Segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde

Fonte: Anvisa

Confira: http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/home/servicosdesaude/!ut/p/c5/rZBNkqJAEIXP4gG0sih-rCVIAYUIrZaAtTHEZhhQBAMV9fRD76YjZro3nS8ycpGR-b14SKJB5_29LPbXsjnvTyhFUt_NXNNTjQDAjRgFHq0o3XBMwMUoQSmou3X1bPnr-FpV8PCFYLAWrF8EQxtyIQK3Xwf7_sqKx_rYPITwI3FUX7CgOHaWzDRtqJfb0cDa_sUC3ZoBd7VQ15YRQKR848RHsszqSX-oJzBRVZ0QrAxDIQqhxuBTfrr_x_ePPfynTPjmHqMtksYudpWpN3cxuL5hAWfCcyJwCA80JH4wqa9Zxo-yPuWqq5gSijWs63gIQUFJuIWH3fHeZsn9WGi5Ox0ffgdzrYw3XZuyze1JDufGZvQ6zUhDg9Q3bsZyy3OHpEHUjX0KVkpurXUtddlZC3HXbrZfQnTK3ypK1Tzr7U1FnLktruKWvBUOP5VLvqc4Widdcai4Op3XKyUO8_tRem1mZ92lid9pPZt6El-a1sQha552VSeZbMYSLhXpRyMUek2do7a-B5rPfoUfUs3RHzGmquc!/dl3/d3/L2dBISEvZ0FBIS9nQSEh/?pcid=ded14d0048639ad88c898d2bd5b3ccf0

A Anvisa coloca à disposição dos gestores, profissionais de saúde e demais interessados o Boletim Informativo sobre Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde, com dados, informações e o conteúdo do Plano Nacional para Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde.

Introdução

Atualmente, a melhoria da segurança do paciente e da qualidade da assistência à saúde tem recebido atenção especial em âmbito global.
No campo relacionado com a assistência à saúde, Donabedian (Donabedian,
1978) definiu qualidade como “a obtenção dos maiores benefícios com os menores riscos ao paciente e ao menor custo”, focando na tríade de gestão de estrutura, processo e resultado (Donabedian, 1986).
Apesar de Hipócrates ter afirmado, há mais de dois mil anos, “primeiro, não cause dano”, até recentemente os eventos adversos, os erros e os incidentes associados à assistência à saúde eram considerados inevitáveis ou reconhecidos como um ato realizado por profissionais mal treinados.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que esses danos ocorram em dezenas de milhares de pessoas todos os anos em diversos países. Dados do
Instituto de Medicina/EUA indicam que erros associados à assistência à saúde causam entre 44.000 e 98.000 disfunções a cada ano nos hospitais dos Estados
Unidos (Kohn et al., 2000). Na Europa, os estudos realizados sobre a Qualidade da Atenção Hospitalar mostraram que um a cada dez pacientes nos hospitais
europeus sofrem danos evitáveis e eventos adversos ocasionados durante a assistência recebida. Segundo Gallotti, 50 a 60% dos eventos são evitáveis (Gallotti, 2004).
Esses danos podem ser incapacitantes, com sequelas permanentes, além de levar ao aumento do custo e da permanência hospitalar e, até mesmo, resultar em morte prematura como consequência direta das práticas em saúde inseguras (WHO, 2008).
Entre as várias iniciativas relacionadas à segurança do paciente, o marco de confluência do movimento mundial foi a publicação do relatório sobre erros relacionados com a assistência à saúde, Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro, To err is human: building a safer healh system, em 1999.
Atualmente, o movimento para a segurança do paciente substitui “a culpa e a vergonha” por uma nova abordagem, a de “repensar os processos assistenciais”, com o intuito de antecipar a ocorrência dos erros antes que
causem danos aos pacientes em serviços de saúde. Assim, já que o erro é uma condição humana, deve-se tirar o maior proveito desta condição, sempre conhecendo, aprendendo e prevenindo erros nos serviços de saúde.
Entretanto, os profissionais de saúde respondem aos Conselhos pelos atos de negligência, imperícia e imprudência, o que também tem um papel importante na criação de uma cultura de responsabilidade.
Neste contexto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa/MS), por meio da Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde (GGTES) vem
instituindo uma sequencia ordenada de atividades voltadas para a segurança do paciente e da qualidade em serviços de saúde.

Metas e Desafios Globais para a Qualidade e Segurança do Paciente

A preocupação com a qualidade do cuidado e com a segurança do paciente em serviços de saúde tem sido uma questão de alta prioridade na agenda da OMS, refletindo na agenda política dos Estados-Membros, desde 2000.
Um marco importante nesse sentido se deu em outubro de 2004, quando a OMS lançou
formalmente a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente por meio de Resolução na 57a
Assembléia Mundial da Saúde, recomendando aos países maior atenção ao tema Segurança do Paciente.
Esta Aliança tem como objetivo despertar a consciência e o comprometimento político para
melhorar a segurança na assistência, além de apoiar os países no desenvolvimento de políticas públicas e práticas para segurança do paciente em todo o mundo.
Desde então, na América Latina, os países vêm se articulando para cumprir as ações previstas na Aliança Mundial para a Segurança do Paciente.
Diante disso, os países devem efetivar o compromisso político, lançando planos, gerando alertas sobre aspectos sistêmicos e técnicos e realizar iniciativas que concorram para a garantia da segurança dos pacientes com base nas metas internacionais para a segurança do paciente.

Áreas de ação do Programa Segurança do Paciente da OMS.

Área de ação 1

O Desafio Global para a Segurança do Paciente pressupõe comprometimento e ações em segurança do
paciente para minimização de risco em todos os países. Em 2005, foi lançado o primeiro Desafio Global para a Segurança do Paciente, focado na prevenção e redução de IRAS, com o tema Uma Assistência Limpa é uma Assistência mais Segura. Em 2007, o segundo Desafio Global de Saúde do Paciente teve foco na segurança cirúrgica, com o tema Cirurgia Seguras salvam Vidas.

Área de ação 2

Pacientes pela Segurança do Paciente asseguram que a voz do paciente esteja no centro do
movimento pela saúde do paciente em todo o mundo.

Área de ação 3

Pesquisa em Segurança do Paciente envolve pesquisas internacionais para o conhecimento da natureza do dano ao paciente e desenvolvimento de ferramentas de prevenção.

Área de ação 4

Taxonomia/Classificação Internacional para Segurança do Paciente desenvolve um sistema
internacionalmente aceito de classificação da informação em segurança do paciente, promovendo
efetivo aprendizado global.

Área de ação 5

Relato e Aprendizagem promovem ferramentas valiosas de notificação, análise, investigação e abordagens que identificam fontes e causas de riscos, propiciando a realização de ações de aprendizado e prevenção de eventos adversos.

Área de ação 6

Soluções para Segurança do Paciente tratam de intervenções e ações práticas para prevenção de dano ao paciente.

Área de ação 7

Alto 5S difunde boas práticas para a mudança organizacional, clínica e de equipe, como: cuidados no
preparo de soluções concentradas de eletrólitos; controle da medicação nas transições de cuidado;
realização de procedimentos corretos nos sítios corretos; prevenção de falhas de comunicação durante
a passagem de plantão; prevenção e redução de IRAS.

Área de ação 8

Tecnologia para segurança do paciente foca na utilização de novas tecnologias para promoção da segurança do paciente.

Área de ação 9

Gerenciando conhecimento irá reunir e compartilhar conhecimentos sobre a evolução mundial da
segurança do paciente.

Área de ação 10

Eliminando infecção da corrente sanguínea associada a cateter central concentrará esforços mundiais
para ações de prevenção, controle e eliminação deste tipo de infecção em serviços de saúde.
Área de ação 11 Educação para cuidado seguro desenvolve guias curriculares para estudantes da área da saúde, voltados para a segurança do paciente.

Área de ação 12

Prêmio de segurança envolverá prêmios internacionais de excelência no campo da segurança do paciente, impulsionando mudança e melhoria nesta área.

Área de ação 13

Checklists para a área da saúde vem desenvolvendo outras listas de verificação de segurança em serviços de saúde (após averiguação do sucesso da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica na diminuição da morbidade e mortalidade de pacientes, tais como: check-lists para Influenza A (H1N1), parto seguro e segurança do recém-nascido.

(http://www.who.int/patientsafety/about/programmes/en/index.html)

Sobre Jaleco Vida
Vestimenta de Segurança contra risco biológico confeccionada com tecido tecnológico bacteriostático e utilizada como barreira corporal biológica e física em hospitais, laboratórios, fábricas, restaurantes, entre outros. Inibe proliferação de bactérias trazendo mais segurança a pacientes e profissionais da saúde. Possui modelagem confortável, e é indicada para profissionais que trabalhem em ambiente de risco biológico, ou seja, com probabilidade de exposição ocupacional a agentes biológicos. Entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.

One Response to Segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde

  1. olga v. o. machado disse:

    EXCLNTE.OLGA

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