Uso indiscriminado de antibióticos na infância aumenta risco de asma

Crianças que receberam antibióticos nos primeiros seis meses de vida têm um risco significativamente maior de desenvolver asma e alergias aos seis anos de idade, mesmo sem uma predisposição genética, concluiu uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Yale, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores acompanharam 1.400 mulheres, coletando dados durante a gravidez e de seus filhos até seus aniversários de seis anos. A equipe descobriu que crianças expostas a antibióticos nos primeiros seis meses de vida tiveram até 52% mais chances de desenvolver asma e alergias do que seus pares que não receberam antibióticos.

O estudo concluiu que o uso de antibióticos aumenta o risco de asma na infância, mesmo em crianças que não tiveram infecções respiratórias e nas crianças cuja asma foi diagnosticada pela primeira vez após três anos de idade.

A pesquisa ainda mostrou que 40% das mães participantes tinham asma. Os resultados sugerem que as crianças que não têm quaisquer pais asmáticos têm um risco ainda maior de desenvolver asma após o uso de antibióticos.

Segundo o pesquisador Michael B. Bracken, professor de epidemiologia na Escola de Saúde Pública de Yale, o uso de antibióticos e asma aumentou o risco de alergias e refere-se à hipótese da higiene, teoria que pode explicar porque as taxas de asma têm aumentado nos países desenvolvidos entre as crianças que crescem em ambientes excessivamente limpos.

“Uma exposição mais precoce a antibióticos, principalmente aos de largo espectro, pode suprimir o sistema imunológico em desenvolvimento e produzir uma redução da resposta anti-alérgica”, explicou Bracken.

Os investigadores escrevem que a exposição precoce microbiana, especialmente no trato intestinal, parece ser necessária para a transição para um sistema maduro e equilibrado imune na infância. Antibióticos podem alterar a flora microbiana do intestino, causando desequilíbrios no sistema imunológico e uma má resposta alérgica.

Um terço das crianças dos EUA é exposta a antibióticos nos primeiros seis meses de vida, geralmente por infecções do trato respiratório, embora a maioria dessas doenças sejam virais e não respondam a antibióticos. O uso de antibióticos de largo espectro continua a aumentar.

“Os resultados do nosso estudo deve encorajar os médicos a evitar o uso desnecessário de antibióticos, principalmente em crianças de baixo risco”, disse Kari Risnes, pediatra da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, pesquisador visitante do Centro Yale e principal autor do estudo.

Fonte: Isaúde.net


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