Bactéria KPC já matou 15 pessoas no Distrito Federal, três óbitos foram descartados.

Dez hospitais públicos e particulares têm 135 casos de pacientes infectados pela bactéria hospitalar, conhecida como bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae CARBAPENEMASE). Apenas três antibióticos têm ação contra a superbactéria.
Medidas simples de higiene podem evitar a transmissão da bactéria nos hospitais. 

  “Não lavar as mãos ou não utilizar as precauções padrão como luvas de procedimento e o jaleco médico gera a possibilidade de espalhar agentes produtores de KPC ou pior, somente seus mecanismos de resistência. Os mecanismos de resistência estão em fragmentos de DNA circular chamados plasmídeos e podem ser trocados com as bactérias ubíquas da sua pele. Carbapenemase é uma enzima descrita pela primeira vez em 2001 na Klebsiella pneumoniae, dai o nome KPC. No entanto, é produzida por outros organismos como Serratia spp., Enterobacter spp., Escherichia coli e Salmonella enterica

 A produção dessa enzima, Carbapenemase, confere resitência a todas as penicilinas, cefalosporinas (cefepime, ceftriaxona, … ), carbapenêmicos (meropenem, ertapenem, … ) e aztreonam. Essa informação pode ser cambiada entre diferentes organismos através de mecanismos de troca de material genético favorecidos pelo contato e o “pili” presente na Klebsiella contribui para isso. São geralmente susceptíveis a tigeciclina e colistina. O microorganismo foi diagnosticado pela primeira vez em 1996, na Carolina do Norte nos EEUU. O primeiro caso dessa infecção no Brasil ocorreu em Recife em 2006, no Distrito Federal, a primeira ocorrência foi registrada esse ano. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo já registrou cerca de 70 casos da cepa, resistente a quase todos os medicamentos disponíveis. 

O Hospital das Clínicas da FMUSP, em São Paulo no entanto, negou que exista um surto desta bactéria, apesar de confirmar que 70 pacientes foram diagnosticados com o microorganismo, desde 2009. O HC informou que a bactéria não causou morte de pacientes internados.

Em nota, o hospital informou que “o número de casos foi controlado da mesma maneira que para outros organismos multi-resistentes comuns em ambientes hospitalares“. O hospital ainda divulgou que os pacientes infectados ou colonizados foram isolados para o controle do agente.

Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, não há surto da KPC no Estado e a bactéria é comum em ambientes hospitalares. A secretaria ainda disse que é feito um trabalho de controle de qualidade e higienização nos hospitais e que a população não corre risco de contrair a KPC.

   

ANVISA

” A Resistência a Carbapenemicos entre as Enterobacteriaceae está espalhando no mundo todo, e assim como a infecção por MRSA, está cada vez mais comum fora do ambiente hospitalar. Resistência aos carbapenêmicos mais amplamente utilizados, ou seja, imipenem e meropenem, pode ser mediada por uma variedade de mecanismos, incluindo a presença da β-lactamases , as mudanças estruturais nas porinas, e alterações em proteínas de ligação à penicilina. A enzima KPC  é o mecanismo de resitência mais comum aos carbapenemicos entre cepas isoladas das Enterobacteriaceae. Enzimas KPC são do tipo A de β-lactamase, responsáveis pela resistência a um espectro extendido de cefalosporinas em adição aos carbapenêmicos; essas β-lactamasese  são geralmente codificadas por plasmídeos. Essa enzima é altamente transmissível entre as bactérias  devido a presença de pili, e pode conferir a outras a insensibilidade aos antibióticos”

Clique aqui e veja o estudo publicado no CDC sobre a diversidade de Klebsiella pneumoniae em todo mundo que produzem β-lactamase devido a presença do Gene1 BlaKPC-2. 

Texto em azul é de responsabilidade do autor: Benício Leão

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulgou nesta sexta-feira que o número total de pacientes suspeitos de serem portadores da bactéria super-resistente Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) é de 135. O crescimento é de 25% em relação à semana passada, quando o governo informou um total de 108 casos suspeitos, de janeiro a outubro deste ano. Apesar disso, a secretaria diminuiu o número de mortes ligadas à infecção. Na semana passada, eram 18 óbitos, mas três foram descartados como sendo relacionados à KPC. Até o momento, a bactéria foi identificada em 16 hospitais, nove públicos e sete privados.

Veja o site  do DFTV

Veja o Vídeo do R7

Para evitar a transmissão da bactérias, profissionais da secretaria visitam os hospitais para lembrar que a higiene é a forma mais eficaz de evitar a infeccção. A secretária de Saúde, Fabíola Aguiar, disse que os hospitais possuem materiais de higiene para conter a disseminação da bactéria.

Lavar as mãos sempre. Usar álcool em gel, com cuidado, observando todas as áreas da mão, que podem, eventualmente, ficar sujas. Usar equipamentos individuais que constituem barreiras como as luvas, máscara”, disse a secretária ao enumerar as condições para evitar o contágio.

No Distrito Federal, o maior número de pacientes com a “superbactéria” foi registrado no Hospital de Santa Maria (região administrativa a 45 km de Brasília). Segundo a Secretaria de Saúde, no ano foram registardos 58 casos e 4 mortes no hospital devido à infecção pelo micro-organismo.

Assita ao vídeo do DFTV

Assita o vídeo sobre o Hospital de Santa Maria que fechou a UTI por causa do surto

 

 

Fontes:

http://emedicine.medscape.com/article/219907-overview
http://www.medscape.com/viewarticle/587949_3
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/10/bacteria-super-resistente-ja-matou-18-pessoas-no-distrito-federal.html
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/10/bacteria_super_resistente_matou_18_pacientes_no_distrito_federal_115570.html
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1623179-10040,00-SUPERBACTERIA+JA+MATOU+PACIENTES+DA+REDE+HOSPITALAR.html
http://www.cdc.gov/NCIDOD/eid/vol12no08/06-0291.htm
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4737865-EI306,00-DF+em+semana+casos+suspeitos+de+superbacteria+sobem.html

 Crítica do Jaleco Vida: O Álcool é um agente bacteriostático, ou seja, inibe a proliferação bacteriana enquanto estiver sobre a superfície da pele, após evaporar, não há mais esse efeito. A limpeza das mãos deve ser recomendada unicamente através da lavagem completa das mãos, o álcool gel serve somente para emergências.

O Departamento de Microbiologia do Hospital Freeman – UK descreve um experimento para ver se o Enterococcus sobrevivia na roupa hospitalar, após o processo (industrial) de lavagem. As cepas de Enterococcus spp estudadas (retiradas de casos de infecção hospitalar) conseguiram sobreviver por até 30 minutos a oitenta e cinco graus centígrados. As bactérias vivem por quanto tempo em um tecido? As roupas lavadas em casa apenas eliminam a sujidade, mas não são esterilizadas.

O uso de um Equipamento de Proteção Individual do tipo jaleco para o profissional da saúde é negligenciado, sendo esse, classificado como “uniforme” pela maioria das instituições. Tal classificação transfere ao trabalhador a responsabilidade com a assepsia de seu “uniforme”, desonerando assim a instituição de suas obrigações legais. Essa negligência/imprudência coloca em risco não só o profissional e os pacientes, mas também a sua família, amigos, além da comunidade externa ao hospital. Pode gerar muitos prejuízos tanto para os pacientes quanto para a instituição e para o profissional de saúde que o atender.

Entre em contato para adquirir a primeira vestimenta de segurança para risco biológico baseada na ação de nanopartículas de prata.

  Se você quer saber mais sobre as bactérias chamadas KPC, qual o risco de adquirir, oque é carbapenemase, mecanismos de resistência, clique aqui e veja informações publicadas desde 2008 pelo Hospital de Epidemiologia e Controle de Infecções “The Johns Hopkins Hospital”. 

 

 

 


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Em relação aos outros Estados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que solicitou informações da situação às secretarias de Saúde, mas até a tarde desta sexta-feira dia 15 de outubro elas não haviam enviado.

Sobre Jaleco Vida
Vestimenta de Segurança contra risco biológico confeccionada com tecido tecnológico bacteriostático e utilizada como barreira corporal biológica e física em hospitais, laboratórios, fábricas, restaurantes, entre outros. Inibe proliferação de bactérias trazendo mais segurança a pacientes e profissionais da saúde. Possui modelagem confortável, e é indicada para profissionais que trabalhem em ambiente de risco biológico, ou seja, com probabilidade de exposição ocupacional a agentes biológicos. Entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.

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