma explicação de onde ela realmente veio: um laboratório.

Tríade Hegeliana: Problema, Reação, Solução

As evidências apontam agora que esta cepa mortal da E.coli foi projetada em laboratório, e em seguida, foi liberada no abastecimento de alimentos ou de alguma forma escapou de um laboratório e entrou na cadeia alimentar inadvertidamente. Se você não concordar com essa conclusão, então você é forçado a concluir que esta super-bactéria octobióticas (imune a oito classes de antibióticos) se desenvolveu de forma aleatória por si só… e esta conclusão é muito mais assustadora do que a explicação da “bioengenharia” porque significa que super-bactérias octobióticas podem simplesmente aparecer em qualquer lugar a qualquer momento, sem justa causa. E esta seria com certeza uma teoria mirabolante.

Minha conclusão realmente faz mais sentido: Esta cepa de E. coli foi quase certamente criada em laboratório, e em seguida liberada no fornecimento de alimentos com uma finalidade específica. E qual seria o seu propósito?

É a velha tríade novamente sendo utilizada aqui: problema, reação e solução, conhecida também como dialética hegeliana. Primeiro causam um problema (a cepa mortal da bactéria E. coli no fornecimento de alimentos). Então, aguardam a reação do público (enorme clamor pois a população está aterrorizada pela E.coli). Em resposta a isso, decretam a sua solução desejada (o controle total sobre o abastecimento global de alimentos e interdição de brotos crus, leite cru e vegetais crus).

É disso que se trata, é claro. A FDA baseou-se no mesmo fenômeno nos EUA, ao empurrar para o seu recente “Ato de Modernização da Segurança Alimentar“, que basicamente criminaliza as pequenas fazendas orgânicas familiares ao menos que elas lambam as botas dos reguladores da FDA. A FDA foi capaz de esmagar a liberdade de agricultura nos EUA, pegando carona no medo generalizado que seguiu os surtos de E.coli no abastecimento de alimentos dos EUA. Quando as pessoas têm medo, lembre-se, não é difícil fazê-las concordar com quase qualquer tipo de tirania regulamentar. E fazer as pessoas ficarem com medo de sua comida é uma questão simples… basta o governo enviar algumas notas pela sua acessoria de imprensa por e-mail à mídia corporativa afiliada.

Primeiro Proibem a Medicina Natural e Depois Atacam o Abastecimento de Alimentos

Agora, lembre-se: tudo isso está acontecendo na esteira da proibição de ervas medicinais e suplementos nutricionais na União Européia a proibição que descaradamente criminaliza terapias nutricionais que ajudam a manter as pessoas saudáveis e livres de doenças. Agora que todas estas ervas e suplementos estão proibidos, o próximo passo é fazer com que as pessoas fiquem também com medo de vegetais frescos. Isso porque os vegetais frescos são medicinais, e enquanto o público tiver direito a comprar vegetais frescos, poderão sempre evitar doenças.

Mas se você pode fazer as pessoas terem medo de vegetais frescos, ou até mesmo proibi-los totalmente, então você pode forçar a população inteira a uma dieta de alimentos mortos e  processados, que promovem doenças degenerativas e impulsionam os lucros das poderosa companhias farmacêuticas.

É tudo parte da mesma agenda, você verá: manter as pessoas doentes, negar-lhes acesso às ervas medicinais e suplementos, e em seguida, lucrar em cima do seu sofrimento nas mãos dos cartéis de drogas globais.

É claro que os transgênicos também desempenham um papel semelhante nesta história inteira: Eles são projetados para contaminar o abastecimento de alimentos com o código genético que causa infertilidade generalizada entre os seres humanos. E aqueles que são de alguma forma capazes de se reproduzir após a exposição aos transgênicos continuam a sofrer de doenças degenerativas que enriquece as empresas farmacêuticas durante os “tratamentos”.

Você se lembra qual país foi alvo da E.coli recentemente? A Espanha. Por que a Espanha? Você deve se lembrar que os cabos que vazaram do Wikileaks revelaram que a Espanha resistiu à introdução de transgênicos no seu sistema agrícola, mesmo quando o governo dos EUA veladamente ameaçou com retaliação política por sua resistência. Esta falsa culpa da Espanha pelas mortes causadas pelo E. coli é provavelmente a retaliação pela falta de vontade da Espanha de saltar no “trem” dos transgênicos.

Essa é a verdadeira história por trás da devastação econômica dos agricultores de vegetais da Espanha. É um dos sub-roteiros que estão sendo seguidos paralelamente a este esquema da super-bactéria escherichia coli.

Alimentos como Armas de Guerra – Criados pela Indústria Farmacêutica?

Aliás, os culpados mais prováveis de terem criado esta cepa de E. coli são os grandes laboratórios farmacêuticos. Quem mais tem acesso a todos os antibióticos e os equipamentos necessários para gerenciar as mutações provocadas potencialmente a milhares de colônias de E.coli? As companhias farmacêuticas estão numa posição única para tanto executar esta tarefa quanto também lucrar com isso. Em outras palavras, eles têm os meios e as motivações para executar tais ações.

Além das empresas de remédios, talvez apenas os reguladores de doenças infecciosas têm este tipo de capacidade laboratorial. O CDC, por exemplo, provavelmente conseguiria fazer isto se eles realmente quisessem.

A prova de que alguém criou esta cepa de E. coli através de bioengenharia está escrita no DNA da bactéria. Isto é evidência forense, e o que isto revela não pode ser negado. Esta cepa foi submetida a repetida e prolongada exposição a oito diferentes classes de antibióticos, e depois de alguma forma conseguiram fazer com que ela aparecesse no abastecimento de alimentos. Como você consegue fazer isto se não for através de um planejamento bem feito realizado por cientistas desonestos? Não existe tal coisa como “mutação espontânea” para uma cepa que é resistente às 8 mais potentes classes de antibióticos que são vendidos pela indústria farmacêutica nos dias de hoje. Tais mutações têm que ser deliberadas.

Mais uma vez, se você não concordar com essa conclusão, então o que você está dizendo é que não, que isto não foi feito deliberadamente… aconteceu acidentalmente! E novamente, eu estou dizendo que é ainda mais assustador! Porque isso significa que a contaminação por antibióticos do nosso mundo agora está em um nível tão extremo de exagero que uma cepa de E. coli na natureza pode ser saturada com oito diferentes classes de antibióticos ao ponto em que se transforma naturalmente em uma super-bactéria mortal. Se as pessoas acreditam nisto, então isso é uma teoria mais assustadora do que a explicação da bio-engenharia!

Uma Nova Era Começou: Armas Biológicas na sua Comida

Mas em ambos os casos, não importa o que você acredita, a verdade simples é que o mundo está enfrentando uma nova era global de novas estirpes de bactérias que não podem ser tratadas com qualquer farmacêutico conhecido. Elas podem , é claro, ser facilmente mortas com prata coloidal, que é exatamente a razão da FDA e os reguladores de saúde terem atacado violentamente as empresas de prata coloidal por todos estes anos: eles não podem deixar o público ter em suas mãos antibióticos naturais que realmente funcionam. Isso colocaria por terra todo o propósito de fazer todo mundo doente em primeiro lugar.

Na verdade, essas cepas de super-bactérias E. coli podem ser muito facilmente tratadas com uma combinação de antibióticos naturais de plantas como o alho, gengibre, cebola e ervas medicinais. Além disto, pro-bióticos podem ajudar a equilibrar a flora do trato digestivo e “expulsar” qualquer bactéria mortal que aparecer. Um sistema imunitário saudável e o bom funcionamento do trato digestivo podem combater uma infecção pela super-bactéria E. coli, mas isso é outro fato que a comunidade médica não quer que você saiba. Não podemos esquecer também da importância da Vitamina D em manter o sistema imunitário funcional. Eles preferem muito mais que você continue a ser uma vítima indefesa deitada no hospital, esperando para morrer, sem opções disponíveis além dos perigosos “remédios” da indústria farmacêutica. Isto que é “medicina moderna”. Eles causam os problemas que eles pretendem tratar, e então eles não vão nem tratá-lo com qualquer coisa que poderia realmente curá-lo.

Quase todas as mortes agora atribuídas a este surto de E.coli poderiam ter sido evitadas rápida e facilmente. Estas são as mortes da ignorância. Mas também são as mortes de uma nova era de armas biológicas baseadas em alimentos desencadeadas por um grupo de cientistas malucos, ou por alguma uma instituição seguindo uma agenda específica que declarou guerra contra a população humana.

Atualizações Sobre este Surto de E.Coli

• 25 mortes até agora já foram relatadas, sendo que  2.153 pessoas já adoeceram e possivelmente estão enfrentando falência renal.

• O Ministério da Agricultura da Alemanha anunciou que mesmo sabendo que a origem do surto é uma fazenda alemã de alimentos orgânicos, eles ainda não retiraram as advertências para que as pessoas evitem comer tomate e alface. Em outras palavras, mantêr o povo com medo! Isto sem falar que agora ficou claro que o alvo desta armação são as fazendas de alimentos orgânicos. Será que veremos muito em breve a Monsanto anunciar que criou sementes de vegetais imunes à esta bactéria?😉

• “A variante alemã da E coli, conhecida como O104, é uma híbrida das cepas que podem causar diarréia sanguinolenta e danos nos rins chamada síndrome hemolítico-urêmica“, relatou o Jornal The Independent.

• Um total de 13 nações européias registraram surtos da cepa de E. coli, principalmente por pessoas que haviam visitado o norte da Alemanha.

Esta história é de um jornal alemão, e que sugere que o surto de E. coli pode ter sido um ataque terrorista. Sim, um ataque terrorista pelas companhias farmacêuticas em cima de pessoas inocentes, como de costume…

Fontes:
– Natural News: Forensic evidence emerges that European e.coli superbug was bioengineered to produce human fatalities
– Agência de Proteção de Saúde do Reino Unido: Extended-Spectrum Beta-Lactamases (ESBLs)
– The Guardian: The reason why this deadly E coli makes doctors shudder
– G1: Superbactéria pode ter saído de fazenda de alimentos na Alemanha
– The Independent: German beansprouts to blame as E coli death toll reaches 22
– Aerzte Zeitung: EHEC und das RKI – Behörde in der Kritik
– Wikileaks Brasil: EUA força França e Espanha a aceitar transgênicos

Informe ENSP – Artigo esclarece sobre o surto de E. coli na Europa

Informe ENSP – Artigo esclarece sobre o surto de E. coli na Europa.

SBI alerta para uso racional de antibiótico na comemoração do Dia do Infectologista de 2011

A campanha que comemora o Dia do Infectologista de 2011, na data de 11 de abril, tem como tema “Receita de antibiótico: agir hoje para garantir o amanhã”. O objetivo da SBI é ampliar a consciência da classe médica e população quanto à importância do uso racional de antimicrobianos como parte da estratégia para reduzir a crescente resistência bacteriana aos medicamentos. Preocupada com essa situação, a Sociedade já havia trabalhado esse tema na comemoração da data em 2008, com o slogan “Antibiótico necessita de prescrição médica”.

A campanha deste ano visa reforçar a estratégia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de obrigatoriedade da retenção e escrituração da receita médica para a venda de antibióticos em farmácias e drogarias de todo país, em vigor desde o final de novembro do ano passado. A medida é fruto da resolução RDC nº 44 (26/10/2010) que estabeleceu maior rigor ao comércio de cerca de 90 antibióticos, sendo que a prescrição deve ser feita em duas vias e a validade da receita é de dez dias.

Segundo a mesma resolução, até o final de abril de 2011 as embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a seguinte frase: “venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção da receita”. Esse é o prazo final para que farmácias e drogarias concluam a adesão ao processo de escrituração das receitas, registrando a venda no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

A automedicação com antibióticos sempre foi uma prática disseminada entre a população brasileira, sendo comum o uso inadequado do medicamento, com várias consequências tanto para o paciente quanto para a comunidade. “O uso de antibióticos com doses e indicações inadequadas a diferentes situações clínicas favorece a seleção de cepas resistentes que podem disseminar de maneira incontrolável”, pondera a infectologista Flávia Rossi, do Hospital das Clínicas da FMUSP, e integrante do Comitê Científico de Bacteriologia Clínica da SBI.

Segundo ela, esse comportamento contribui para o aumento da resistência bacteriana e sua ampla disseminação na comunidade, afetando sobremaneira o trabalho de controle de infecções nos serviços de saúde, especialmente em hospitais. Na opinião da especialista, “a prescrição controlada é, sem dúvida, um passo importante, mas apenas o primeiro entre outras medidas necessárias para o controle da infecção hospitalar”.

Na opinião da infectologista Ana Gales, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a medida da Anvisa é o primeiro passo para que se possa discutir qual o impacto do uso de antimicrobianos no desenvolvimento da resistência bacteriana. “A capacitação dos profissionais de saúde, principalmente médicos, e o aprimoramento das condições de atendimento também são necessárias”, indica a médica, que coordena o Comitê Científico de Bacteriologia Clínica da SBI.

Embora acreditem que a medida seja favorável à população, as especialistas avaliam que a sociedade não foi devidamente esclarecida sobre os riscos do uso inadequado dos antibióticos. Elas recomendam ações educativas permanentes sobre o tema para diferentes segmentos – da população em geral aos profissionais de saúde – sobre quando e como usar esse tipo de medicamento.

Soluções

Para preservar o arsenal antimicrobiano disponível no momento, Ana Gales recomenda a redução do consumo de antimicrobianos, sem aumentar a mortalidade dos pacientes que apresentam infecções por bactérias resistentes. “Não podemos deixar de prescrever antimicrobianos de amplo espectro. Porém, devemos trabalhar duro para aprimorar o diagnóstico das infecções respiratórias e urinárias, evitando o uso em situações desnecessárias”.

Segundo ela, diminuir o tempo da terapia visando menor pressão seletiva e implementar medidas de prevenção que evitem a transmissão de bactérias entre os pacientes e a disseminação entre os hospitais são medidas de fundamental importância.

Na avaliação da infectologista Flávia Rossi, o uso racional de antibióticos deve ser considerado um problema de todas as especialidades médicas que lidam com processos infecciosos. “A divulgação de informações locais da epidemiologia bacteriana, aliada a um serviço laboratorial com microbiologistas capacitados, são sem dúvida pontos críticos para um projeto conjunto que vise minimizar a resistência e preservar as drogas que ainda estão disponíveis no mercado”, recomenda.

Ana Gales acredita que os desafios extrapolam a área médica e envolvem outros setores da sociedade. “Estudos que avaliem o impacto para saúde pública da presença de antimicrobianos no meio-ambiente são necessários para avaliar a necessidade ou não de controle ambiental”, aponta. Segundo ela, medidas complementares envolvem o controle do uso de antimicrobianos na agricultura e veterinária e até mesmo maior controle da circulação de pessoas doentes em viagens internacionais e de alimentos importados.

A realidade brasileira atual é bastante crítica e com uma epidemiologia de bactérias multirresistentes preocupante em diferentes serviços de saúde, esclarece Flávia Rossi. Segundo a especialista, o país deveria compor “com urgência” um comitê multidisciplinar para discutir a questão, envolvendo representantes de especialidades como microbiologia, infectologia e patologia clínica, além de profissionais de análises clínicas, farmácia e da indústria. “É preciso definir políticas que abordem de maneira conjunta as indicações, posologias e padronização dos testes de sensibilidade in vitro para os medicamentos antimicrobianos”.

Fonte: SBI


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Chega a 9 número de mortes por superbactéria em AL

Mais um bebê que estava internado na UTI Neonatal do Hospital Universitário de Alagoas morreu nesta sexta (15). Ele estava infectado pela bactéria multirresistente Acinetobacter baumannii, que já havia causado a morte de cinco adultos e outros três recém-nascidos.

A assessoria de imprensa do hospital informou que o bebê nasceu prematuramente, após seis meses de gestação, e pesava 1,4 kg. Ele estava internado há um mês na UTI Neonatal e apresentava má formação hepática.

Pela manhã desta sexta (15), técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária Municipal foram ao hospital para elaboração de protocolo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, seus técnicos também realizou uma visita à unidade durante a tarde.

O hospital afirmou que está cumprindo o protocolo para esse tipo de situação. A maternidade permanece fechada e a UTI Neonatal ainda tem três bebês internados, mas está em isolamento.

Fonte: uol


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UTI é fechada por superbactéria!

A scanning electron micrograph (SEM) of a high...

Image via Wikipedia

Acinetobacter baumanii tem alta capacidade de sobrevivência e é transmitida por contato!

São Paulo.
A direção do Hospital Universitário de Maceió (AL) anunciou ontem uma nova interdição por tempo indeterminado da maternidade e da UTI neonatal devido à presença de uma bactéria que é muito resistente a antibióticos.

Em fevereiro, a UTI neonatal ficou fechada por cerca de duas semanas devido à presença da bactéria Acinetobacter baumannii em dois bebês. Segundo a assessoria do hospital, agora são quatro bebês com a bactéria, três deles já morreram.

“A maternidade e a UTI passarão por um processo de limpeza de objetos, parede, chão, de tudo, e isso deve levar tempo indeterminado. A situação está sob controle”, afirma ao G1 o diretor técnico do hospital, Alberto Jorge Fontan.

A direção do hospital, que é ligado à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), disse que um dos bebês mortos tinha má-formação congênita e os outros dois eram prematuros e tinham complicações. Não é possível afirmar, segundo a direção do hospital, que as mortes tenham sido causadas pela infecção.

A maternidade do HU tem 60 leitos e é especializada no atendimento a pacientes com gestação de risco. Segundo a assessoria, os bebês que estão internados na UTI neonatal poderão ser transferidos.

O hospital disse ter detectado também a presença da bactéria resistente em outros dois pacientes internados na UTI geral. Um deles, era um homem de 70 anos com doença pulmonar e acidente vascular cerebral (AVC) que morreu. A outra paciente é uma adolescente de 16 anos, vítima de acidente de trânsito, que chegou ao hospital transferida do Hospital Geral do Estado (HGE).

Segundo a assessoria do HU, exame preventivo feito no catéter utilizado pela adolescente detectou a presença da bactéria. A garota, de acordo com o hospital, está sendo medicada com antibióticos apesar de não ter desenvolvido nenhuma infecção até ontem.

Técnicos da vigilância sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (SESAL), responsável pelo HGE, estão colhendo material para tentar descobrir qual o tipo e a origem da bactéria está contaminando os pacientes.

Orientação:
Segundo a SESAL, equipes da Vigilância Sanitária Estadual fecharam a maternidade e a UTI neonatal do hospital ontem a pedido da direção do hospital. Os inspetores vão orientar os profissionais da unidade sobre quais protocolos seguir para evitar futuros casos. As alas do hospital serão abertas somente após as exigências serem cumpridas. Inspetores da Vigilância sanitária vistoriaram na manhã de ontem as instalações do Hospital Geral do Estado (HGE), onde estava internado o homem que faleceu.

No dia 2 de fevereiro, a UTI neonatal do HU já havia sido interditada parcialmente por causa da infecção da Acinetobacter. A bactéria é caracterizada pela alta capacidade de sobrevivência por longo tempo no local infectado. A principal forma de transmissão desta bactéria é por contato.
A orientação da Secretaria é para que os profissionais da área higienizem as mãos antes e após os cuidados com os pacientes, antes e após irem ao banheiro, manipular materiais e equipamentos e fazerem uso de luvas.

<strong>Além da higienização das mãos é fundamental também que a roupa utilizada em um serviço de saúde não seja utilizada em outro.

FONTE:

O Diário do Nordeste em :http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=957381


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Informe ENSP – Ocorrência do plágio põe em alerta comunidade científica

Informe ENSP – Ocorrência do plágio põe em alerta comunidade científica.

“De forma geral, o plágio acadêmico se configura quando há a apropriação de ideias, processos, resultados ou palavras de outro autor como se fossem daquele que os utilizou.” A definição da pesquisadora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, Sonia Vasconcelos, na sessão científica da ENSP, na quarta-feira (16/3), alertou ao mesmo tempo para a importância que o tema adquiriu na última década e a complexidade existente em torno dele. As diferenças culturais, a percepção de suas distintas formas, o fator linguístico e até mesmo o autoplágio – quando há uma grande similaridade em relação a um texto já publicado anteriormente pelo mesmo autor – foram abordados na palestra. Ela ainda revelou que estudos recentes mostram um crescimento na taxa de retractions (cancelamento de publicações) na ciência. Um deles indica um aumento de menos 0.25% a cerca de 1% entre a década de 1970 e 2007, para publicações indexadas no Medline. Em outro trabalho recente foi identificado que entre os anos de 1988 e 2008, o percentual de casos de plágio associados a retractions era três vezes maior quando comparados com outros tipos de má conduta, como a fabricação de dados.

Saiba mais em: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/?origem=1&matid=24410

 


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Viroses: prevenção simples evita problemas nas férias de verão

O simples ato de lavar bem as mãos pode garantir que a tão esperada viagem de férias com a família tenha um final feliz. Principalmente durante o verão, época em que há maior aglomeração e confinamento de pessoas em locais como casas de veraneio e navios de cruzeiros, um grupo de vírus que pode causar surtos de diarreia encontra a condição ideal para se disseminar. No litoral de São Paulo, foram registrados neste ano mais de 2 mil casos relacionados ao norovírus, principal agente associado a este tipo de surto.

“Estes vírus são eliminados em grande quantidade pelas fezes, se dispersam facilmente e resistem ao calor e a outras adversidades do ambiente. Como a transmissão ocorre sobretudo pelo contato das mãos com fezes contaminadas ou com superfícies contaminadas pelas partículas virais que estejam circulando, quanto maior o número de pessoas em um ambiente específico, maior o risco”, explica o chefe do Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz), José Paulo Gagliardi Leite.

O virologista reforça que a melhor forma de prevenção é a higiene adequada das mãos. “Tudo o que envolva manipulação das mãos pode se tornar veículo para transmissão do vírus. Por isso, lavar bem as mãos com água e sabão diminui muito as chances de contaminação. Outra orientação é lavar frutas e verduras com as mãos protegidas com luvas descartáveis ou higienizadas com regularidade, já que no verão a salada é um prato preferencial”, pontua. “Trata-se de um vírus muito resistente e com uma carga de infecção muito baixa: menos de 100 partículas são suficientes para causar o problema”.

Fonte: FioCruz


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ENSP integra grupo responsável por exposição interativa sobre tuberculose

O Projeto Fundo Global para o Controle da Tuberculose com o apoio da ENSP/Fiocruz, através do Centro de Referência Prof. Hélio Fraga, das secretarias Estadual e Municipal de Saúde, da Fundação Ataulpho de Paiva, do Ministério da Saúde, entre outros, fará, no dia 2 de fevereiro, uma mobilização pela priorização do controle da tuberculose na política pública de saúde. A iniciativa será a exposição interativa Tuberculose tem cura: SUS pra valer, apresentada na Estação Carioca do Metrô, cujo objetivo é mostrar, de forma didática e lúdica, informações básicas sobre a doença no posto de saúde cenográfico.

A exposição, que ficará montada de 2 a 11 de fevereiro, das 8h às 18 horas, foi criada pelo Projeto Fundo Global Tuberculose-Brasil, conta com instalações que simulam um posto de saúde cenográfico, onde técnicos orientarão o público sobre os fatores de risco, prevenção, tratamento, diagnóstico e estratégias de controle da doença. O objetivo é ainda difundir hábitos saudáveis para a população e ajudar a diminuir o estigma que ainda persiste de que essa é uma doença que só afeta aos pobres.

Dividida em cinco seções, a exposição contará com jogos didáticos, como o “Pega ou não pega”. Em outra seção, um painel com acendimento de lâmpadas convida o público a descobrir que parte da figura mover para impedir o contágio. Várias partes poderão ser movidas, até o visitante encontrar o gesto ‘correto’, como por exemplo, levar a mão à boca na hora da tosse. Haverá ainda um jogo eletrônico explicando como se prevenir, se tratar e, finalmente, se curar.

No evento, serão recolhidas opiniões e manifestações da população, que serão posteriormente entregues ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para selar compromissos de apoio ao controle da doença.

Fonte: Informe ENSP


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Uso indiscriminado de antibióticos na infância aumenta risco de asma

Crianças que receberam antibióticos nos primeiros seis meses de vida têm um risco significativamente maior de desenvolver asma e alergias aos seis anos de idade, mesmo sem uma predisposição genética, concluiu uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Yale, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores acompanharam 1.400 mulheres, coletando dados durante a gravidez e de seus filhos até seus aniversários de seis anos. A equipe descobriu que crianças expostas a antibióticos nos primeiros seis meses de vida tiveram até 52% mais chances de desenvolver asma e alergias do que seus pares que não receberam antibióticos.

O estudo concluiu que o uso de antibióticos aumenta o risco de asma na infância, mesmo em crianças que não tiveram infecções respiratórias e nas crianças cuja asma foi diagnosticada pela primeira vez após três anos de idade.

A pesquisa ainda mostrou que 40% das mães participantes tinham asma. Os resultados sugerem que as crianças que não têm quaisquer pais asmáticos têm um risco ainda maior de desenvolver asma após o uso de antibióticos.

Segundo o pesquisador Michael B. Bracken, professor de epidemiologia na Escola de Saúde Pública de Yale, o uso de antibióticos e asma aumentou o risco de alergias e refere-se à hipótese da higiene, teoria que pode explicar porque as taxas de asma têm aumentado nos países desenvolvidos entre as crianças que crescem em ambientes excessivamente limpos.

“Uma exposição mais precoce a antibióticos, principalmente aos de largo espectro, pode suprimir o sistema imunológico em desenvolvimento e produzir uma redução da resposta anti-alérgica”, explicou Bracken.

Os investigadores escrevem que a exposição precoce microbiana, especialmente no trato intestinal, parece ser necessária para a transição para um sistema maduro e equilibrado imune na infância. Antibióticos podem alterar a flora microbiana do intestino, causando desequilíbrios no sistema imunológico e uma má resposta alérgica.

Um terço das crianças dos EUA é exposta a antibióticos nos primeiros seis meses de vida, geralmente por infecções do trato respiratório, embora a maioria dessas doenças sejam virais e não respondam a antibióticos. O uso de antibióticos de largo espectro continua a aumentar.

“Os resultados do nosso estudo deve encorajar os médicos a evitar o uso desnecessário de antibióticos, principalmente em crianças de baixo risco”, disse Kari Risnes, pediatra da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, pesquisador visitante do Centro Yale e principal autor do estudo.

Fonte: Isaúde.net


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Informe ENSP – Ministério da Saúde lança novo filme da campanha de combate à dengue

Informe ENSP – Ministério da Saúde lança novo filme da campanha de combate à dengue.


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Informe ENSP – Fiocruz lança nova edição de livro sobre biossegurança

Informe ENSP – Fiocruz lança nova edição de livro sobre biossegurança.


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Estudo avaliará níveis de estresse em médicos

Fonte: Diário do Grande ABC

A disciplina de Psiquiatria e Psicologia Médica da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) iniciou estudo para identificar sintomas de estresse em estudantes de medicina da instituição. Um grupo de 115 futuros doutores será acompanhado por sete anos a fim de identificar casos de Transtorno de Estresse Pós-traumático. A doença é comum em pessoas que passam por situações extremas como notícias graves, traumas, mortes ou doenças incuráveis. Médicos lidam com eventos desse tipo diariamente como parte da rotina de trabalho.

A pesquisa é coordenada pelo psiquiatra e professor da FMABC Sérgio Baldassin, especialista acredita que cerca de 20% dos médicos brasileiros sofrem de estresse grave, baseado em estudos desenvolvidos sobre o tema há mais de 60 anos. Na avaliação de Baldassin, o estresse médico influencia na qualidade do atendimento. “Especialistas com esse tipo de problema não reconhecem sintomas da doença em si e nos pacientes e tratam apenas o lado físico”, explica.

Sobre o estudo, o psiquiatra salienta que o estresse é um sintoma apresentado antes mesmo de o estudante ingressar no curso de medicina. Muitos passam por pelo menos dois anos de cursinho pré-vestibular a fim de alcançar o nível de exigência das faculdades e já chegam à graduação com sintomas de ansiedade e depressão. “Mas não é a depressão convencional, na qual a pessoa chora, fica triste. São aspectos ligados ao lado cognitivo do ser humano, como o perfeccionismo, detalhismo e auto-exigência elevada”, destaca.

Como parte da pesquisa, os doutores em formação responderão a questionários periódicos via internet. Se for identificado um caso acima dos limites determinados pelo estudo, haverá acompanhamento e uso de medicação por seis meses. Existe controvérsia quanto à incidência do TEPT, mas o transtorno é descrito na literatura científica como problema que atinge de 5% a 10% da população, embora se calcule que até metade dos cidadãos estejam expostos, principalmente entre as mulheres.


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Onze recém-nascidos morrem em dois meses no Hospital Regional da Asa Sul (Hras) por infecção de super bactérias em 2010

Klebsiella pneumoniae

Image via Wikipedia

Entre outubro e novembro deste ano, 11 bebês recém-nascidos morreram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional da Asa Sul (Hras) em 40 dias. Cinco óbitos ocorreram no primeiro mês, e as outras seis em novembro. Os bebês moreram após contaminação por duas bactérias: Klebsiella e Serratia. Por mais que a primeira seja a mesma da conhecida KPC, o diretor-geral de Saúde da Regional Sul, Alberto Henrique Barbosa garantiu que não há contaminação por KPC dentro da Neonatal do Hras. determinou o isolamento de seis bebês e 24 são mantidos sob observação. Em todo o Distrito Federal há 81 leitos na rede pública à disposição da população – todos lotados.

Segudo o diretor-geral, a contaminação pelas duas bactérias é grave. “Mas elas não podem ser comparadas à KPC. Além disso, existe tratamento para combatê-las, embora seja difícil e longo”, afirma Alberto. Ele espera ainda que os insumos necessários e que estão em falta chegem à unidade de saúde até a próxima terça-feira (16/11).

De acordo com o diretor-geral, Os bebês que vão às UTIs Neonatais já estão em situação de baixa resistência, muitos deles são pré-maturos e isso os torna mais sucetíveis a infecções. Além disso, a Neonatal do Hras tem um problema de superlotação. “Hoje, a UTI tem uma capacidade de 30 leitos, mas trabalha com o atendimento de 36 a 38”, disse Alberto.

Segundo Aberto Henrique, para piorar a situação, não há profissionais de saúde suficiente. “Teria que haver um médico e um enfermeiro a cada cinco leitos. No caso do Hras seriam necessários mais 30 médicos para operar na capacidade prevista do hospital, que é de 45 leitos. Mas isso não acontece por falta de profissionais”, contou o diretor-geral.

A Unidade Neonatal do hospital continuará com acesso restrito aos casos mais graves. O atendimento só será normalizado assim que o controle de infecção hospitalar do Hras constatar que houve diminuição nos níveis de contágio. De acordo com a Regional de Saúde, já foram tomadas medidas para conter a contaminação.

Ariadne Sakkis

Publicação: 12/11/2010 17:07 Atualização: 12/11/2010 17:13

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2010/11/12/interna_cidadesdf,222938/onze-recem-nascidos-morrem-em-dois-meses-no-hras-por-infeccao-de-bacterias.shtml


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Como as infecções se transmitem?

Escherichia coli produtora de β LACTAMASE de ESPECTRO ESTENDIDO (ESBL) encontrada em uma unidade de atendimento neonatal.

Relato de caso sobre um surto causado pela transmissão de E. coliESBL de uma mãe para seus filhos gêmeos recém-nascidos seguida pela disseminação para outros neonatos e para um trabalhador do serviço de Saúde.     

 

Molecular typing of extended-spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli isolates by pulsed-field gel electrophoresis. Dendrogram shows a cluster of 6 isolates with identical banding pattern and 2 isolates with 2 distinct patterns.

 

Provavelmente a mãe estava colonizada antes da internação hospitalar e uma infecção urinária se instalou no periparto. Houve transmissão por contato durante o parto vaginal dos gêmeos seguido por transmissão por contato de um dos trabalhadores do serviço de Saúde a outros recém-nascidos na mesma unidade além de a outro profissional do serviço e o modo mais provável de transmissão foi o contato.

A infecção por E. coli ESBL em um dos neonatos e no outro profissional possuiam uma coincidência pois ambos apresentavam um genótipo único da enzima β lactamase TEM-12 e padrão único da E.coli à eletroforese de campo pulsante.  

Devido a análise ser restrita ao espectro expandido (ESBL) da E. coli , a verdadeira extensão do surto foi subestimada. Contudo, o gene que codifica o espectro estendido está em um plasmídeo e pode ser transferido a outros organismos, em especial, outra Enterobacteriaceae e se perdido. Os fatores de risco para colonização em recém-nascidos incluem baixo peso ao nascer, duração da hospitalização, nutrição parenteral, uso prévio de antimicrobianos e necessidade de ventilação mecânica em unidade de atendimento intensivo. Em atendimento semi-intensivo, o aleitamento materno esteve associado a um menor risco de portar Enterobacteriaceaeprodutora de ESBL. Segundo a descrição do trabalho, os recém-nascidos amamentados por suas genitoras tinham maior contato com suas mães e eram possivelmente menos manipulados pelos trabalhadores do serviço de saúde.     

 

Spread of extended-spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli outbreak. NICU, neonatal intensive care unit.

Os pacientes do caso acima possuíam somente um fator de risco identificado: Os gêmeos recém-nascidos da mãe colonizada tiveram baixo peso ao nascimento; os outros neonatos não possuíam outros fatores de risco.

Melhorar as estratégias de controle de infecção podem ser necessárias para conseguirmos limitar a disseminação da E. coli produtora de ESBL em maternidades posto que a transmissão aos neonatos durante o parto vaginal é possível. Uma tentativa possível seria rastrear as mães cujos neonatos necessitaram de cuidados intensivos; um surto neste contexto seria particularmente prejudicial.

Dra Tschudin-Sutter é médica especializada em clínica médica e está completando um fellowship no Hospital de Epidemiologia e Doenças Infecciosas dentro do Hospital Universitário em Basel, Suíça. Sua pesquisa possui ênfase em patógenos multirresistente às drogas.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC192219/pdf/aac00043-0213.pdf

Tschudin-Sutter S, Frei R, Battegay M, Hoesli I, Widmer AF. Extended spectrum β-lactamase–producing Escherichia coli in neonatal care unit. Emerg Infect Dis [serial on the Internet]. 2010

Nov [27/10/2010]. http://www.cdc.gov/EID/contant/16/11/1758.htm




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